Auditoria da CGU revela contratos pós-óbito, refinanciamentos não autorizados e milhares de operações com juros anormais, levando o INSS a suspender novas averbações do Agibank enquanto apura possíveis irregularidades.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu por tempo indeterminado o recebimento de novas averbações de crédito consignado encaminhadas pelo Agibank S/A, após auditoria apontar indícios de fraudes em larga escala envolvendo aposentados e pensionistas.
A medida, tomada nesta terça-feira (2), impede que beneficiários do INSS contratem novos empréstimos consignados pelo banco enquanto durar a apuração dos fatos.
A decisão tem como base relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou contratos feitos em nome de pessoas já falecidas, refinanciamentos não autorizados e milhares de operações com taxas de juros registradas muito abaixo do padrão de mercado.
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O caso foi encaminhado à Polícia Federal e à Corregedoria do próprio INSS, que abriram processo administrativo para aprofundar a investigação.
Por que o INSS suspendeu novos consignados do Agibank
Segundo nota oficial publicada pelo INSS, a suspensão atinge novas averbações de crédito consignado enviadas pelo Agibank ao sistema da autarquia.
O órgão afirma que a auditoria da CGU encontrou “quantidade significativa de contratos averbados sem consentimento expresso dos beneficiários”, além de indícios de irregularidades distribuídas por milhares de operações do banco.
A medida não tem prazo definido para terminar.
O INSS informou que a suspensão será mantida até a conclusão do processo administrativo que analisará os achados da auditoria, com garantia de ampla defesa e contraditório ao banco.
O comunicado não trata de bloqueio de benefícios nem menciona revisão imediata dos empréstimos já contratados, concentrando-se na interrupção do fluxo de novos contratos de crédito consignado enviados pelo Agibank para averbação.
Contratos pós-óbito e fraudes identificadas

Entre as irregularidades consideradas mais graves pelo INSS e pela CGU está a existência de 1.192 contratos de crédito consignado firmados após a data de óbito dos beneficiários, em período que vai de 2023 a 2025.
Dentro desse conjunto, 163 contratos estavam vinculados a benefícios que já se encontravam cessados nos sistemas do INSS, o que indica forte suspeita de fraude.
Essas contratações em nome de pessoas mortas são apontadas como práticas potencialmente lesivas a aposentados, pensionistas e seus dependentes.
Refinanciamento não autorizado em Fortaleza
A auditoria também detalhou um caso específico em Fortaleza (CE), usado como exemplo do padrão de irregularidades encontrado.
Um beneficiário teve suas dívidas refinanciadas sem solicitação nem autorização, em operação registrada em 7 de novembro de 2025.
Nesse refinanciamento foram reunidos sete contratos, sendo que três deles não existiam nos sistemas do INSS, mas passaram a compor o saldo devedor.
Esses contratos inexistentes acrescentaram R$ 17.073,94 ao valor remanescente.
O sistema apontava ainda um “troco” de R$ 17.135,18, valor próximo ao montante da fraude, que não chegou a ser creditado ao beneficiário.
Esse caso revela um tipo de refinanciamento que mascara a inclusão de contratos inexistentes, aumenta o endividamento do segurado e registra valores que não são repassados ao titular do benefício.
Juros abaixo de 1% levantam suspeitas
Outro ponto que chamou a atenção da CGU foi o registro de operações de refinanciamento com taxas muito inferiores ao teto permitido para consignados do INSS, atualmente de 1,85% ao mês.
Em um primeiro teste, auditores encontraram 5.222 contratos averbados com taxas inferiores a 0,4% ao mês.
Em análise mais ampla, surgiram 33.437 contratos com juros abaixo de 1%, índice considerado incompatível com a realidade de mercado.
A suspeita é que essas taxas reduzidas possam ter sido lançadas apenas no sistema, sem refletir as condições reais dos empréstimos, para evitar que mecanismos de controle gerassem alertas.
Investigação na PF e posicionamento do Agibank
O INSS comunicou o envio do caso à Polícia Federal e à Corregedoria da autarquia, que aprofundarão as investigações criminais e administrativas.
A suspensão de novas averbações permanecerá em vigor até que o processo seja concluído.
O Agibank afirma que tomou conhecimento da decisão sem aviso prévio e sem oportunidade de defesa anterior.
Em nota, o banco disse que “desconhece contratações irregulares” e afirmou seguir protocolos rigorosos de segurança, como biometria facial, checagem documental e cruzamento de dados oficiais.
A instituição informou que solicitou acesso aos autos e que, caso irregularidades sejam confirmadas, adotará medidas internas para corrigir procedimentos, assumindo eventuais prejuízos “sem qualquer ônus para clientes ou para o INSS, com ressarcimento integral dos valores envolvidos”.
O banco ressaltou que os demais serviços permanecem funcionando normalmente.
Histórico de tensão entre INSS e Agibank
A suspensão atual ocorre poucos meses após outro episódio envolvendo ambas as instituições.
Em agosto de 2025, o INSS suspendeu o contrato com o Agibank responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários para apurar denúncias de desvio de ligações da Central 135 para o aplicativo do banco, recusas de portabilidade e retenção indevida de valores.
Na época, o INSS classificou as práticas investigadas como infrações gravíssimas, por interferirem no acesso aos canais oficiais de atendimento.
O Agibank negou qualquer desvio e disse cumprir as normas da autarquia.
Em novembro, após assinatura de termo de compromisso, o contrato foi restabelecido.
Com a nova auditoria da CGU, a relação volta a enfrentar desgaste significativo.
O que muda para aposentados e pensionistas
Na prática, a decisão impede que aposentados e pensionistas do INSS contratem novos empréstimos consignados pelo Agibank, já que o banco não pode enviar novos contratos para averbação.
Quem já possui consignado ativo não teve alterações anunciadas até o momento.
O INSS concentrou o comunicado na interrupção de novas operações durante a investigação.
Beneficiários que desejam contratar crédito consignado podem recorrer a outras instituições habilitadas.
O órgão orienta que dúvidas e queixas sejam registradas na Central 135 ou no Meu INSS, sobretudo em casos de descontos não reconhecidos.
Diante desse cenário de suspeitas sobre contratos pós-óbito, refinanciamentos não autorizados e juros possivelmente manipulados, quantos aposentados e pensionistas deverão revisar seus extratos para verificar se não há descontos que nunca autorizaram?

🏦 Agi bank está Roubando meu Benefício oq fazer com este povo **** o benefício já e pouco e este **** Roba nós Será que vai devolver ver
Eu nunca peguei nada em um cartão do Banco Pan e eles me cobram todo mes, como e o golpe não manda o cartão, voce cobra e senha não chega, Vc entra no site eles cria impecilios e nada, outro e o BMG tudo **** ligado a esse governo, deve pagar uma propina grande Bradil sem Rumo em tudo a Justiça,libera **** prende os honestos
Fizessem um empréstimo no meu nome sem eu nunca ter pedido, é u tal de um RMC que não tem prazo determinado pra acabar
No meu também só o pobre que sai no prejuízo isso é sacanagem que decisão é essa que ficamos no prejuízo, 🤪🤪