O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou em abril de 2026 um financiamento de R$ 244,9 milhões para a Tropical Biogás, subsidiária da bp bioenergy, construir sua primeira planta de biometano no Brasil. A unidade será instalada em Edéia, no interior de Goiás, com previsão de conclusão em 2027 e investimento total de R$ 275,8 milhões.
O financiamento combina R$ 193,4 milhões do Fundo Clima e R$ 51,4 milhões da linha Finem. A planta terá capacidade de produzir 67 mil metros cúbicos de biometano por dia a partir da vinhaça, um resíduo líquido gerado na produção de etanol de cana-de-açúcar que hoje é aplicado diretamente no solo. Com a nova unidade, a vinhaça passará por biodigestão para gerar biometano, e o resíduo sólido continuará sendo usado como fertilizante na lavoura.
A distribuição ficará por conta da Ultragaz, que será responsável pela venda e logística do combustível para clientes industriais e de transporte da região.
Segundo o BNDES, o biometano produzido pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel.
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A construção deve gerar 300 empregos diretos e indiretos.
Por que essa operação importa agora?
O financiamento acontece semanas após o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovar, em 1º de abril, a meta obrigatória de redução de 0,5% nas emissões de gases de efeito estufa para produtores de gás natural em 2026, que terá de ser cumprida pela compra de biometano ou de seus certificados.
A bp bioenergy opera 11 unidades em cinco estados e é uma das maiores produtoras de etanol do Brasil, com 1,7 milhão de metros cúbicos por ano, o que garante volume de vinhaça para escalar a produção de biometano.
Desde 2023, o BNDES já aprovou mais de R$ 13 bilhões para biocombustíveis.
O biometano é considerado substituto direto do gás natural fóssil.
Comenta aí: o Brasil está aproveitando esse potencial ou ainda está devagar?
