Arqueólogos localizam o túmulo de George Tupper em Fort Jefferson, Flórida, revelando artefatos do século 19 e vestígios de epidemias de febre amarela.
Durante uma avaliação para a instalação de uma torre de rádio no Parque Nacional Dry Tortugas, na Flórida, arqueólogos do Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos localizaram o túmulo original de George Tupper, soldado do Exército norte-americano que morreu há 153 anos vítima de febre amarela.
A descoberta, feita com radar de penetração no solo, revela detalhes sobre as condições sanitárias da época, a proximidade de um furacão e a rotina militar na fortaleza de Fort Jefferson.
O túmulo original de George Tupper, jovem soldado do Exército que morreu de febre amarela em 6 de outubro de 1873, aos 22 anos, durante um surto que matou 13 pessoas em Fort Jefferson, na ilha Garden Key, Flórida.
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A descoberta ocorreu durante uma avaliação para a instalação de uma torre de rádio, utilizando radar de penetração no solo, que permite mapear estruturas enterradas.
Josh Marano, arqueólogo do Serviço Nacional de Parques, afirmou: “Localizar o túmulo original do soldado Tupper nos permite homenageá-lo, assim como os militares que viveram e serviram em Dry Tortugas”. Ele ressaltou ainda a importância de levantamentos cuidadosos antes de qualquer projeto.

Furacão força sepultamento improvisado do jovem soldado
A morte de Tupper coincidiu com a aproximação de um furacão, impedindo que ele fosse enterrado no cemitério militar de uma ilha próxima, prática comum na época.
Por isso, foi sepultado em uma vala de cal próxima ao campo de desfiles da fortaleza. Registros históricos mostram que ele foi o único militar documentado enterrado dentro de Fort Jefferson; civis também eram sepultados na área.
Posteriormente, seu corpo foi exumado e provavelmente transferido para o Cemitério Nacional de Fort Barrancas, em Pensacola, Flórida.
Epidemia de febre amarela e condições da fortaleza
Durante o surto, Fort Jefferson enfrentava sérias dificuldades sanitárias. Os soldados utilizavam condensadores a vapor para dessalinizar água do mar, que era armazenada em recipientes abertos, favorecendo a proliferação de mosquitos transmissores da febre amarela.

O caso de Tupper exemplifica como condições precárias e isolamento da ilha tornavam a vida dos militares extremamente vulnerável a epidemias.
Artefatos pessoais e vestígios históricos
Além do túmulo, os arqueólogos descobriram diversos artefatos do século 19, incluindo botões de concha e porcelana, fivelas de ferro, prendedores de latão, cachimbos de argila e fragmentos de vidro.
Entre eles, destaca-se uma garrafa de Ayer’s Sarsaparilla, tônico popular na época para tratar doenças de pele e reumatismo.
Também foram recuperados vidros de janelas e recipientes, datando do século 19 e início do século 20, evidenciando o cotidiano militar.
A descoberta do túmulo de George Tupper integra estudos arqueológicos recentes que identificaram vestígios do antigo cemitério da fortaleza, atualmente submerso, e de um hospital de quarentena onde eram tratados casos de febre amarela.
Ao todo, mais de 200 pessoas foram identificadas, incluindo soldados e civis, muitas delas inicialmente registradas como desconhecidas.
Com informações da Revista Galileu
