A multinacional alemã Volkswagen também pode encerrar fabricação do Gol, Voyage e Fox em sua fábrica de Taubaté, SP
Após a saída da grande montadora Ford do país, tirando o SUV EcoSport e a família Ka de linha, a multinacional alemã Volkswagen, anunciou que entre 9 e 28 de maio, mais de 2500 funcionários da sua fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, SP, entrarão de férias coletiva em função da falta de componentes. Essa suspensão das atividades é chamada shutdown, uma folga com desconto no banco de horas.
Além dos semicondutores, a Volkswagen Anchieta também sofre a falta de pneus e sistemas de áudio. Com isso, a produção dos modelos Polo, Virtus, Nivus e Saveiro será comprometida por uma semana, ainda mais que a planta funcionou recentemente apenas com um turno, durante três meses.
Outra metade do pessoal do chão de fábrica da Volkswagen, continuará a trabalhar, assim como outros 8 mil funcionários da unidade.
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Já em Taubaté, onde são feitos os modelos Gol e Voyage, a produção com dois turnos de trabalho – o segundo foi retomado no início de abril – também será suspensa por uma semana.
Volkswagen ainda tem esperança de que o abastecimento dos componentes eletrônicos voltem ao normal a partir do segundo semestre deste ano. Vale ressaltar que esses semicondutores são utilizados em diversas partes eletrônicas dos veículos, como na transmissão, sistema de entretenimento, segurança, iluminação, ar-condicionado, entre outros.
Volkswagen divulgou uma nota sobre a paralisação: “A Volkswagen do Brasil informa que a fábrica de São Bernardo do Campo/SP (Anchieta), a partir de 9/5/22, terá 20 dias de férias coletivas para os dois turnos, em razão da falta de semicondutores.” A fabricante não diz quantos funcionários receberam as férias coletivas, mas o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC afirma que são 2,5 mil trabalhadores dos 4,5 mil que trabalham nas linhas de produção. No total, a fábrica Anchieta tem aproximadamente 8,2 mil funcionários.
Mercedes-Benz também parou
No ínicio de abril, a Mercedes-Benz colocou 5,6 mil funcionários de São Bernardo do Campo (SP) e de Juiz de Fora (MG) em férias coletivas. A paralisação ocorreu entre 18 de abril e a última terça-feira (3).
Segundo a empresa, o principal motivo é a razão da crise global e o reajuste da produção de caminhões chassis de ônibus e agregados na cidade.
Em nota enviada ao g1, a Mercedes-Benz informou que concede as férias coletivas para parte dos colaboradores produtivos, sendo cerca de 5 mil em São Bernardo do Campo (SP) e 600 em Juiz de Fora.

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