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Brasil transforma o mercado ao atingir níveis inéditos de consumo de cervejas sem álcool e seguir atrás somente da Alemanha no topo mundial

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 16/11/2025 às 23:55 Atualizado em 16/11/2025 às 23:57
Cervejas sem álcool Corona Zero, Brahma Zero, Budweiser Zero e lata 0,0% alinhadas sobre a mesa, simbolizando o crescimento do consumo no Brasil.
Cervejas sem álcool de marcas como Corona, Brahma e Budweiser representam o forte crescimento do consumo zero álcool no Brasil nos últimos anos.
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O mercado brasileiro de cervejas sem álcool avançou rapidamente nos últimos anos e consolidou uma mudança nacional marcada por consumo consciente, equilíbrio e crescimento contínuo.

O consumo de cervejas sem álcool no Brasil evoluiu de forma intensa entre 2019 e 2025, conforme dados nominais do Euromonitor divulgados ao longo desse período.
Em 2019, o país registrou 140 milhões de litros vendidos, enquanto em 2024 atingiu 702 milhões de litros, ficando atrás apenas da Alemanha no ranking global.
Além disso, a projeção para 2025, segundo o próprio Euromonitor, indica 786 milhões de litros, o que reforça um movimento sólido e contínuo.

Esse salto também está diretamente ligado ao comportamento da Geração Z, conforme estudo nominal da MindMiners divulgado em 2024, apontando que apenas 45% dos jovens nascidos entre 1997 e 2012 consomem bebidas alcoólicas.
Esse índice é até 20 pontos percentuais inferior ao observado em gerações anteriores, o que impulsiona bebidas funcionais e com menor teor calórico.

Desempenho das grandes cervejarias e expansão das estratégias comerciais

A evolução também ganhou força pelas iniciativas das maiores cervejarias do país.
A Ambev informou que as vendas de cervejas sem álcool cresceram 20% no terceiro trimestre de 2025, conforme declaração do diretor Gustavo Castro.
Segundo ele, o avanço foi possível porque as linhas Corona Zero, Brahma Zero e Budweiser Zero passaram por processos tecnológicos que aproximaram o sabor das versões tradicionais.

O Ministério da Agricultura e Pecuária, por meio do Anuário da Cerveja 2024, destacou que a produção nacional de cervejas sem álcool sextuplicou entre 2023 e 2024, seguindo a tendência de consumo mais equilibrado e funcional.

Liderança da Heineken e impacto no comportamento dos consumidores

A Heineken 0.0, lançada em 2020, tornou-se a cerveja sem álcool mais vendida do país, conforme estudo nominal da Nielsen IQ divulgado em 2024.
Segundo Bruna Rosato, gerente de marketing da marca, a aceitação ocorre porque o processo de fabricação é equivalente ao da versão tradicional, com retirada do álcool apenas no final.

O grupo reforça que o Brasil representa um mercado estratégico de longo prazo, devido ao avanço da moderação no consumo e ao interesse por bebidas premium.

Crescimento das artesanais e diversificação dos estilos

O movimento também alcançou as cervejarias artesanais.
A startup paulista Etapp prevê atingir 1 milhão de latas produzidas em 2025, segundo seu cofundador Eduardo Andrade, e projeta crescimento de três dígitos pelos próximos três anos.
Atualmente, o portfólio da marca inclui estilos como Session IPA Zero e Stout Zero, ampliando a variedade e fortalecendo a oferta de bebidas sem álcool no mercado nacional.

Paralelamente, o Grupo Petrópolis informou que a Itaipava Zero registrou aumento de 27% nas vendas desde 2022, apesar de a categoria representar cerca de 1% da produção total da empresa.

Desempenho econômico e perspectivas de longo prazo para o setor

Mesmo com a redução de 7,9% no volume total de bebidas vendidas pela Ambev no terceiro trimestre de 2025, a companhia registrou alta de 6% na receita por hectolitro.
Esse resultado foi impulsionado pelos segmentos zero álcool, premium e super premium, que apresentam margens maiores e posicionamento estratégico.

Conforme análise nominal de Caroline Sanchez, da Levante Inside Corp, o segmento sem álcool está longe da saturação e oferece diferenciação de marca, crescimento consistente e alto potencial futuro.
Dados da Nielsen reforçam essa tendência ao mostrar que, enquanto o mercado tradicional cresce cerca de 1% ao ano, o mercado de cervejas sem álcool avança aproximadamente 13%.

Assim, o Brasil se posiciona como uma potência emergente no consumo consciente, investindo em equilíbrio, inovação e novos hábitos. Com esse avanço acelerado, será que a categoria zero álcool assumirá de vez o protagonismo no mercado cervejeiro nacional?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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