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Grupo russo de franquias escolheu o Brasil para expandir a sua cafeteria autônoma temática de capivara porque o brasileiro bebe quatro vezes mais café que o russo, e a empresa tem a meta de chegar a 600 unidades até dezembro de 2026, embora hoje opere apenas 15 pontos

Publicado em 15/06/2026 às 21:33
Atualizado em 15/06/2026 às 21:36
Holding russa traz ao Brasil a cafeteria autônoma Capipoint, com capivara como símbolo, e mira 600 unidades de franquia de café até dezembro de 2026.
Holding russa traz ao Brasil a cafeteria autônoma Capipoint, com capivara como símbolo, e mira 600 unidades de franquia de café até dezembro de 2026.
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A marca de cafeteria autônoma é a Capipoint, da holding russa Franch.Global, que investiu mais de R$ 2,5 milhões no país. O número de 600 lojas, porém, é uma meta ambiciosa diante dos 15 pontos atuais, e os valores de retorno por unidade são projeções da própria empresa.

Um grupo russo de franquias escolheu o Brasil para expandir, segundo informações da PEGN, a sua cafeteria autônoma, a Capipoint, com a meta de chegar a 600 unidades em 2026. A marca pertence à holding Franch.Global, que aposta no consumo de café do país, e os planos e números do projeto foram apresentados pelo fundador da empresa, Sergey Degtyarev, e pela diretora de desenvolvimento da Capipoint no Brasil, Irina Rybina.

A justificativa da escolha está no apetite brasileiro pela bebida. Pela avaliação do fundador, o brasileiro bebe quatro vezes mais café que o russo, e o mercado de franquias do país não impõe limite ao número de unidades que um mesmo franqueado pode operar. Após cerca de dois meses de um projeto piloto, a expansão começou no mês passado, e a rede tem hoje 15 pontos de venda em seis cidades, nove deles franquias, com previsão de 20 até o fim deste mês e investimento de R$ 75 mil por unidade.

A aposta russa em uma cafeteria autônoma no mercado brasileiro

A Franch.Global chega ao país com 14 anos de estrada no franchising. A holding opera marcas próprias e acelera outros negócios, somando 30 mil unidades em operação em seu ecossistema. O interesse pelo café surgiu em 2019, e o Brasil foi entrando aos poucos no radar, até virar a vez de uma cafeteria autônoma chamada Capipoint, que tem a capivara como símbolo da marca e a proposta de um quiosque totalmente autônomo, com preço baixo e praticidade para o consumidor e para o franqueado.

O tamanho do mercado de café pesou na decisão. O Brasil é o maior produtor mundial e também um grande consumidor, com algo em torno de 13% da demanda global, segundo a Organização Internacional do Café. Para estruturar o projeto voltado ao público brasileiro, o grupo investiu mais de R$ 2,5 milhões, equivalentes a mais de US$ 500 mil na cotação atual, mirando um mercado que, na visão da empresa, combina alto consumo da bebida com um franchising já maduro.

Como funciona o quiosque autônomo da Capipoint

Sergey Degtyarev, fundador da Franch.Global, holding por trás da Capipoint Coffee Business — Foto: Divulgação
Sergey Degtyarev, fundador da Franch.Global, holding por trás da Capipoint Coffee Business — Foto: Divulgação

A estrutura mistura tecnologia importada e insumos do país. A cafeteria autônoma da Capipoint traz um menu com 20 opções de bebidas, entre variações de tamanho e itens sem café, além de quatro xaropes que podem ser somados às preparações, com receitas desenvolvidas por baristas brasileiros. O modelo foi pensado para locais de alto fluxo, como estacionamentos, centros empresariais, hospitais, estações, escolas, universidades, shoppings, aeroportos e supermercados, e a unidade pode ser migrada com facilidade para outro espaço se os resultados não atingirem as expectativas.

A operação dispensa funcionários no ponto de venda. As máquinas contam com câmeras de segurança com inteligência artificial para reforçar a proteção dos equipamentos, enquanto o franqueado acompanha o negócio com visitas semanais, e o monitoramento é feito de forma online, por uma plataforma que aponta a necessidade de reposição de insumos e eventuais ocorrências. A leitura da empresa é a de que o autosserviço já caiu no gosto do brasileiro em frentes como lavanderias, mercados autônomos e máquinas automáticas. “O Brasil está adepto e gosta desse modo de consumo”, resume Rybina.

De 15 pontos à meta de 600 unidades até dezembro

Por enquanto, o número real está longe da meta divulgada. Os primeiros testes foram feitos com cinco unidades próprias, formato que deve seguir na estratégia mesmo com o foco em franquias, e a rede chegou a 15 pontos de venda divididos entre São Paulo, Rio de Janeiro, Atibaia, Osasco, Suzano e Curitiba, sendo nove franquias. Não há estados específicos na mira, e a ideia é crescer em âmbito nacional, em qualquer cidade acima de 10 mil habitantes, com estimativa de 20 unidades em funcionamento até o fim deste mês.

O salto previsto se apoia no histórico da marca no exterior. Nesse formato de cafeteria autônoma, a rede teria alcançado 5 mil unidades em dois anos fora do Brasil, onde o grupo também opera outras duas redes de autosserviço, a Hohoro e a Lifehacker. A meta de 600 operações no Brasil até dezembro de 2026 é o alvo declarado da companhia para o ano, um avanço expressivo diante dos 15 pontos atuais.

Investimento, retorno e os riscos de uma meta agressiva

Os números oferecidos ao franqueado têm um valor de entrada definido. Cada unidade da cafeteria autônoma exige um investimento inicial de R$ 75 mil, com previsão média de retorno de 10 a 18 meses e faturamento médio mensal estimado em R$ 12 mil. São cifras que ajudam a explicar o apelo do modelo para quem quer entrar no franchising com uma operação enxuta e sem equipe fixa.

Esses valores, porém, são projeções da franqueadora, e não garantias. O retorno e o faturamento variam conforme o ponto e a operação, e a meta de 600 lojas é ambiciosa diante dos 15 pontos atuais e de um modelo com apenas dois meses de piloto no país, o que faz o salto depender de uma adesão rápida de novos franqueados. Quem pensa em investir precisa pesar as projeções apresentadas contra os riscos comuns a qualquer franquia.

A holding russa Franch.Global trouxe ao Brasil a sua cafeteria autônoma Capipoint, com a capivara como símbolo, apostando no forte consumo de café do país, que o fundador estima em quatro vezes o da Rússia. Com tecnologia importada, insumos e baristas brasileiros, a empresa fixou a meta de 600 unidades até dezembro de 2026, um salto e tanto frente aos 15 pontos atuais em seis cidades. O modelo de R$ 75 mil por unidade, com retorno projetado de 10 a 18 meses, é a aposta da companhia, e a meta agressiva, montada sobre um piloto de dois meses, vai testar se o apetite do franchising brasileiro acompanha o plano.

E você, compraria um café em um quiosque totalmente autônomo, ou prefere o atendimento de uma cafeteria tradicional? Investiria em uma franquia como essa? Comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre o avanço do autosserviço no Brasil, com respeito às diferentes visões.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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