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Sítio que era só para descanso da família virou fonte de renda no Airbnb, recebe até 9 pessoas, cobra R$ 1.400 por fim de semana e mostra como piscina, grama, faxina e manutenção podem transformar o sonho da renda extra em trabalho de 24 horas

Escrito por Carla Teles
Publicado em 12/06/2026 às 18:48
Atualizado em 12/06/2026 às 18:53
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Airbnb transforma sítio em renda, mas piscina e faxina revelam o trabalho por trás da hospedagem rural.
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Airbnb virou renda para um sítio familiar que recebe até nove pessoas por cerca de R$ 1.400 por fim de semana, mas piscina, faxina, grama e manutenção mostram que hospedagem rural exige atendimento constante, custos recorrentes e disponibilidade para resolver imprevistos quando o hóspede chama a qualquer hora toda semana.

O Airbnb transformou um sítio criado para descanso da família em uma fonte de renda recorrente na região de Lagoa Santa, com piscina, faxina e manutenção no centro da rotina. O Rancho Long Branch, administrado por Daisy e pela família, foi apresentado em vídeo publicado em 30 de abril de 2026, mostrando como o espaço deixou de ser apenas lazer familiar para receber hóspedes.

Segundo vídeo publicado pelo canal Renda com Cadu, a locação começou em 2022, depois que a propriedade ficou pronta entre 2021 e 2022. Hoje, o rancho recebe grupos de até nove pessoas, cobra cerca de R$ 1.400 pelo fim de semana e mostra que ganhar dinheiro com hospedagem exige limpeza, manutenção, atendimento, resposta rápida e disposição para resolver problemas a qualquer hora.

Sítio nasceu para lazer, mas virou negócio

Airbnb transforma sítio em renda, mas piscina e faxina revelam o trabalho por trás da hospedagem rural.
Imagem: Reprodução/YouTube/Renda com Cadu

O Rancho Long Branch não foi construído inicialmente como empreendimento turístico. A ideia original era criar um lugar para a família descansar, aproveitar a área verde, usar a piscina e fugir da rotina. O lote, segundo o relato, era apenas mato quando o projeto começou durante a pandemia.

Com o tempo, parentes e amigos passaram a pedir o espaço emprestado. A virada aconteceu quando a família percebeu que, se pessoas próximas gostavam do sítio, outros hóspedes também poderiam se interessar. A partir daí, o anúncio entrou no Airbnb e a primeira avaliação positiva ajudou a impulsionar a decisão de continuar alugando.

Airbnb divide espaço com Instagram e WhatsApp

Embora o Airbnb tenha sido o primeiro canal usado para divulgar o rancho, ele não é o único responsável pelas reservas. Daisy relata que hoje cerca de metade dos hóspedes chega pela plataforma, enquanto a outra metade vem por Instagram, status de WhatsApp e indicações de pessoas que já conhecem o espaço.

Essa combinação mostra uma realidade comum em hospedagens independentes. A plataforma ajuda a dar visibilidade, organizar reservas e construir reputação por avaliações, mas as redes sociais fortalecem o relacionamento direto com o público e podem reduzir a dependência de um único canal.

Até nove pessoas podem ficar no rancho

A propriedade é alugada inteira para uma família ou grupo de amigos, sem divisão entre hóspedes diferentes. O espaço comporta até nove pessoas para dormir, com três camas de casal e três camas de solteiro distribuídas em suítes.

No anúncio do Airbnb, o limite principal informado é de nove pessoas, mas há possibilidade de conversar caso alguém queira levar barraca. Nesse caso, a negociação é feita diretamente com a anfitriã, respeitando o limite para não deixar o espaço excessivamente cheio.

R$ 1.400 por fim de semana é a média cobrada

O valor médio citado para um fim de semana no Rancho Long Branch é de R$ 1.400 para até nove pessoas, geralmente de sexta a domingo. Na prática, isso equivale a cerca de R$ 700 por diária no pacote de fim de semana.

Durante a semana, a diária pode ficar em torno de R$ 400, mas a demanda é mais pontual. O forte da propriedade são fins de semana, feriados e períodos de férias, quando grupos procuram o espaço para descansar, usar a piscina, reunir família e aproveitar a área externa.

Faturamento pode variar muito conforme o mês

Quando a propriedade consegue alugar os quatro fins de semana do mês, o faturamento pode chegar perto de R$ 6 mil apenas com essas reservas. Em meses mais fracos, com dois fins de semana alugados, o valor pode ficar em torno de R$ 3 mil.

Em meses melhores, com feriados ou diárias extras durante a semana, o faturamento pode subir para algo próximo de R$ 7 mil. Segundo o relato, em 2025 o faturamento pelo Airbnb ficou em cerca de R$ 31 mil, mas como havia reservas por fora em volume semelhante, a estimativa total aproximada chegou a R$ 62 mil no ano.

Custos reduzem a impressão de dinheiro fácil

A renda bruta não representa lucro líquido. O sítio exige faxina, corte de grama, produtos de piscina, água, luz, gás, água mineral e manutenção constante. A faxina foi citada em torno de R$ 250 por serviço, enquanto o corte da grama pode custar cerca de R$ 200 por diária de trabalho.

