“Tem que ser revisto”, disse o presidente do México se referindo a um contrato firmado entre a Pemex e um consórcio entre o Grupo Idesa e a Braskem, subsidiária da Odebrecht, após alegar esquemas de corrupção envolvendo as companhias em 2013
O presidente do México, Andres Manuel Lopez Obrador, quer cancelar um acordo de energia com um consórcio apoiado pelo conglomerado brasileiro Odebrecht, informou a Reuters. Obrador pediu nesta terça-feira (18) uma “séria” investigação sobre o vídeo que deflaga esquemas de corrupção com base em supostos subornos a legisladores mexicanos em 2013, que estaria vinculado às companhias Petróleos Mexicanos (Pemex) e Obredecht.
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“Esse contrato deve ser cancelado na minha opinião porque é injusto”, disse o presidente, complementando que “tem que ser revisto.” O contrato em questão foi assinado pelo governo Felipe Calderón, que esteve no poder até 2012. É para o fornecimento de etano, petroquímico que é utilizado como matéria-prima para a produção de eteno, a partir do qual são feitos os plásticos.
Os envolvidos do negócio foram a mexicana Pemex e um consórcio entre o mexicano Grupo Idesa e a Braskem, subsidiária da Odebrecht, que ganhou notoriedade como uma das empresas envolvidas no complexo esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato no Brasil, que abalou a política do país e o mundo dos negócios.
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A Pemex era fornecedora de etano para o consórcio Idea-Braskem, do grupo Odebrecht, e estava fornecendo a preços abaixo do mercado, observa a Reuters. O consórcio, no entanto, disse à agência de notícias que não fez nada de errado e observou que conduziu sua própria investigação e não encontrou evidências de envolvimento em corrupção no México.
López Obrador chegou ao poder com a promessa de consertar o mal feito pelo governo anterior e um deles, segundo ele e seu governo, foi a reforma energética implementada pelo governo Pena Nieto. Uma das primeiras ordens do negócio de Obrador foi suspender todos os leilões de petróleo e gás e iniciar uma revisão de todos os contratos assinados pelo governo anterior com empresas estrangeiras de petróleo e gás em busca de evidências de corrupção.
Vídeo mostra supostas ações de corrupção de executivos da mexicana Pemex e consórcio da Obredecht
O presidente do México insistiu na transparência do caso e pediu à mídia que divulgue o material, que mostra um suposto funcionário da Pemex entregando pacotes de dinheiro a assessores de senadores do opositor Partido Ação Nacional (PAN). “É bastante forte, mostra a sujeira do regime de corrupção que reinava”, disse Obrador.
O material foi divulgado nas redes sociais e mostra colaboradores do atual governador de Querétaro, no méxico, Francisco Domínguez, e os ex-senadores do PAN Ernesto Cordero e José Luis Lavalle Maury contam vários pacotes com ingressos, sendo acusado que teria recebido propina quando trabalhava para senadores em 2013, o que o vincularia ao Caso Odebrecht.
O presidente do México expressou que além do fato de que o material ajudará a tornar a população transparente e informativa, a ideia é recuperar os recursos que o Estado perdeu por atos de corrupção.

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