Enquanto o consumo de bebidas durante a pandemia não volta para a mesa do bar, Ambev coloca em funcionamento sua primeira fábrica de latinhas, em Minas Gerais
A primeira fábrica de latas da Ambev, com capacidade de produção de 1,5 bilhão de itens por ano e localizada localizada em Sete Lagoas, no estado de Minas Gerais, foi inaugurada esta semana. Home Office e cerveja? 100 vagas de emprego abertas pela Ambev, a maior empresa de bebidas do mundo
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A construção da nova fábrica se deu por conta do aumento significativo da demanda na pandemia, que gerou uma “corrida global por latinhas” obrigando muita gente a ficar em casa e, consequentemente, a optar pelo consumo de bebidas em latas, fazendo a Ambev ter de conviver com margens mais apertadas, já que as garrafas retornáveis são mais utilizadas por bares e restaurantes.
Com investimento de mais de R$ 700 milhões a nova unidade da Ambev foi construída em uma área de 45 mil metros quadrados, possui duas linhas de produção uma de latinhas e uma de tampas, que permitirá a maior cervejaria do Brasil levar aos mineiros uma bebida produzida, desde a receita até a embalagem, 100% em Minas Gerais.
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A unidade tem capacidade de produção de 1,5 bilhão de latas por ano e, segundo a cervejaria, é a primeira fábrica de uma indústria de bebidas no Brasil focada nessas embalagens de alumínio.
“Há um ano, quando começamos a construir essa nova unidade, queríamos aumentar nossa capacidade. Era um projeto olhando o longo prazo. Assim que vimos a alta demanda por latas, aceleramos as obras para conseguir atender a essa demanda crescente”, disse Mauricio Soufen, vice-presidente fabril da Ambev.
A empresa afirma que a produção funcionará com energia 100% renovável. O alumínio usado é brasileiro, e 75% dele é reciclado.
A sustentabilidade é um dos seus principais pilares da lata de alumínio para conquistar o mercado de bebidas. Atualmente, o Brasil possui uma das maiores taxas de reciclagem do mundo, com 97,3%.
Em 2009, as latas representavam 32% do mercado de cerveja e, neste ano, devem passar de 50%. Ao todo, as quatro fabricantes de latinhas instaladas no Brasil venderam 29,6 bilhões de unidades no ano passado, de acordo com a Abralatas.
