História curiosa em casa de repouso nos Estados Unidos mobiliza idosos, fãs da cantora Taylor Swift e admiradores de várias partes do país após criação de um fã‑clube organizado por um morador de 95 anos, que transformou encontros musicais em atividade coletiva e inesperada.
Um clube dedicado a Taylor Swift dentro de uma comunidade para aposentados em Omaha, no estado americano de Nebraska, transformou a rotina de moradores e funcionários ao reunir idosos em torno da música da artista, das pulseiras de amizade e de encontros coletivos que ganharam repercussão bem além do endereço onde tudo começou.
À frente da iniciativa está Frank Uryasz, de 95 anos, morador do Remington Heights Retirement Community, que passou de participante curioso a rosto mais visível do grupo depois que a história foi exibida pela emissora local KETV em 1º de outubro de 2025.
Como nasceu o fã‑clube de Taylor Swift em uma casa de repouso
A mobilização nasceu de uma conversa simples, mas encontrou um terreno fértil para crescer.
-
Aos 54 anos, artesã foi demitida, juntou crochê com tecidos que iriam para o lixo e hoje fatura mais de R$ 30 mil por mês vendendo bolsas feitas com upcycling, após transformar sobras têxteis em marca própria de bolsas artesanais no Rio de Janeiro
-
Com 32 garrafas PET em cada mala de bordo, brasileiro chegou a vender R$ 250 mil por mês em bagagens sustentáveis, negócio nasceu em Guarulhos, ganhou vitrine com o Time Brasil e passou a mirar o mercado internacional
-
China viu uma casa comum virar pirâmide de 10 andares depois que morador desafiou autoridades, recusou deixar vila demolida e gastou 8 anos empilhando madeira, escadas e varandas improvisadas até transformar o imóvel em atração turística antes de ver tudo ser derrubado em poucas horas
-
Sem dinheiro para morar no campus e pressionada pelo custo da faculdade, estudante comprou uma minivan usada pelo Facebook, arrancou os bancos, montou uma cama com almofadas e viveu quase dois anos no carro para se formar sem dívidas
Segundo o Remington Heights, Frank se animou depois de falar sobre música com a terapeuta ocupacional Sarah Zajic, admiradora assumida da cantora; já a KETV relatou que o estopim foi a frustração de uma funcionária por nunca ter recebido resposta às cartas enviadas para Taylor Swift.

Em comum, as duas versões apontam o mesmo núcleo da história: a vontade de transformar uma admiração individual em atividade compartilhada dentro da instituição.
A primeira reunião foi pensada em escala modesta, sem a pretensão de virar notícia.
Frank contou à KETV que o clube começou com limite de dez pessoas, depois passou a vinte e, em seguida, chegou à marca de cem integrantes, número que ajuda a dimensionar o interesse despertado entre moradores e pessoas próximas da comunidade.
No Remington Heights, a direção descreve o ambiente como uma sequência de encontros temáticos, com decoração inspirada no universo da cantora, broches, cores associadas ao fandom e clima de evento comunitário.
Repercussão entre fãs da cantora e envio de presentes
O crescimento também levou à criação de uma regra para preservar o foco nos residentes.
Frank afirmou à emissora local que quem não mora no Remington só pode participar mediante indicação de um membro da casa, critério que tornou o clube “exclusivo” sem abandonar a proposta de convivência.
A regra, mais do que uma formalidade, ajuda a explicar por que a iniciativa passou a ser vista como uma atividade do cotidiano da comunidade, e não apenas como curiosidade passageira ligada ao nome de uma celebridade.
Quando a história saiu do circuito interno e alcançou a imprensa local, a resposta veio de fora.
A KETV registrou que fãs da cantora em diferentes partes dos Estados Unidos passaram a enviar mimos ao grupo, entre eles cartas, biscoitos e as pulseiras friendship bracelets, objeto que se consolidou nos últimos anos como um dos símbolos mais reconhecíveis do fandom de Taylor Swift.
Uma das remetentes citadas foi Molly, da Carolina do Norte, que mandou lembranças ao clube e ajudou a dar dimensão nacional a uma ação que havia começado de forma inteiramente doméstica.

Esses envios tiveram um efeito que vai além do apelo visual das lembranças.
Em vez de apenas reforçar a fama do caso nas redes, eles passaram a funcionar como ponte entre moradores idosos e uma comunidade de fãs espalhada pelo país, criando novas conversas, novos encontros e novos motivos para a realização de atividades coletivas.
O próprio Frank disse achar curioso que desconhecidos se dessem ao trabalho de confeccionar pulseiras para o grupo, reação que ajuda a medir o impacto afetivo provocado pela notícia entre admiradores da cantora.
Música, convivência e impacto na rotina dos moradores
Na descrição feita pela administração do Remington Heights, o fã‑clube se tornou uma forma de estimular conexão, criatividade e convivência entre os residentes.
A diretora de atividades Becky Schindler afirmou ao site da comunidade que havia “muita positividade” circulando pelo espaço, com uma energia renovada em torno das reuniões.
Ainda que a instituição adote naturalmente um tom promocional ao falar de si mesma, a informação converge com o que aparece na reportagem da KETV: o clube deixou de ser apenas uma brincadeira e passou a ocupar um lugar real na programação social da casa.
A repercussão posterior reforçou essa leitura.
Em resumo publicado pelo Washington Post, Frank aparece como líder de um grupo que passou a incorporar elementos visuais do universo swiftie, encontros com música da artista e ações temáticas que movimentaram o cotidiano dos moradores.
O jornal também relatou que a conexão de Frank com a obra da cantora ganhou dimensão pessoal quando ele ouviu “Timeless (Taylor’s Version)”, faixa que, segundo a publicação, o fez lembrar de sua própria história de amor com a mulher, Ann “Peach” Uryasz, morta em junho de 2019.
Tentativa de chamar a atenção da própria Taylor Swift
Desde o início, o clube manteve um objetivo paralelo, ao mesmo tempo afetivo e improvável: fazer a história chegar até Taylor Swift.
Frank disse à KETV que gostaria de pedir que a cantora visitasse o grupo em Omaha, e a reportagem mostrou que a mobilização já incluía um envelope preparado para ser entregue a pessoas do círculo da artista em Kansas City.
O material reunia uma foto dele, cartas destinadas a Taylor Swift, Travis Kelce e Patrick Mahomes, além da expectativa de transformar a brincadeira em convite formal.
A exposição pública de Frank também ajudou a consolidar sua imagem como personagem central dessa campanha.
Nas imagens e relatos publicados por veículos americanos, ele aparece com um broche “I Love Taylor”, pulseiras do fandom e um andador decorado com referências à cantora, elementos que resumem bem a lógica do caso: um gesto despretensioso, feito dentro de uma comunidade de idosos, acabou absorvendo códigos típicos da cultura pop contemporânea e os devolvendo em outra chave, marcada pela convivência e pelo humor.
Não há confirmação segura, até aqui, de que Taylor Swift tenha respondido diretamente à iniciativa ou tomado providências para visitar o local.
O que está documentado por fontes confiáveis é que o fã‑clube ganhou dimensão suficiente para ser noticiado por imprensa local e nacional, atrair presentes enviados por swifties e reposicionar a rotina do Remington Heights em torno de uma atividade coletiva improvável, mas eficaz.
Nesse sentido, a história de Frank Uryasz mostra menos o tamanho de uma celebridade e mais a força de uma ideia simples quando ela encontra disposição para circular entre gerações muito diferentes.

