As negociações entre a Petrobras e a norte-americana Exxon para a formação de um consórcio, foi a mais promissora dentre as tentativas de transações com empresas privadas.
Em meio a acontecer maior leilão de petróleo já realizado no Brasil, a petroleira estatal Petrobras veio mantendo conversas cada vez mais frequentes em buscas de parceiras estrangeiras dispostas a compartilhar enormes bônus de assinatura e investimentos, informou fontes familiarizadas com o assunto. Nesta quinta, a Petrobras informou a venda da Liquigás por 3,7 bilhões de reais.
Segundo quatro fontes da Reuters, as negociações entre a Petrobras e a norte-americana Exxon para a formação de um consórcio, foi a mais promissora dentre as tentativas de transações com empresas privadas, porém as conversas se encerraram dias antes da rodada de licitações.
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Por conta disso a Petrobras fez acordo com estatais chinesas para realizar lances no leilão,o que foi considerado frustrante pelo mercado, que esperava presença das grandes empresas privadas estrangeiras.
As fontes também disseram que a maior parte das negociações para formar consórcios entre a estatal brasileira e outras petroleiras pareceu ter vida curta e natureza relativamente informal. Com a Exxon que poderia ter arrematado grande fatia do bloco de Búzios, não foi diferente.
Um possível consórcio entrea estatal brasileira e a norte-americana, que também incluiria as duas empresas estatais chinesas que compraram 10% dos direitos do bloco de Búzios —CNODC e CNOOC—, teria dado um selo de aprovação do setor privado para o aguardado leilão.
O motivo das negociações não seguirem em frente ainda não foram reveladas, no entanto, uma das fontes disse que houve divergências entre a Petrobras e a Exxon sobre como bilhões de dólares seriam pagos à empresa brasileira em compensação pela exploração anterior.
Outras citaram diferenças sobre quanto investir em plataformas para acelerar a produção e também o interesse da norte-americana em assumir as operações do campo, algo que a Petrobras não concordou.
“É um sistema terrível”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, na quinta-feira. “Você precisa passar por muitas camadas de negociações apenas para chegar ao petróleo.”, para explicar por que o país não conseguiu captar dinheiro de petroleiras estrangeiras.
Por conta do acordo assinado entre a Petrobras e o governo brasileiro em 2010, a estatal já tem direitos para desenvolver até 5 bilhões de barris de óleo equivalente na região da cessão onerosa.
A licitação de quarta-feira buscava a venda de volumes além desses já contratados, como resultado, qualquer membro vencedor de um consórcio precisaria fechar, após o leilão, um acordo que iria compensar a Petrobras por investimentos já realizados na região.
No final, a Petrobras ficou praticamente sozinha ao apresentar lances mínimos para duas das quatro áreas da rodada de licitações dos excedentes da cessão onerosa, que as autoridades esperavam que cimentassem a ascensão do Brasil como potência indiscutível da América Latina.
Além de Búzios, a Petrobras também venceu Itapu, o menor bloco em oferta, com um lance individual. Sépia e Atapu, o segundo e o terceiro maiores blocos do leilão, respectivamente, não receberam ofertas.
A expectativa de arrecadação do governo era cerca de 106,5 bilhões de reais em bônus de assinatura. Em vez disso, o Brasil recolheu pouco menos de 70 bilhões de reais.
No dia 7, a petroleira estatal brasileira fez um lance pelo maior dos cinco blocos de petróleo oferecidos na 6ª Rodada do pré-sal, chamado Aram. E a chinesa CNODC, comprometeu-se com uma participação de 20%.
Nenhuma empresa privada fez ofertas por campos que sabidamente detêm bilhões de barris de petróleo não explorados e esse comportamento inesperado foi decepcionante para o mercado.
Após os resultados o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse à Reuters “Pode alterar o regime de exploração, esses parâmetros como um todo, a metodologia do leilão, ou seja, o processo como um todo é que estamos avaliando, e tenho certeza que vamos aperfeiçoá-lo”.

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