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Com asas que ultrapassam 3 metros e capaz de voar 120 mil quilômetros por ano quase sem bater as asas, o albatroz-errante entrou para a história como a maior ave migratória do mundo

Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 17/01/2026 às 11:44
Descubra por que o albatroz-errante é a maior ave migratória do mundo, com envergadura superior a 3 metros e rotas que somam mais de 100 mil km por ano. Conheça suas migrações épicas e os desafios que enfrenta para sobreviver.
Descubra por que o albatroz-errante é a maior ave migratória do mundo, com envergadura superior a 3 metros e rotas que somam mais de 100 mil km por ano. Conheça suas migrações épicas e os desafios que enfrenta para sobreviver.
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Descubra por que o albatroz-errante é a maior ave migratória do mundo, com envergadura superior a 3 metros e rotas que somam mais de 100 mil km por ano. Conheça suas migrações épicas e os desafios que enfrenta para sobreviver.

O albatroz-errante (Diomedea exulans), considerado a maior ave migratória do mundo, é destaque no reino animal por sua impressionante envergadura de asas, que ultrapassa os 3 metros, e pela habilidade de voar distâncias extraordinárias ao redor do planeta.

Esta espécie foi observada cruzando quase todo o Hemisfério Sul e realizando trajetórias que, acumuladas ao longo de um ano, equivalem a três voltas completas ao redor da Terra, segundo especialistas.

Nesta reportagem, explicamos por que o albatroz-errante é uma recordista dos ares, como ele sobrevive a percursos épicos, e os desafios que enfrenta em meio às mudanças ambientais e à ação humana.

Albatroz-errante: a maior ave migratória do mundo

O albatroz-errante detém o título de maior ave migratória do mundo graças à sua envergadura de 2,5 a 3,5 metros, medida da ponta de uma asa à outra.

Esta dimensão é excepcional entre aves que cruzam grandes distâncias regularmente.

Sua grande envergadura torna o albatroz uma máquina de planar. Com isso, ele usa as correntes de vento sobre o oceano para se manter no ar por longos períodos sem gastar muita energia.

Por isso, é comum observar esta ave viajando centenas ou até milhares de quilômetros em um único dia.

Além disso, o albatroz-errante pesa cerca de até 8 quilos — um valor notável para um animal que passa grande parte da vida voando sobre o mar.

Onde e quando ele migra: viagens épicas pelos oceanos

O albatroz-errante é quase sempre visto no Hemisfério Sul, com registros frequentes sobre o Oceano Austral e áreas próximas à Antártida.

Raramente, espécimes são observados cruzando o Equador, o que reforça a escala surpreendente de suas jornadas.

Estas aves migram ao longo do ano em busca de alimento e melhores condições para se reproduzir.

A capacidade de planar por longas distâncias permite que um único albatroz cubra mais de 120 mil quilômetros por ano, segundo dados de observações científicas — o que torna sua migração uma das mais longas já registradas entre os animais.

Como consegue voar tanto: os segredos de uma migratória incansável

A chave para que o albatroz-errante seja a maior ave migratória do mundo está em sua anatomia especializada.

Suas asas muito longas e estreitas permitem aproveitar correntes de vento com eficiência, reduzindo o esforço muscular e maximizando a distância voada sem precisar bater as asas constantemente.

Pesquisadores registraram casos em que um indivíduo voou 6 mil quilômetros em apenas 12 dias, usando o vento e fenômenos atmosféricos ao seu favor.

Voando até 120 km/h, esses albatrozes demonstram grande resistência — e tornam sua jornada migratória um espetáculo da natureza.

Além disso, esses voos constantes permitem que o albatroz explore vastas áreas oceânicas em busca de alimento, incluindo peixes e lulas, e que ele volte às colônias de reprodução com regularidade, apesar das rotas longas e arriscadas.

Por que o albatroz-errante está ameaçada, apesar de seu poder de voo?

Mesmo sendo a maior ave migratória do mundo e não ter predadores naturais quando adulto, o albatroz-errante enfrenta ameaças graves à sobrevivência.

Ele é classificado como vulnerável na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

Um dos maiores perigos envolve anzóis de pesca usados em barcos pesqueiros, especialmente na região da Patagônia.

Ao tentar roubar peixes ou iscas, os albatrozes podem ficar presos e acabam se afogando.

Além disso, a poluição marinha, especialmente por plásticos que podem ser ingeridos pelos pássaros, e a degradação dos locais de reprodução contribuem para o declínio das populações.

O albatroz-errante é um exemplo impressionante de adaptação e resistência na natureza.

Como maior ave migratória do mundo, ele nos lembra da complexidade dos ecossistemas marinhos e da importância de proteger rotas migratórias e habitats essenciais.

Com seus voos que somam mais de 100 mil quilômetros por ano, esta espécie não é apenas um recordista de tamanho, mas também um símbolo da grandiosidade da migração animal — e da necessidade urgente de conservar as rotas que sustentam esse fenômeno.

Fonte: Nacional Geographic Brasil

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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