Segundo a Nexamp e a TurningPoint Energy, os dois parques de energia solar comunitária ficam perto de Minonk, no condado de Woodford, em Illinois, sobre uma antiga mina de carvão recuperada. Os painéis solares enviam eletricidade à rede da ComEd e já têm mais de 650 clientes inscritos.
Uma antiga área de mineração de carvão no centro de Illinois, nos Estados Unidos, está agora gerando energia renovável a partir de quase 17 mil painéis solares. A Nexamp e a TurningPoint Energy divulgaram em 17 de junho que concluíram dois projetos de energia solar comunitária no condado de Woodford, transformando terras antes destinadas à produção de carvão em uma usina solar que fornece eletricidade para clientes e empresas locais.
O terreno carrega uma longa história ligada ao carvão. De acordo com as duas empresas, o local perto de Minonk já fez parte da região de mineração de carvão de Colchester, ativa do final do século XIX até meados do século XX, e agora reúne quase 17 mil painéis solares capazes de gerar 9,8 megawatts de eletricidade, o suficiente para centenas de assinantes e para somar energia limpa à rede local.
Da mineração de carvão à energia solar

A virada do terreno marca a primeira parceria das duas empresas no estado. Esses são os primeiros projetos de energia solar comunitária do programa Illinois Shines no condado de Woodford, e neles a antiga região de carvão de Colchester, ativa do final do século XIX até meados do século XX, deu lugar a quase 17 mil painéis solares que geram 9,8 megawatts.
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A escolha do terreno seguiu um incentivo específico do estado. Os painéis solares foram instalados em uma antiga mina de carvão classificada como área contaminada pelo programa Illinois Shines, o programa estadual de incentivo à energia solar. Essa certificação estimula os empreendedores a aproveitar terrenos já impactados, em vez de terras agrícolas ou áreas intocadas, foi exatamente o caminho adotado em Woodford.
Quem construiu e para onde vai a energia

Nexamp
O trabalho foi dividido entre as duas companhias. A TurningPoint Energy ficou responsável pelo desenvolvimento do projeto, enquanto a Nexamp cuidou da construção e agora detém a propriedade e a operação das instalações. Em conjunto, os parques que abrigam os painéis solares cobrem cerca de 16 hectares, o equivalente a 40 acres.
A produção segue direto para a rede elétrica da região. Os parques enviam eletricidade diretamente para a rede da Commonwealth Edison e, segundo a Nexamp, todos os painéis solares foram fabricados nos Estados Unidos, o que, na avaliação da empresa, apoia as cadeias de suprimento locais de energia limpa e traz novo valor econômico a terras que antes estavam atreladas a combustíveis fósseis.
Um software avançado para gerenciar a rede
Os projetos vão além da instalação dos painéis solares. As fazendas de Minonk também trazem novas tecnologias de gerenciamento de redes elétricas para a região e estão entre as primeiras no sistema da ComEd a utilizar os Sistemas de Gerenciamento de Recursos Energéticos Distribuídos, conhecidos pela sigla DERMS.
A ferramenta dá às concessionárias mais controle sobre o fluxo de energia. O software permite monitorar e gerenciar recursos energéticos em tempo real e, à medida que mais energia renovável se conecta à rede, fica mais difícil equilibrar oferta e demanda. O DERMS ajuda ao ampliar o controle e a visibilidade desse fluxo, o que, segundo os responsáveis, contribui para manter a confiabilidade da rede e preparar as concessionárias para um futuro com mais energia limpa.
Centenas de famílias já assinaram
A adesão da comunidade foi rápida. Os projetos estão quase lotados, com mais de 650 clientes já cadastrados para receber a energia gerada pelos painéis solares.
O alcance social é um dos pontos centrais da iniciativa. Uma das fazendas fornece energia para cerca de 450 residências, enquanto a outra atende aproximadamente 200 famílias de baixa renda, ajudando a reduzir a conta de luz desse público. A energia solar comunitária difere da instalação em telhados porque o cliente participa de um projeto compartilhado e recebe créditos na fatura sem precisar instalar painéis solares em casa, o que torna o modelo acessível a inquilinos, moradores de apartamentos e a quem tem telhados inadequados.
Grandes instituições sustentam o projeto
Algumas organizações de peso ajudam a dar viabilidade econômica aos parques. O Rush University Medical Center e o College of DuPage se tornaram clientes e, juntos, consomem cerca de 40% da eletricidade gerada pelos painéis solares, o que cria uma demanda constante e sustenta o modelo de energia solar comunitária.
Para a empresa, o caso resume a proposta dos projetos. Segundo Zaid Ashai, CEO da Nexamp, ao converter a antiga mina de carvão em duas fazendas solares comunitárias, nas suas palavras,
“estamos ajudando centenas de assinantes a reduzir seus custos de energia hoje”
, ao mesmo tempo em que, na visão dele, a iniciativa reforça a segurança energética da região no longo prazo.
As fazendas de Minonk mostram como uma terra antes dedicada ao carvão pode ganhar novo uso com energia limpa, reunindo reaproveitamento de área impactada, energia solar comunitária acessível e tecnologia de rede em um único caso.
Com quase 17 mil painéis solares que geram 9,8 megawatts para mais de 650 assinantes, incluindo cerca de 200 famílias de baixa renda e instituições como o Rush University Medical Center, o modelo aponta um caminho para a transição energética, ainda que alegações como a da fabricação totalmente nos Estados Unidos partam da própria Nexamp.
Mais do que os números, a experiência sugere como antigas áreas de mineração podem encontrar nova vida econômica por meio do sol.
E você, o que acha de transformar antigas minas de carvão em fazendas de painéis solares? Acredita que esse modelo poderia funcionar em áreas degradadas de outros lugares? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre energia e transição energética, com respeito às diferentes opiniões.

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