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Airbus A350 da China Eastern bate duas vezes em passarela de embarque em Xangai, atinge motor Rolls-Royce avaliado em até R$ 150 milhões e abre investigação sobre falha na chegada ao finger

Escrito por Carla Teles
Publicado em 02/05/2026 às 21:45
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Airbus da China Eastern bate em finger em Xangai e atinge Rolls-Royce durante manobra que abre investigação.
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Airbus A350 da China Eastern se envolveu em um incidente sem feridos no aeroporto de Xangai ao atingir duas passarelas de embarque durante a chegada ao portão, danificando um motor Rolls-Royce de alto valor e levantando dúvidas sobre o procedimento de aproximação ao finger

Um Airbus A350-900 da China Eastern bateu em duas passarelas de embarque no aeroporto de Xangai no momento em que chegava ao portão, em um incidente que terminou sem feridos, mas com danos relevantes à aeronave. O choque atingiu a área da asa esquerda e acertou em cheio um dos motores Rolls-Royce Trent XWB-84, avaliado entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões, valor que pode chegar a cerca de R$ 150 milhões.

O caso chamou atenção pelo porte da aeronave, pelo preço do motor e pela sequência do impacto registrada em vídeo. Segundo a base enviada, após a primeira colisão, o Airbus recua alguns metros e depois volta a avançar, atingindo novamente os obstáculos. A ocorrência foi registrada em Xangai e já levou à abertura de uma investigação para apurar o que houve durante a chegada ao finger.

O que aconteceu com o Airbus em Xangai

Airbus da China Eastern bate em finger em Xangai e atinge Rolls-Royce durante manobra que abre investigação.

O Airbus envolvido no incidente era um A350-900 da China Eastern, uma das aeronaves mais modernas e caras em operação comercial. As imagens publicadas nas redes sociais mostram a asa esquerda do avião encostando nas passarelas de embarque, também chamadas na aviação de finger.

O impacto ocorreu quando a aeronave já estava em procedimento de chegada ao portão. Em uma das gravações, o Airbus parece tocar a estrutura uma primeira vez, recuar e depois avançar novamente, provocando um segundo choque. Esse detalhe aumentou a atenção sobre a dinâmica do incidente e sobre a possibilidade de que a colisão não tenha sido percebida de imediato.

Por que o motor atingido chama tanta atenção

O motor atingido foi um Rolls-Royce Trent XWB-84, um dos componentes mais valiosos de todo o conjunto da aeronave. De acordo com a base fornecida, esse motor custa entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões, patamar que leva o prejuízo potencial para algo em torno de até R$ 150 milhões.

Esse dado ajuda a dimensionar o peso financeiro do incidente. Mesmo sem feridos, uma colisão desse tipo ultrapassa a ideia de um simples toque de solo ou erro de manobra e passa a envolver um equipamento de alto custo, instalado em um avião de longo curso que está entre os modelos mais sofisticados da aviação comercial atual.

Os números que explicam o tamanho do Airbus A350

O Airbus A350 é descrito na base como um widebody, ou seja, um avião de fuselagem larga voltado para operações intercontinentais. Trata-se de uma aeronave com 74 metros de comprimento e envergadura de 64 metros, dimensões que ajudam a explicar a complexidade das manobras em solo.

Esse porte também mostra por que a aproximação final até o finger exige precisão. Em modelos desse tamanho, pequenas diferenças de alinhamento podem gerar riscos relevantes, especialmente em áreas apertadas do pátio ou quando o sistema de parada e orientação não está adequado ao tipo exato de avião que está chegando.

Como funciona a chegada ao finger e onde pode surgir o problema

A base explica que aeronaves widebody como o Airbus A350 não permitem ao piloto identificar visualmente, de forma direta, a distância entre a asa e o finger. Essa referência precisa ser fornecida por apoio externo, seja por um funcionário do aeroporto posicionado à frente do avião, conhecido como balizador, seja por um painel eletrônico instalado no terminal.

É justamente nessa etapa que podem aparecer falhas críticas. Como fingers recebem aeronaves de modelos e dimensões diferentes, um dispositivo ajustado para outro tipo de avião pode gerar problema. Em uma operação desse porte, qualquer erro de calibração, orientação ou leitura pode comprometer a aproximação final e levar a choques como o registrado em Xangai.

O que os vídeos mostram sobre a sequência do impacto

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Vídeo do YouTube
Airbus da China Eastern bate em finger em Xangai e atinge Rolls-Royce durante manobra que abre investigação.

As gravações feitas de dentro do avião e de outros ângulos mostram a asa esquerda do Airbus entrando em contato com a estrutura da passarela. O detalhe mais importante da sequência é que, após a primeira batida, a aeronave recua alguns metros e volta a seguir adiante, atingindo os obstáculos pela segunda vez.

Esse comportamento virou um dos pontos centrais do caso porque indica que a primeira colisão pode não ter sido plenamente percebida no momento da manobra. Como o texto base destaca essa possibilidade, a investigação aberta tende a olhar com atenção para o procedimento adotado durante a chegada ao portão.

O que a investigação vai apurar agora

Uma investigação foi aberta para identificar as causas do incidente. A apuração deverá buscar se houve falha humana, problema de orientação no solo, erro na calibração do sistema eletrônico de parada ou outro fator ligado ao procedimento de encaixe da aeronave no finger.

O ponto central será entender por que um Airbus A350 chegou ao ponto de atingir duas vezes a estrutura de embarque durante a mesma manobra. Como se trata de uma aeronave de grande porte e de um impacto envolvendo um motor muito valioso, o caso tende a receber atenção técnica detalhada.

Por que esse caso chama atenção mesmo sem vítimas

Acidentes e incidentes em solo nem sempre ganham destaque amplo, mas este caso reúne elementos que aumentam muito sua repercussão. O primeiro é o modelo envolvido, um Airbus A350, que está entre os aviões mais avançados da aviação comercial. O segundo é o componente atingido, um motor Rolls-Royce avaliado em dezenas de milhões de dólares.

Além disso, a cena registrada em vídeo amplia o impacto público do episódio. Ver uma aeronave desse porte tocar o finger duas vezes durante a chegada ao portão transforma um evento técnico em um caso de grande repercussão, especialmente por envolver uma operação que, em teoria, é altamente controlada.

O que isso significa na prática para a operação aeroportuária

O incidente reforça como as manobras finais em solo exigem precisão absoluta, sobretudo quando envolvem jatos de fuselagem larga. Em aeronaves como o Airbus A350, a margem para erro visual é pequena e a dependência de apoio externo é decisiva para garantir uma chegada segura ao finger.

Na prática, o caso também coloca foco sobre os sistemas de orientação, a atuação do balizador e a compatibilidade entre equipamento de solo e tipo de aeronave. Quando um ponto dessa cadeia falha, o risco deixa de ser apenas operacional e passa a envolver custos elevados, impacto na malha e forte exposição pública.

Você acredita que casos como esse devem levar aeroportos a reforçar os sistemas de orientação de aeronaves grandes na chegada ao finger?

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Carla Teles

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