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Brasil ganha mais uma empresa do setor automotivo: G-KTB anuncia nova fábrica ao lado da Honda para produção de conjuntos soldados para todos os carros da marca no país

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 11/03/2026 às 19:39
Nova fábrica da G-KTB ao lado da Honda em Itirapina (SP), indústria automotiva, Honda Brasil, cadeia de suprimentos, fornecedores automotivos, fábrica Honda Itirapina, setor automotivo Brasil
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Parceria industrial entre Honda e G-KTB avança no interior paulista e prevê instalação de nova unidade de soldagem ao lado da fábrica de automóveis em Itirapina. Projeto promete integrar a cadeia produtiva, reduzir prazos logísticos e fortalecer a produção nacional da montadora japonesa.

A G-KTB vai instalar uma nova operação ao lado da fábrica da Honda em Itirapina, no interior paulista, em um movimento que amplia a integração industrial entre as duas companhias e reorganiza parte da cadeia de fornecimento da montadora no Brasil.

Segundo a Honda, a unidade será dedicada à soldagem de conjuntos da carroceria usados em todos os automóveis produzidos pela marca no país, com obras previstas para o segundo semestre de 2026 e início da operação em 2028.

O anúncio foi feito pela própria Honda em comunicado no qual a empresa descreve a iniciativa como uma parceria estratégica voltada ao ganho de eficiência logística e operacional.

Na prática, a fornecedora passará a executar essa etapa produtiva em uma instalação adjacente à unidade de Itirapina, adotando um arranjo mais próximo entre fabricante e sistemista, algo visto pela companhia como forma de reforçar a integração da produção automotiva local.

Nova fábrica ao lado da Honda em Itirapina

A escolha por Itirapina se conecta ao papel que a cidade assumiu na operação da Honda no Brasil nos últimos anos, depois da inauguração da nova fábrica de automóveis em 2019.

Desde 2021, segundo a empresa, todos os modelos nacionais passaram a ser produzidos nessa planta, concebida para concentrar a manufatura de veículos da marca no país com estrutura mais recente e capacidade nominal de 120 mil unidades por ano.

Nesse contexto, levar a soldagem dos conjuntos de carroceria para uma instalação vizinha tende a reduzir deslocamentos internos da cadeia e encurtar o tempo entre fornecimento e uso das peças na linha.

A Honda afirma que a proximidade entre as duas operações deve trazer redução de lead time de entrega, otimização de estoques e diminuição das emissões de CO₂, além de favorecer maior sincronia entre fornecimento e montagem.

Impacto logístico e possível efeito na economia local

Embora o comunicado não detalhe valores de investimento nem a metragem da nova estrutura, a fabricante indica que a chegada da G-KTB à região deve produzir efeitos sobre a economia local.

A expectativa informada pela companhia é de ampliação de serviços e geração de empregos em Itirapina e no entorno, associada ao aumento do dinamismo trazido por uma fornecedora posicionada ao lado da unidade automotiva.

A relação entre as empresas não é recente e ajuda a explicar por que a operação foi desenhada como um passo de aprofundamento, e não como uma aproximação inédita entre cliente e fornecedor.

A própria Honda informa que a G-KTB acompanha sua trajetória produtiva no Brasil desde 1997, ano em que a montadora começou a fabricar veículos nacionalmente, inicialmente na planta de Sumaré, também no estado de São Paulo.

Parceria entre as empresas começou em 1997

A G-KTB confirma, em sua apresentação institucional, que foi fundada no Brasil em 1997 e que atua na fabricação de componentes estampados e soldados, hoje a partir de sua unidade em Cabreúva, no interior paulista.

A empresa também se apresenta como a única unidade de produção da G-TEKT na América Latina, informação que reforça o peso estratégico da operação brasileira dentro da estrutura industrial do grupo.

Esse histórico ajuda a entender o tipo de componente que estará no centro da nova planta prevista para Itirapina, já que os conjuntos soldados de carroceria são peças estruturais diretamente ligadas à montagem do veículo.

Ao aproximar essa etapa da fábrica final, a Honda procura reduzir o intervalo entre a preparação dos conjuntos e sua aplicação na produção, o que tende a tornar o fluxo mais previsível e a operação menos dependente de deslocamentos maiores entre cidades.

No comunicado sobre a parceria, Douglas Alencar, head de Desenvolvimento e Compras da Honda Automóveis do Brasil, afirmou que a G-KTB acompanha a montadora desde o início de sua operação no país e que a ampliação dessa colaboração reflete a busca por eficiência e excelência operacional.

“A G-KTB é uma parceira que acompanha a Honda desde o início de nossa operação no Brasil. A decisão de ampliarmos essa colaboração reforça não apenas nossa busca contínua por eficiência e excelência operacional, mas também o compromisso da Honda com o desenvolvimento do país. A presença da G-KTB próxima à nossa unidade de Itirapina fortalece a cadeia de suprimentos e reafirma a importância de trabalharmos com empresas que se desenvolvem conosco e acreditam no futuro da indústria nacional”, afirma Douglas Alencar.

Estratégia industrial da Honda no Brasil

Além do ganho logístico imediato, o anúncio se encaixa em uma estratégia maior de adensamento produtivo em torno da planta de Itirapina, hoje o principal polo de montagem de automóveis da Honda no Brasil.

A unidade foi apresentada pela empresa como um projeto mais moderno e eficiente sob o ponto de vista de produtividade, com flexibilidade para atualizações tecnológicas e processos com foco também em sustentabilidade.

Entre os exemplos citados pela companhia estão o uso de pintura à base d’água e processos industriais que reduzem o volume de tinta utilizado na produção, medidas que fazem parte das iniciativas ambientais adotadas pela montadora.

Ao optar por trazer um fornecedor histórico para o entorno imediato da fábrica, a montadora reorganiza parte de sua base industrial brasileira, agora com maior proximidade física entre etapas produtivas que antes estavam separadas.

O cronograma divulgado mostra que a mudança ocorrerá de forma gradual, com início das obras no segundo semestre de 2026 e ativação da operação em 2028, dentro de um planejamento de médio prazo voltado à consolidação dessa nova configuração industrial.

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Lito
Lito
11/03/2026 21:02

Ué , o Brasil não tava quebrado e ninguém mais queria investir aqui? kkkkkkk

Antonio
Antonio
Em resposta a  Lito
12/03/2026 15:52

O país esta QUEBRADO ..DIVIDA CHEGA N CASA DE TRILHÕES..60 D POPULAÇÃO ENDIVIDADA E AI VEM UM PTRALHA SEM MIOLO FALAR ****..NADA VER COM POLITICA EMPRESARIAL

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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