Início Após colocar metalúrgicos de férias coletiva em maio, a fabricante de veículos Volkswagen afasta novamente 3 mil funcionários, que ficarão fora da fábrica de São Paulo, até o dia 7 de julho

Após colocar metalúrgicos de férias coletiva em maio, a fabricante de veículos Volkswagen afasta novamente 3 mil funcionários, que ficarão fora da fábrica de São Paulo, até o dia 7 de julho

4 de julho de 2022 às 11:20
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Volkswagen - Ford - Gol - Voyage - Fox - SP - fábrica - LG - produção

Volkswagen conta com cerca de 8,2 mil trabalhadores na fábrica de São Bernardo, sendo 4,5 mil na produção.

Após a saída da grande montadora Ford do país, tirando o SUV EcoSport e a família Ka de linha, a multinacional alemã Volkswagen que desde o dia 27 de junho, a fábrica de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, concedeu 10 dias de férias coletivas aos funcionários, em razão falta de semicondutores, conforme confirmou a empresa.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que 3 mil trabalhadores terão em férias coletivas em função da falta de peças e componentes eletrônicos para finalizar a produção dos veículos. Os metalúrgicos ficarão fora da fábrica até 7 de julho. A montadora não informou o número de funcionários envolvidos.

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De acordo com informações do sindicato, a crise dos semicondutores tem diversos fatores, mas que para o setor automobilístico o principal é a disponibilidade restrita de fabricação dos componentes para o setor por parte de fornecedores. Ainda segundo a entidade, essa é uma crise bem ampla que envolve fatores geopolíticos, logística, pandemia e até fatores climáticos, e já vem de no mínimo três anos.

Montadora alemã já havia colocado cerca de 2,5 mil metalúrgicos em férias coletivas no mês de maio

A montadora já havia colocado cerca de 2,5 mil metalúrgicos em coletivas no mês de maio por problemas na cadeia de fornecimento de peças. Dados do sindicato dão conta de que a empresa conta com cerca de 8,2 mil trabalhadores na planta de São Bernardo, sendo 4,5 mil na produção.

O coordenador-geral da representação do sindicato na Volkswagen, José Roberto Nogueira da Silva, avalia que a falta de componentes tem impactado não só o ramo automotivo, mas todo setor industrial brasileiro. “Este é um problema que vem afligindo não só a indústria automobilística. Toda a indústria nacional vem sendo impactada. Isso acaba atingindo diretamente os trabalhadores. A falta de política industrial e de desenvolvimento no país tem causado a desestruturação da cadeia produtiva nacional”, disse, em nota. 

Segundo Silva, um acordo vigente na montadora, negociado entre sindicato e a empresa, dá aos trabalhadores tranquilidade em relação aos empregos. “É muito importante neste momento termos um acordo de longo prazo que prevê situações como esta que vem perdurando a muito tempo. O acordo dá previsibilidade para trabalhadores se organizarem e também para a empresa pensar o futuro da planta”.

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