Somando faxina, jardinagem e outros gastos, a manutenção mensal pode pesar bastante. É nesse ponto que o sonho da renda extra encontra a realidade operacional. Quem aluga pelo Airbnb precisa considerar que cada hóspede deixa o espaço usado, e o próximo espera encontrar tudo limpo, funcionando e bem apresentado.

Piscina e área verde atraem, mas também dão trabalho

Airbnb transforma sítio em renda, mas piscina e faxina revelam o trabalho por trás da hospedagem rural.
Imagem: Reprodução/YouTube/Renda com Cadu

A piscina é um dos atrativos mais importantes para famílias com crianças. Ao mesmo tempo, ela exige limpeza frequente, uso de cloro, decantador e outros produtos. No caso do Rancho Long Branch, a família reduz custos porque Henrique faz a manutenção da piscina por conta própria.

A grama também é uma vantagem visual, mas precisa ser cuidada quase toda semana. A paisagem natural ajuda porque não exige irrigação constante, mas ainda assim há trabalho para manter a área externa apresentável. A foto bonita que vende a hospedagem depende de manutenção invisível para o hóspede.

Experiência rústica é parte do diferencial

Airbnb transforma sítio em renda, mas piscina e faxina revelam o trabalho por trás da hospedagem rural.
Imagem: Reprodução/YouTube/Renda com Cadu

O rancho aposta em estilo rústico, com cozinha equipada, fogão a lenha, churrasqueira, fogo de chão, área externa, vista e contato com a natureza. A proposta não é parecer uma casa urbana moderna, mas entregar um ambiente de descanso no campo.

Essa escolha também define o público. Segundo o relato, adultos valorizam muito a vista e o fogo de chão, enquanto crianças se encantam pela piscina. No Airbnb, esse tipo de posicionamento pode ajudar a atrair hóspedes que querem exatamente a experiência rural, e não um imóvel com aparência de hotel.

Nem tudo precisa ser luxo para funcionar

A propriedade não tem ar-condicionado, apenas ventiladores. Mesmo assim, a anfitriã relata que isso quase nunca impediu reservas, porque durante a noite a região esfria por causa da mata. Apenas uma pessoa teria deixado de alugar por esse motivo.

Esse ponto mostra que nem todo investimento é obrigatório para todos os públicos. Mais importante do que copiar uma lista de itens de luxo é entender o que o hóspede realmente valoriza. No caso do rancho, natureza, piscina, vista e convivência parecem pesar mais do que ar-condicionado.

Atendimento pode valer tanto quanto a estrutura

Daisy prefere receber os hóspedes pessoalmente, explicar o funcionamento do sítio, mostrar os detalhes da piscina, indicar onde estão utensílios e orientar sobre o uso do espaço. Ela acredita que esse contato cria confiança e melhora a experiência.

Esse cuidado ajuda a explicar as avaliações positivas no Airbnb. A experiência não depende apenas da casa estar bonita, mas também da forma como problemas são resolvidos. Quando há imprevistos, o hóspede tende a avaliar a proatividade do anfitrião, não apenas a falha em si.

Imprevistos fazem parte do negócio

A rotina de hospedagem inclui situações inesperadas. No relato, aparecem casos de hóspede que esqueceu coberta, pediu ajuda para chegar por estrada de terra, precisou de orientação, enfrentou vazamento em dia de chuva forte ou encontrou problema hidráulico em uma suíte.

Esses episódios mostram que administrar um sítio no Airbnb não é renda passiva no sentido absoluto. O proprietário pode não estar trabalhando presencialmente o tempo todo, mas precisa ficar em estado de prontidão. A qualquer mensagem, pode surgir uma demanda que exige solução rápida.

Fotos reais ajudam a evitar frustração

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Um dos pontos defendidos pela anfitriã é a transparência nas fotos e na descrição. Imagens bonitas são importantes, mas precisam representar o que o hóspede encontrará ao chegar. Segundo ela, muitos visitantes comentam que o lugar é igual ao que viram nas fotos.

Essa coerência reduz reclamações e melhora a confiança. No mercado de hospedagem por temporada, prometer mais do que entrega pode gerar avaliações ruins. No Airbnb, uma expectativa frustrada pode pesar mais do que um defeito pequeno explicado com clareza.

Hospedagem virou também oportunidade de administração

A experiência com o Rancho Long Branch abriu espaço para Daisy administrar outras propriedades. Ela passou a divulgar sítios, chácaras e pousadas de terceiros, cobrando percentual pela captação e negociação com hóspedes.

Esse desdobramento mostra que o conhecimento acumulado na operação pode virar serviço. Saber fotografar, divulgar, responder, precificar, orientar hóspedes e evitar problemas se torna uma habilidade comercial. Para quem domina a rotina, o Airbnb pode deixar de ser apenas uma plataforma de aluguel e virar porta de entrada para gestão de temporada.

A renda pode ser interessante, especialmente em fins de semana, feriados e férias. Mas a pergunta principal continua: você teria disposição para transformar um lugar de descanso em negócio e ficar disponível 24 horas para resolver problemas de hóspedes? Deixe sua opinião nos comentários.

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Carla Teles

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