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RJ
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Cidade brasileira retirou material de um morro, despejou toneladas de terra sobre a Baía de Guanabara e fez nascer 1,2 milhão de m² onde antes havia água; décadas depois, o novo território virou jardins, pistas expressas, áreas esportivas, museus e ponto de encontro de milhares de moradores

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Escrito por Caio Aviz Publicado em 13/07/2026 às 13:26 Atualizado em 13/07/2026 às 13:28
Assista o vídeoDesmonte do Morro de Santo Antônio no Rio de Janeiro, com máquinas, rochas e nuvens de poeira durante a retirada de material usado no Aterro do Flamengo.
Material retirado do Morro de Santo Antônio ajudou a formar a área de 1,2 milhão de m² do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.
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Bairro foi construído sobre uma extensa faixa da Baía de Guanabara, ampliou o território do Rio de Janeiro e transformou parte da orla em parque urbano, corredor viário, área cultural, espaço esportivo e ponto de encontro entre o Centro e a Zona Sul

O Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, surgiu de uma das maiores transformações urbanas realizadas na orla carioca.

Águas da Baía de Guanabara ocupavam anteriormente o espaço onde hoje existem avenidas, jardins, museus, quadras esportivas e caminhos para pedestres.

O local, conhecido oficialmente como Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, possui cerca de 1,2 milhão de metros quadrados.

A cidade inaugurou sua configuração mais conhecida em 1965, criando uma extensa ligação entre áreas do Centro e da Zona Sul.

Vista aérea histórica do Centro do Rio de Janeiro e da Baía de Guanabara antes da formação completa do Aterro do Flamengo.
Vista histórica da região central do Rio de Janeiro antes da consolidação do Aterro do Flamengo, com a Baía de Guanabara ocupando áreas posteriormente transformadas em avenidas, jardins e espaços públicos.

Material retirado de um morro ajudou a criar o Aterro do Flamengo

A origem dos materiais utilizados na formação do terreno representa um dos aspectos mais curiosos da obra.

Grande parte da terra e das pedras veio do desmonte do Morro de Santo Antônio, localizado na região central do Rio de Janeiro.

As autoridades começaram a remover o morro durante um período marcado por grandes reformas urbanas na cidade.

Equipes transportaram os materiais resultantes do desmonte até a margem da Baía de Guanabara.

Parte do antigo relevo do Centro passou, dessa maneira, a formar uma nova faixa territorial junto ao mar.

Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o aterro alcançou áreas diante da Lapa, da Glória e do Flamengo.

A intervenção ampliou o território carioca e alterou de forma definitiva a linha costeira daquela região.

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Área de 1,2 milhão de m² mudou a orla carioca

O projeto buscou alcançar muito mais do que a construção de novas avenidas.

O planejamento reuniu diferentes funções urbanas em uma extensa área pública voltada à circulação, à cultura e ao lazer.

O espaço passou a oferecer:

  • jardins e grandes áreas gramadas;
  • quadras, campos esportivos e playgrounds;
  • ciclovias e caminhos para caminhadas;
  • museus, monumentos e equipamentos culturais;
  • pistas expressas para ligação entre bairros.

O Aterro do Flamengo passou a funcionar, ao mesmo tempo, como parque, corredor viário e ligação paisagística.

Sua extensão conecta trechos próximos ao Aeroporto Santos Dumont, à Glória, ao Flamengo e ao início da Praia de Botafogo.

Como o paisagismo transformou o parque?

O arquiteto Affonso Eduardo Reidy assumiu o projeto urbanístico, as edificações e os equipamentos do parque.

Roberto Burle Marx, por sua vez, desenvolveu o projeto paisagístico do conjunto.

A proposta reuniu espécies tropicais, jardins sinuosos, árvores e extensos gramados.

A vegetação criou uma transição visual entre os edifícios, as pistas expressas e a Baía de Guanabara.

O paisagismo também reduziu a presença visual das avenidas e abriu áreas destinadas à permanência dos visitantes.

Parque reuniu cultura, esporte e mobilidade

O conjunto urbano incorporou importantes equipamentos culturais.

Entre eles estão o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial.

As avenidas funcionam, durante os dias úteis, como uma importante ligação entre o Centro e a Zona Sul.

Nos períodos de fechamento das pistas, corredores, ciclistas, famílias e praticantes de diferentes esportes ocupam o espaço.

Essa combinação permite que o parque reúna mobilidade urbana, cultura, paisagismo e lazer em uma mesma área.

Aterro do Flamengo tornou-se patrimônio protegido

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tombou posteriormente o conjunto.

Em 2012, a Unesco incluiu o parque no sítio Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar.

A proteção considera a relação entre os jardins, os monumentos, o relevo e a Baía de Guanabara.

O Aterro do Flamengo tornou-se, com isso, uma referência da arquitetura paisagística moderna e do planejamento urbano brasileiro.

A obra transformou material retirado de um morro em uma nova porção territorial do Rio de Janeiro.

Onde antes havia mar, a cidade construiu um parque de 1,2 milhão de metros quadrados incorporado ao cotidiano carioca.

Você acredita que obras semelhantes ainda poderiam ser realizadas nas grandes cidades brasileiras?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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