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Aposentado de TI construiu um barco de 22 metros no quintal de casa em Oklahoma com motor de ônibus escolar, mastros de postes de luz e portas estanques feitas à mão para virar a versão caipira de Jacques Cousteau

Publicado em 28/03/2026 às 20:48
Atualizado em 28/03/2026 às 20:50
Assista o vídeoAposentado de TI construiu um barco de 22 metros no quintal em Oklahoma. Jackson usou motor de ônibus e postes de luz para virar Cousteau caipira.
Aposentado de TI construiu um barco de 22 metros no quintal em Oklahoma. Jackson usou motor de ônibus e postes de luz para virar Cousteau caipira.
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Doug Jackson, aposentado de TI de Tulsa, Oklahoma, passou oito anos construindo um barco veleiro de 22 metros no quintal de casa. O SV Seeker foi erguido com motor de ônibus escolar, mastros de postes de luz e portas estanques feitas à mão, e vai funcionar como embarcação de pesquisa científica gratuita para oceanógrafos e biólogos marinhos.

Em Tulsa, Oklahoma uma cidade que fica a centenas de quilômetros do oceano mais próximo, um aposentado de TI decidiu construir um barco veleiro de 22 metros no quintal de casa. Doug Jackson, ex-administrador de banco de dados Oracle, trabalhou durante oito anos no projeto do SV Seeker, um veleiro de aço com casco de origami, motor diesel retirado de um ônibus escolar e mastros feitos de postes de energia elétrica. O barco não é um iate de luxo. É uma embarcação funcional que Jackson planeja transformar em um laboratório flutuante de pesquisa gratuita.

O que torna essa história singular não é apenas a escala do barco 22 metros é maior do que muitas casas, mas a forma como foi construído. Jackson investiu cerca de 300 a 350 mil dólares no projeto, parte em dinheiro próprio, parte em doações de materiais e em centenas de voluntários que viajaram do mundo inteiro para ajudar na construção. O resultado é um barco feito de peças reaproveitadas, engenhosidade e uma motivação que Jackson resume com humor: ser “a versão caipira de Jacques Cousteau”.

Um barco de 22 metros feito com peças que ninguém mais queria

A lista de materiais do SV Seeker parece inventário de ferro-velho e em grande parte é. O motor é um diesel Cummins de 210 cavalos retirado de um ônibus escolar que estava estacionado no terreno ao lado da casa de Jackson.

Os mastros do barco são postes de energia elétrica: um veio de Illinois e o outro de um ferro-velho de Tulsa. O guincho de âncora saiu de um caminhão de demolição.

As portas estanques têm uma história própria. Jackson tentou comprá-las em um leilão em Oklahoma City, pensando que ninguém teria interesse em portas estanques no meio do interior americano.

Elas foram arrematadas por 2.600 dólares cada então ele decidiu fabricar as suas do zero, à mão, incorporando arte em cada peça.

Os suportes do convés em todo o barco são sereias cortadas em uma máquina de plasma CNC. Os azulejos do interior são de ipê, uma madeira brasileira comprada como sobras de decks descartados por outras pessoas.

O medo que fez Jackson começar a construir o barco

A motivação por trás do SV Seeker não foi a paixão por navegação foi o medo. Jackson declarou que construiu o barco porque tinha medo de fazer coisas grandes e decidiu mudar sua vida. “Eu olhava para o mundo e as pessoas estavam fazendo coisas fantásticas e eu não era uma delas. Decidi crescer”, explicou o aposentado de TI.

Essa postura não era nova. Desde a infância, Jackson construía coisas com o pai tratores, encanamentos, enxadas. A experiência mais marcante antes do barco foi o Argonaut Jr., um submarino de madeira que ele efetivamente lançou em um lago.

O submarino funcionou, afundou e voltou à superfície, e a experiência ensinou a Jackson que conceitos como a lei de Boyle ganham significado real quando você ouve a madeira rangendo ao seu redor porque esqueceu de colocar pressão de ar suficiente dentro do casco.

