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Brasil fecha acordo inédito com Reino Unido para turbinar tecnologias no SUS, usar inteligência artificial na avaliação de remédios caros, negociar preços e blindar pacientes e cofres públicos contra riscos de tratamentos ineficazes e superfaturados.

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 13/12/2025 às 21:49
Brasil e Reino Unido firmam acordo para modernizar o SUS com tecnologia em saúde e inteligência artificial, garantindo eficiência e acesso equitativo.
Brasil e Reino Unido firmam acordo para modernizar o SUS com tecnologia em saúde e inteligência artificial, garantindo eficiência e acesso equitativo.
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Ao firmar em 9 de dezembro, em Londres, parceria estratégica entre Conitec e NICE, o Brasil passa a compartilhar métodos, inteligência artificial e modelos de negociação de preços para incorporar tecnologias em saúde com mais segurança, transparência e proteção ao orçamento público e aos pacientes do SUS em todo país.

Nesta terça-feira, dia 9, em Londres, o Brasil formalizou um acordo estratégico com o Reino Unido que conecta a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) ao National Institute for Health and Care Excellence (NICE) para qualificar decisões sobre novas tecnologias em saúde. O documento pretende reduzir riscos para pacientes e para os cofres públicos ao apoiar decisões mais criteriosas sobre tratamentos caros e complexos.

O acordo decorre de uma carta de intenções assinada entre os dois países em outubro de 2025, que reconhece Brasil e Reino Unido como parceiros estratégicos em saúde pública. A partir desse marco, a cooperação se expande para avaliação de tecnologias em saúde, negociação de preços de tratamentos inovadores, uso de inteligência artificial e fortalecimento das capacidades técnicas do Sistema Único de Saúde.

Parceria mira decisões mais seguras e sustentáveis no SUS

A cooperação entre Conitec e NICE busca criar diretrizes e fluxos para um programa nacional de avaliação de tecnologias em saúde, conhecido como ATS.

O objetivo é qualificar de forma sistemática as decisões sobre quais medicamentos, equipamentos e procedimentos serão incorporados ao SUS, sempre com base em evidências científicas e no impacto econômico para o sistema público.

O acordo reforça o compromisso do governo federal com a incorporação responsável de tecnologias e com o fortalecimento das capacidades técnicas e institucionais do Brasil para enfrentar desafios futuros em saúde pública.

Em um cenário de tecnologias cada vez mais complexas e caras, a avaliação de tecnologias em saúde se torna central para orientar o Estado sobre o que realmente traz benefício clínico e vale o investimento.

Negociação de preços e proteção do orçamento público

Inspirado na experiência britânica, o Brasil pretende aprimorar modelos de acesso a tratamentos inovadores, com foco em medicamentos de alto custo.

A parceria abre caminho para negociar preços com base em resultados, evidências e critérios econômicos mais rígidos, reduzindo a possibilidade de pagar caro por tecnologias com eficácia incerta.

Segundo o Ministério da Saúde, aprender com as estratégias do Reino Unido deve ajudar a blindar pacientes e cofres públicos contra tratamentos ineficazes e superfaturados.

A ideia é que o SUS tenha mais poder de barganha diante da indústria, garantindo acesso à inovação, mas com custos sustentáveis para o orçamento da saúde.

Inteligência artificial na avaliação de remédios caros

Um dos pontos centrais do acordo é a integração de ferramentas de inteligência artificial nos processos de avaliação de tecnologias em saúde.

Estão previstas ações de aprendizado técnico, missões e oficinas para ensinar equipes brasileiras a incorporar sistemas de inteligência artificial no dia a dia da análise de evidências científicas e de estudos sobre medicamentos caros e novas terapias.

Com o apoio do NICE, o Brasil quer acelerar e tornar mais eficiente a etapa de triagem e interpretação de dados usados pela Conitec.

A expectativa é que a inteligência artificial ajude a organizar melhor as informações disponíveis, identificar lacunas de evidência e apoiar recomendações mais rápidas e consistentes sobre o que deve ou não ser incorporado ao SUS.

Transparência, conflitos de interesse e confiança social

A parceria também prevê medidas para aprimorar a transparência e a gestão de conflitos de interesse na avaliação de tecnologias em saúde.

A intenção é refinar regras, procedimentos e instâncias de governança, de modo que especialistas, representantes da sociedade e gestores participem com mais clareza sobre vínculos com a indústria ou outras instituições.

Ao adotar padrões internacionais e fortalecer mecanismos de controle, o Brasil busca aumentar a confiança pública nas decisões sobre incorporação de tecnologias no SUS.

Quanto mais claros forem os critérios utilizados, menor o espaço para dúvidas sobre influência indevida de interesses econômicos e maior a legitimidade das decisões perante pacientes, profissionais e gestores.

Ciência, inovação e aproximação do ecossistema britânico

No campo da ciência, tecnologia, inovação e saúde digital, o acordo abre as portas para que o Brasil conheça melhor o ecossistema britânico, incluindo a relação entre pesquisa, regulação e avaliação de tecnologias.

A cooperação pretende usar a produção científica como aliada para encurtar o caminho entre estudos, aprovação e acesso da população a novos tratamentos.

Além das missões técnicas e da participação em comitês, a parceria incentiva o debate sobre como organizar projetos de pesquisa orientados às necessidades do SUS.

Ao alinhar avaliação de tecnologias, negociação de preços e inovação, Brasil e Reino Unido buscam criar um ambiente em que a incorporação de novidades em saúde seja mais rápida, segura e financeiramente responsável.

E você, acredita que essa parceria entre Brasil e Reino Unido pode realmente ajudar o SUS a oferecer tratamentos mais inovadores sem aumentar o risco de desperdício de dinheiro público?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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