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Bilionária Anne Marie Werninghaus, herdeira da WEG com R$ 9,1 bilhões, inaugurou a loja a.marie no Casarão Emmendörfer, em Jaraguá do Sul

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 24/05/2026 às 15:43
Atualizado em 24/05/2026 às 15:45
Anne Marie Werninghaus, herdeira da WEG, na inauguração da loja a.marie no Casarão Emmendörfer em Jaraguá do Sul
Anne Marie Werninghaus, herdeira da WEG, na inauguração da loja a.marie no Casarão Emmendörfer em Jaraguá do Sul
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A Forbes aponta Anne Marie Werninghaus como a maior acionista individual da família fundadora da WEG e dona de patrimônio estimado em R$ 9,1 bilhões. Em 23 de maio de 2026, ela inaugurou no Centro de Jaraguá do Sul a primeira loja da própria marca a.marie. O endereço escolhido foi o Casarão Emmendörfer, prédio tombado pelo patrimônio histórico.

A boutique fica na esquina da Avenida Marechal Deodoro da Fonseca com a Rua Procópio Gomes de Oliveira, em um casarão construído por uma família alemã vinda da região de Baden que chegou ao Vale do Itapocu em 1910. A herdeira alugou e restaurou o prédio para abrigar peças COACH, Sommer, Open, Maria Dolores e Hector Albertazzi.

A herdeira mais rica da família WEG

O patrimônio de R$ 9,1 bilhões coloca Anne Marie em posição singular dentro do clã controlador. A WEG, sediada em Jaraguá do Sul, foi fundada em 1961 por três sócios: Werner Voigt, Geraldo Werninghaus e Eggon João da Silva. Sete décadas depois, o grupo virou referência global em motores elétricos e a fortuna familiar criou uma geração de bilionárias jovens.

A própria Forbes destacou em sua lista de 2026 nomes como Amelie Voigt Trejes, neta de Werner Voigt, que se tornou a bilionária mais jovem do mundo aos 20 anos com fortuna avaliada em US$ 1,1 bilhão. Suas primas Dora e Lívia Voigt de Assis aparecem na lista com cerca de US$ 1,4 bilhão cada, e os gêmeos Felipe e Pedro Voigt Trejes somam mais US$ 1,1 bilhão cada um. Anne Marie, da linha Werninghaus, é a que aparece com o maior patrimônio do grupo. Fico imaginando que reunião de família tem essa de quem entra em ranking da Forbes a cada lançamento.

Anne Marie Werninghaus posando no interior da boutique a.marie, com displays de roupas e acessórios
Interior da boutique a.marie em Jaraguá do Sul. Foto: @a.marieoficial / Instagram / Reprodução ND+

Casarão Emmendörfer: 1910, família de Baden no Vale do Itapocu

O endereço escolhido para a loja não é qualquer construção do centro. O Casarão Emmendörfer pertence à história da própria fundação da cidade. O patriarca Sebastian Emmendörfer, vindo da região de Baden, no sudoeste da atual Alemanha, chegou a Jaraguá em 1910 com o filho José, a esposa, e os irmãos Rodolfo, Floriano e Adolfo.

Os registros do imóvel mostram pelo menos duas grandes intervenções antes da reforma atual: em 1918, José Emmendörfer alterou o casarão; e em 1960, com a propriedade já no nome da filha Lucila, o prédio foi ampliado e ganhou uma lavanderia. Confesso que dá pra fazer todo o trajeto histórico no quarteirão: a esquina da Marechal Deodoro guarda 116 anos de Jaraguá em uma única fachada.

A região mantém forte traço da imigração alemã que também moldou outros destinos serranos do Brasil, como Domingos Martins, no Espírito Santo, fundada em 1847 por 39 famílias do Hunsrück e hoje cercada por monólitos que mudam de cor o dia inteiro.

Sede da WEG Industries em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, na Asa Leste do complexo WEG II
Sede WEG II em Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Foto: Nat fa / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Por que Jaraguá do Sul em vez de São Paulo

O catálogo da a.marie mistura grife internacional, COACH, e marcas brasileiras de roupa e acessórios: Sommer, Open, Maria Dolores e Hector Albertazzi. Esse não é necessariamente o mix que costuma estrear em flagship de bilionária. O peso de luxo é discreto e a curadoria parece mais conversa com a cidade que com fila de São Paulo.

O gesto também conversa com o tempo da WEG. O grupo nasceu em Jaraguá em 1961 e, sete décadas depois, mantém ali a sede industrial e a maior parte do parque fabril. A escolha de inaugurar a loja não em flagship de SP ou Rio, e sim no quarteirão histórico da cidade-sede, é coerente com a história de Santa Catarina, terra de obras locais que ressurgem do esquecimento, como a SC-370 do Corvo Branco que acabou de receber asfalto entre Urubici e Grão Pará após décadas em terra batida.

A gente costuma associar bilionários brasileiros a flagship paulistana ou apartamento em Manhattan. A herdeira mais rica da WEG escolheu o caminho oposto. Alugou um casarão de 1910 a poucos minutos da sede onde o sobrenome Werninghaus virou marca registrada do estado.

Você conheceria a a.marie pelo casarão ou pela bilionária por trás dela? Conta nos comentários.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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