Análise do professor de Harvard, Robert Lawrence, aponta que as políticas protecionistas dos EUA, em vez de fortalecerem o país, abrem caminho para a China consolidar sua liderança no comércio global.
As tarifas de Trump estão redesenhando o mapa do comércio internacional, mas não da forma que se esperava. Segundo o professor Robert Lawrence, de Harvard, as ações do governo americano enfraquecem a liderança histórica dos Estados Unidos. Em vez de isolar seus concorrentes, a principal beneficiária desta nova política será, ironicamente, a China. A estratégia americana está minando a confiança no sistema que eles mesmos ajudaram a construir.
A estratégia dos EUA e o enfraquecimento do comércio global
A ordem comercial estabelecida após a Segunda Guerra Mundial, liderada pelos EUA, está sob ameaça. As políticas de Donald Trump estão enfraquecendo ativamente este sistema. Robert Lawrence aponta que, ao adotar uma postura unilateral, os Estados Unidos minam as normas e a previsibilidade do comércio global. Essa mudança de postura cria um ambiente de instabilidade, onde as regras estabelecidas perdem força.
O pretexto para novas barreiras tarifárias
Uma das táticas mais controversas é o uso da segurança nacional como justificativa para impor tarifas. Produtos como aço e alumínio foram taxados sob essa alegação, o que contraria as práticas da Organização Mundial do Comércio (OMC). Além disso, a imposição de tarifas como ferramenta para pressionar outros países em questões não econômicas abala ainda mais a estrutura do comércio internacional.
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A perda de confiança nos Estados Unidos como parceiro
Ao violar acordos comerciais, tanto da OMC quanto regionais, os Estados Unidos perdem sua credibilidade. O país deixa de ser visto como um parceiro comercial confiável. Essa desconfiança leva outras nações a buscarem alternativas. A consequência direta é o fortalecimento de acordos comerciais regionais que podem excluir completamente os EUA, isolando o país do cenário global.
O vácuo de liderança e a ascensão da China no cenário mundial
Com a perda de liderança e credibilidade dos EUA, surge um vácuo de poder. Segundo o professor Lawrence, a China é quem mais se beneficia. O país asiático aproveita a oportunidade para se posicionar como um novo líder no comércio global. A China ganha influência, fortalece suas relações com outros países e se consolida como uma alternativa estável à instabilidade gerada pelas tarifas de Trump.
