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Aos 16 anos, jovem sul-africana cria brinco quase invisível com câmera e GPS capaz de registrar agressores e enviar alertas silenciosos para proteger mulheres em situações de risco

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Escrito por Ana Alice Publicado em 26/03/2026 às 12:03 Atualizado em 27/03/2026 às 23:57
Assista o vídeoJovem da África do Sul cria brinco de segurança com GPS e alerta silencioso para ajudar mulheres em situação de risco. (Imagem: Divulgação)
Jovem da África do Sul cria brinco de segurança com GPS e alerta silencioso para ajudar mulheres em situação de risco. (Imagem: Divulgação)
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Uma invenção surgida no ambiente escolar chamou atenção ao unir tecnologia, discrição e segurança pessoal em um acessório de uso cotidiano, em meio ao debate sobre violência de gênero e soluções de proteção para mulheres.

Uma estudante da província de Limpopo, na África do Sul, ganhou projeção ao desenvolver um dispositivo de segurança disfarçado de brinco para uso em situações de risco.

Batizada de Alerting Earpiece, a invenção foi apresentada por Bohlale Mphahlele quando ela tinha 16 anos e reúne, em um acessório discreto, recursos para captar a imagem de um agressor, identificar a localização da usuária e acionar pedidos de ajuda sem chamar atenção.

O projeto surgiu em meio ao debate sobre violência de gênero no país e ainda busca apoio para avançar da fase de protótipo para uma versão pronta para uso em larga escala.

Brinco de segurança para mulheres em situação de risco

A proposta de Mphahlele parte de uma situação recorrente em casos de ameaça: nem sempre a vítima consegue gritar, usar o celular ou recorrer a um equipamento visível.

Por isso, a estudante apostou em um objeto de uso cotidiano, com aparência comum, que pudesse ser acionado de forma discreta.

Segundo a descrição já publicada sobre o projeto, o acessório funciona como um brinco e foi concebido para registrar o rosto do agressor e enviar um alerta a aparelhos previamente conectados.

Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Imagem: Reprodução/Redes Sociais

No modelo divulgado, a ativação ocorre por meio de um botão pequeno acoplado ao acessório.

Quando acionado, o sistema captura imagens e compartilha a localização da usuária.

Em relatos sobre a invenção, Mphahlele afirmou que o objetivo era criar uma ferramenta capaz de alertar autoridades ou pessoas de confiança quando a vítima estivesse em perigo, além de permitir o rastreamento de sua movimentação.

A proposta, segundo a criadora, também pode reunir elementos úteis para uma resposta posterior ao caso.

Violência de gênero na África do Sul

O desenvolvimento do Alerting Earpiece está ligado ao cenário de criminalidade e aos casos de violência contra mulheres e de tráfico humano na África do Sul.

Esse contexto ajuda a explicar a repercussão do projeto.

Estudo nacional sobre violência de gênero no país, com dados de 2022, apontou que 33,1% das mulheres com 18 anos ou mais relataram ter sofrido violência física ao longo da vida, enquanto 9,8% disseram ter sido vítimas de violência sexual.

No recorte agregado, 35,5% afirmaram ter vivido violência física e/ou sexual em algum momento.

Os números ajudam a dimensionar o ambiente em que a invenção foi apresentada.

Em comunicado oficial publicado pelo governo sul-africano em junho de 2025, a ministra Sindisiwe Chikunga voltou a tratar o feminicídio e a violência de gênero como um problema persistente no país.

O texto menciona o levantamento nacional e reforça que milhões de mulheres já foram afetadas por agressões físicas ou sexuais.

Nesse cenário, iniciativas voltadas à proteção pessoal passaram a receber atenção de escolas, autoridades e organizações ligadas ao tema.

Feira científica destacou projeto de Bohlale Mphahlele

A invenção de Mphahlele foi apresentada na Eskom Expo for Young Scientists, uma das principais feiras estudantis de ciência da África do Sul.

Na ocasião, o Alerting Earpiece recebeu medalha de bronze na categoria de engenharia, eletrônica e sistemas embarcados.

O reconhecimento ampliou a visibilidade do projeto e levou autoridades locais a comentar a iniciativa.

Na época, a então secretária provincial de Educação de Limpopo, Polly Boshielo, relacionou a criação ao enfrentamento da violência que também atinge estudantes na região.

(Imagem: Divulgação)
(Imagem: Divulgação)

Desde então, a história da jovem inventora continuou a circular em reportagens e perfis sobre inovação social.

Em publicações mais recentes, ela aparece ligada ao esforço de transformar o protótipo em um produto viável comercialmente.

Há registros de que a criadora segue buscando financiamento, suporte técnico e parcerias para desenvolver uma versão pronta para o mercado.

Também foram divulgadas informações de que ela vem aprofundando sua formação na área de tecnologia, numa tentativa de fortalecer a base técnica do projeto e ampliar as chances de implementação.

Desenvolvimento do protótipo e chegada ao mercado

O interesse em torno do dispositivo está ligado à combinação entre discrição e praticidade.

Enquanto outros equipamentos de segurança pessoal podem ser visíveis ou depender do acesso imediato ao telefone, o Alerting Earpiece foi concebido para se integrar à rotina.

Ainda assim, a passagem de um protótipo para um produto disponível em larga escala envolve etapas como testes técnicos, produção, definição de custos, proteção de dados e eventual integração com redes de atendimento.

As informações públicas disponíveis até aqui indicam que essa transição ainda está em curso.

O material consultado confirma que o projeto foi pensado para funcionar como um acessório de uso diário, sem alterar de forma significativa a rotina da usuária.

A proposta também passou a ser citada em textos sobre empreendedorismo, inovação e proteção de mulheres.

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O que já foi confirmado sobre o Alerting Earpiece

Até o momento, as informações públicas mais consistentes confirmam que o Alerting Earpiece foi criado por Bohlale Mphahlele ainda na escola, em Limpopo, como resposta à violência de gênero e ao tráfico humano.

Também há registro de que o projeto foi exibido em feira científica e de que a proposta inclui captura de imagem e envio de alerta com localização.

Fontes recentes indicam ainda que a jovem continua em busca de apoio para tentar ampliar o desenvolvimento da invenção.

Por outro lado, não há detalhamento público suficiente, nas fontes consultadas, sobre estágio industrial, preço estimado, data de lançamento, eventuais testes com forças policiais ou cronograma formal de comercialização.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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