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Após fracasso em negociações com Exxon, Petrobras ficou isolada em leilões, diz fontes

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 09/11/2019 às 09:05 Atualizado em 09/11/2019 às 09:16

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Petrobras leilão pré-sal Exxon petróleo
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As negociações entre a Petrobras e a norte-americana Exxon para a formação de um consórcio, foi a mais promissora dentre as tentativas de transações com empresas privadas.

Em meio a acontecer maior leilão de petróleo já realizado no Brasil, a petroleira estatal Petrobras veio mantendo conversas cada vez mais frequentes em buscas de parceiras estrangeiras dispostas a compartilhar enormes bônus de assinatura e investimentos, informou fontes familiarizadas com o assunto. Nesta quinta, a Petrobras informou a venda da Liquigás por 3,7 bilhões de reais.

Segundo quatro fontes da Reuters, as negociações entre a Petrobras e a norte-americana Exxon para a formação de um consórcio, foi a mais promissora dentre as tentativas de transações com empresas privadas, porém as conversas se encerraram dias antes da rodada de licitações.

Por conta disso a Petrobras fez acordo com estatais chinesas para realizar lances no leilão,o que foi considerado frustrante pelo mercado, que esperava presença das grandes empresas privadas estrangeiras.

As fontes também disseram que a maior parte das negociações para formar consórcios entre a estatal brasileira e outras petroleiras pareceu ter vida curta e natureza relativamente informal. Com a Exxon que poderia ter arrematado grande fatia do bloco de Búzios, não foi diferente.

Um possível consórcio entrea estatal brasileira e a norte-americana, que também incluiria as duas empresas estatais chinesas que compraram 10% dos direitos do bloco de Búzios —CNODC e CNOOC—, teria dado um selo de aprovação do setor privado para o aguardado leilão.

O motivo das negociações não seguirem em frente ainda não foram reveladas, no entanto, uma das fontes disse que houve divergências entre a Petrobras e a Exxon sobre como bilhões de dólares seriam pagos à empresa brasileira em compensação pela exploração anterior.

Outras citaram diferenças sobre quanto investir em plataformas para acelerar a produção e também o interesse  da norte-americana em assumir as operações do campo, algo que a Petrobras não concordou.

“É um sistema terrível”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, na quinta-feira. “Você precisa passar por muitas camadas de negociações apenas para chegar ao petróleo.”,  para explicar por que o país não conseguiu captar dinheiro de petroleiras estrangeiras.

Por conta do acordo assinado entre a Petrobras e o governo brasileiro em 2010, a estatal já tem direitos para desenvolver até 5 bilhões de barris de óleo equivalente na região da cessão onerosa.

A licitação de quarta-feira buscava a venda de volumes além desses já contratados, como resultado, qualquer membro vencedor de um consórcio precisaria fechar, após o leilão, um acordo que iria compensar a Petrobras por investimentos já realizados na região.

No final, a Petrobras ficou praticamente sozinha ao apresentar lances mínimos para duas das quatro áreas da rodada de licitações dos excedentes da cessão onerosa, que as autoridades esperavam que cimentassem a ascensão do Brasil como potência indiscutível da América Latina.

Além de Búzios, a Petrobras também venceu Itapu, o menor bloco em oferta, com um lance individual. Sépia e Atapu, o segundo e o terceiro maiores blocos do leilão, respectivamente, não receberam ofertas.

A expectativa de arrecadação do governo era cerca de 106,5 bilhões de reais em bônus de assinatura. Em vez disso, o Brasil recolheu pouco menos de 70 bilhões de reais.

No dia 7, a petroleira estatal brasileira fez um lance pelo maior dos cinco blocos de petróleo oferecidos na 6ª Rodada do pré-sal, chamado Aram. E a chinesa CNODC, comprometeu-se com uma participação de 20%.

Nenhuma empresa privada fez ofertas por campos que sabidamente detêm bilhões de barris de petróleo não explorados e esse comportamento inesperado foi decepcionante para o mercado.

Após os resultados o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse à Reuters “Pode alterar o regime de exploração, esses parâmetros como um todo, a metodologia do leilão, ou seja, o processo como um todo é que estamos avaliando, e tenho certeza que vamos aperfeiçoá-lo”.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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