Agronegócio está em alta no Brasil, gerando 150 mil empregos e comida na mesa da população

Ruth Rodrigues
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07-08-2021 17:24:29
em Usina e Agronegócio
Agropecuária gera novos empregos para diversas regiões do Brasil Agropecuária gera novos empregos para diversas regiões do Brasil. Fonte: Pixabay

Mesmo com a pandemia do Coronavírus, o agronegócio conseguiu se manter e ainda, elevar os índices de empregos no Brasil.

Segundo dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Agronegócio é um dos principais responsáveis por aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) no país.

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Desde o momento em que a semente é plantada no solo, até o momento em que a comida chega nas mesas dos brasileiros, a responsabilidade é do setor agropecuário.

Em suma, ao elevar o PIB, o setor está corroborando para uma melhora na economia do país, seja de modo direto ou indireto.

Ao analisar o PIB referente a esse setor, foi bastante perceptível que no primeiro trimestre de 2021, registrou um aumento de 5,7% em relação 4º trimestre do ano passado e 5,2% em relação ao mesmo período em 2020.

150 mil empregos foram gerados no setor do agronegócio

De acordo com os dados divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregos e desempregados (Caged), em maio, o número de novas vagas criadas foi de 280.666.

Já em junho, esse valor foi atualizado, chegando a perfazer um total de 309.114 vagas no setor do agronegócio.

Um dos pontos que podem ter contribuído de forma significativa para esse aumento foi a chegada e aplicação da vacina. Bem como a flexibilidade nas regras do isolamento social. Gerando assim, um total de 151.252 novas vagas no mercado de trabalho com carteira assinada.

Segundo Bruno Lucchi, diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), toda essa potência advém somente de uma fonte, mas sim, um trabalho em conjunto.

gráfico de empregos no setor de agronegócio no Brasil
Índice de empregos no setor de agropecuária no Brasil. Fonte: Novo Caged

Dentre a base de apoio, podemos destacar: produtos de cultivo, serviços para distribuição, entre inúmeros outros. Enquanto os demais setores foram brutalmente afetados, o agronegócio conseguiu se manter no primeiro semestre de 2020. No total, foram registrados 62.419 empregos.

Para muitos, esse setor está sendo bastante invejado. Afinal, cumpriu a sua missão de se manter estável, executando suas funções e gerando trabalho para todos os brasileiros. Caso os outros passassem a investir da mesma forma, o país poderia obter muitos lucros no final das contas.

Setor Agro ganha maior visibilidade na pandemia

Mesmo sendo um período extremamente difícil, esse foi de longe, o melhor ano para esse setor nos últimos anos. Sua participação no índice nacional também demonstrou notório crescimento. Em 2019, o índice era de 20,5%, já em 2020, obteve um acréscimo de 6,1%, perfazendo um total de 26,6%.

Para tentar esclarecer melhor essas porcentagens, vamos tentar visualizá-las em números. No ano passado (2020), o PIB do Brasil obteve um valor de R$ 7,45 trilhões. Quando divide por cada setor responsável por esse montante, o agronegócio foi responsável por R$ 2 trilhões desse valor total.

Graças a esse valor, o país conseguiu se destacar grandemente, sendo considerado um dos maiores produtores alimentares a nível mundial. Mesmo a pandemia tendo afetado muitos países desde 2020, provocando escassez de comida em alguns deles, o Brasil permaneceu intacto quanto a isso.

Tal informação foi reforçada com base nos conhecimentos dos pesquisadores que fazem parte da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Onde revelam que, mesmo em meio a uma crise nacional em alguns setores, o país tem recursos para abastecer 1 bilhão de pessoas.

Não existe um segredo para tal crescimento, afinal, estávamos passando por um dos períodos mais difíceis da história, não somente em território brasileiro, mas sim, a nível mundial.

Portanto, os responsáveis por esse setor conseguiram trabalhar de forma certa, visando tanto os valores arrecadados com o Agronegócio, como também, na geração de novos empregos.

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Ruth Rodrigues
Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.
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