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América Latina vira “campeã global” dos impostos na aviação, passagens podem ficar mais caras no Brasil e alerta da Iata expõe risco para voos, turismo e passageiros

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 09/06/2026 às 09:11
Atualizado em 09/06/2026 às 09:15
Passageiro segura documento de embarque em terminal aeroportuário enquanto pessoas aguardam voo, ilustrando os impactos dos custos e impostos sobre viagens aéreas.
Custos operacionais e impostos elevados estão entre os fatores que influenciam o preço das passagens aéreas na América Latina, segundo a Iata.
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O peso dos impostos sobre passagens aéreas coloca a América Latina no centro do debate global da aviação

A aviação comercial da América Latina entrou novamente no centro das discussões do setor após a Associação Internacional de Transporte Aéreo, a Iata, classificar a região como a “campeã global” em impostos aplicados ao transporte aéreo. A avaliação foi feita por Peter Cerdá, vice-presidente regional da entidade para as Américas, em junho de 2026, e expôs uma diferença expressiva entre os custos pagos por passageiros latino-americanos e norte-americanos.

Segundo a Iata, impostos, tarifas e encargos representam cerca de 29% do preço das passagens aéreas na América Latina. Na América do Norte, esse percentual fica próximo de 15%, quase metade da carga observada na região. Esse contraste reforça a crítica da associação sobre o uso da aviação como fonte de arrecadação pública, já que o custo final acaba chegando ao passageiro.

Levantamento da Iata revela diferença entre mercados

A diferença entre América Latina e América do Norte mostra como a tributação pode influenciar diretamente a competitividade do setor aéreo. Para a Iata, taxas elevadas reduzem o potencial de crescimento da aviação, limitam a expansão de rotas e dificultam o acesso da população ao transporte aéreo.

Peter Cerdá afirmou que governos da região ainda tratam a aviação como uma fonte fácil de receita. A entidade, no entanto, defende que taxar o setor em excesso também significa restringir conectividade, turismo e oportunidades econômicas. O argumento central é que uma passagem mais cara reduz a demanda e, por consequência, enfraquece toda a cadeia ligada ao transporte aéreo.

Reforma tributária brasileira amplia preocupação do setor

O Brasil aparece como um dos principais pontos de atenção da Iata por causa da reforma tributária. A entidade critica a possibilidade de aplicação de uma alíquota estimada em 26,5% de IVA sobre passagens aéreas, medida que pode elevar ainda mais o custo dos bilhetes no país.

As projeções da associação indicam que uma passagem doméstica média poderia subir de US$ 130 para US$ 160. No caso dos voos internacionais, o valor poderia avançar de US$ 740 para US$ 935. Esses números aumentam a preocupação do setor, principalmente porque o transporte aéreo depende de preços competitivos para ampliar sua base de passageiros.

Avião comercial de grande porte alinhado sobre a pista durante o pôr do sol, representando o setor de transporte aéreo e os debates sobre custos, impostos e passagens na aviação da América Latina.
Carga tributária na aviação preocupa setor aéreo latino-americano

Impactos econômicos podem chegar ao passageiro

A Iata calcula que a nova carga tributária poderia reduzir a demanda por voos no Brasil em até 30%. Esse impacto afetaria passageiros, companhias aéreas, aeroportos e destinos turísticos que dependem da conectividade aérea para movimentar suas economias.

O encarecimento das passagens também poderia reduzir o alcance do transporte aéreo entre famílias de menor renda. Embora o setor tenha ampliado sua presença nos últimos anos, a entidade avalia que uma tributação mais pesada pode limitar esse avanço e tornar as viagens menos acessíveis.

Conectividade aérea entra no centro da discussão

A conectividade é um dos principais pontos defendidos pela Iata no debate sobre impostos. A entidade afirma que a aviação conecta pessoas, empresas, cidades e mercados, além de estimular o turismo e a circulação de negócios.

Na avaliação de Peter Cerdá, a discussão não envolve apenas arrecadação. O debate também passa pela capacidade dos países de manterem mercados mais integrados e acessíveis. Uma carga tributária elevada pode gerar receita no curto prazo, mas comprometer crescimento e competitividade no longo prazo.

O futuro da aviação na América Latina

A pressão tributária sobre a aviação latino-americana deve seguir como tema central nos próximos anos. Governos buscam equilibrar contas públicas, enquanto o setor aéreo defende regras que reduzam custos e estimulem o crescimento sustentável.

A Iata sustenta que a região precisa tratar a aviação como infraestrutura estratégica, não apenas como fonte de arrecadação. Esse entendimento, segundo a entidade, pode ampliar rotas, reduzir barreiras de acesso e fortalecer economias conectadas pelo transporte aéreo.

Você concorda que governos deveriam reduzir impostos sobre passagens aéreas para estimular turismo e conectividade ou manter a tributação atual para reforçar a arrecadação pública?

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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