O canal no YouTube que transformou o barco em projeto coletivo

Jackson precisava de uma forma de documentar a construção e criou o canal SVseeker no YouTube. O que começou como registro pessoal se transformou em uma comunidade global que trouxe voluntários, ideias, doações de materiais e dinheiro para o projeto. Ao longo dos oito anos de construção, centenas de pessoas viajaram até Tulsa para ajudar na obra.

O processo era simples: alguém via um vídeo de Jackson soldando, aparecia no quintal para ajudar, e ambos aprendiam um com o outro.

“Eu pensei que seria eu construindo este barco, mas acabou sendo muito melhor”, disse Jackson. As doações chegavam em forma de material, conhecimento técnico e mão de obra voluntária e cada contribuição transformava o barco em algo melhor do que Jackson teria conseguido construir sozinho.

Um veleiro chinês de sucata com quilha dupla e casco de origami

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

O SV Seeker não é um barco convencional. Trata-se de um veleiro chinês de quilha dupla um design que permite estacionar o barco em suas próprias quilhas quando a maré baixa, possibilitando que a tripulação saia e faça manutenção no casco, tire cracas e trabalhe na hélice sem precisar de dique seco. Para Jackson, é a maneira mais barata de manter um barco no mar.

O casco foi construído pelo método de origami: chapas de aço são dobradas em forma e soldadas, criando um barco com ondulações e imperfeições que Jackson aceita sem problema.

“Se você está fazendo um iate chique, você alisa tudo. Nós não nos importamos. Vamos amassar de qualquer jeito”, explicou. As velas seguem o plano tradicional chinês sem nenhuma modificação ocidental, e o barco será pilotado a partir de uma casa de pilotagem no convés superior, de onde se controla navegação e manejo das velas.

Como transportar um barco de 22 metros de Oklahoma até o oceano

A pergunta que todo mundo faz a Jackson é como ele vai levar o barco até a água. A resposta é surpreendentemente prática: rodas e um caminhão. O plano envolve dois conjuntos de eixos duplos posicionados em cada lado do barco, conectados por uma carruagem. O barco se torna o próprio trailer, puxado por um caminhão com engate de quinta roda.

O destino é o Porto de Catoosa, em Tulsa a apenas 24 quilômetros em linha reta do quintal de Jackson. De lá, o barco segue pelas hidrovias até chegar ao oceano.

Quando perguntam quanto tempo vai levar, Jackson desconversa: “Eu costumava trabalhar com prazos, e eles são ótimos para corporações. Mas para se divertir e quando você tem tempo para aprender, você precisa de tempo. Vai demorar o quanto levar.”

O barco que vai oferecer pesquisa científica gratuita

O SV Seeker não foi projetado para cruzeiros de lazer. Jackson pretende transformar o barco em uma embarcação de pesquisa gratuita, disponível para oceanógrafos, biólogos marinhos e arqueólogos que precisam de acesso ao mar para fazer ciência, mas não têm orçamento para fretamento.

A inspiração vem diretamente de Jacques Cousteau, que Jackson assistia na televisão durante a infância.

O barco conta com alojamento para tripulação com beliches, banheiro com chuveiro, porão de carga e casa de pilotagem completa. “Acho que estou tão feliz agora porque estou cada vez mais perto de ser a versão caipira de Jacques Cousteau”, resumiu Jackson.

Um aposentado de TI, um quintal em Oklahoma, peças de ferro-velho e oito anos de trabalho e no final, um barco de 22 metros pronto para levar ciência ao oceano.

Com informações do Canal Coolest Thing

O que você achou da história de Doug Jackson? Teria coragem de construir um barco no quintal de casa? Deixe sua opinião nos comentários.

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Udilberto
Udilberto
02/04/2026 18:00

Incrível mesmo é esse imenso catamarã que esse casal está construindo sozinho no Espírito Santo:

Eliezio
Eliezio
29/03/2026 17:33

Simplesmente um gênio!

Regina Alves
Regina Alves
29/03/2026 14:28

Achei o máximo, ele está de parabéns além de continuar trabalhando após a sua aposentadoria faz muito bem a si mesmo e continue criando novas ideias. Envelhecer com saúde unindo o útil ao agradável!

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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