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Acordo militar entre EUA e Paraguai regula presença formal de tropas americanas no país, treinos conjuntos e operações de segurança, reacende disputa geopolítica na região sul-americana e fortalece influência de Trump no atual governo paraguaio

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 16/12/2025 às 05:00 Atualizado em 15/12/2025 às 22:28
Acordo militar entre EUA e Paraguai define presença de tropas americanas, reforça cooperação militar e influência de Donald Trump na geopolítica sul-americana.
Acordo militar entre EUA e Paraguai define presença de tropas americanas, reforça cooperação militar e influência de Donald Trump na geopolítica sul-americana.
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O entendimento, apresentado como Acordo sobre o Status das Forças (SOFA), facilita treinamentos conjuntos, assistência humanitária e resposta a desastres e se insere num processo de aproximação que começou com o retorno do presidente republicano Donald Trump ao poder em janeiro, foi reforçado pela visita de Rubio ao Paraguai em fevereiro e pelo acordo sobre pedidos de asilo assinado em agosto.

O que diz o acordo militar entre EUA e Paraguai

O acordo militar entre EUA e Paraguai é formalizado como um Acordo sobre o Status das Forças, o SOFA, que “estabelece um marco claro para a presença e as atividades” de pessoal norte-americano no país, segundo o Departamento de Estado.

Na prática, o texto define o marco legal, as responsabilidades e os direitos do pessoal militar quando está sob jurisdição estrangeira, organizando como tropas dos Estados Unidos podem permanecer e atuar em território paraguaio em diferentes tipos de missão.

Assinado em Washington por Marco Rubio e Rubén Ramírez Lezcano, o pacto é apresentado pelos dois governos como instrumento jurídico indispensável para que a cooperação de defesa ocorra com previsibilidade, reduzindo incertezas sobre a atuação de militares americanos e paraguaios em operações conjuntas.

Treinamentos conjuntos, ajuda humanitária e operações de segurança

De acordo com o comunicado oficial, o acordo militar entre EUA e Paraguai facilita “o treinamento bilateral e multinacional, a assistência humanitária, a resposta a desastres e outros interesses compartilhados em matéria de segurança”.

Isso significa que exercícios militares, missões de apoio em crises e ações coordenadas diante de catástrofes naturais passam a ter um enquadramento jurídico específico, permitindo que militares americanos entrem e operem no país em cooperação com as forças paraguaias.

Ao estabelecer esse arcabouço, Washington e Assunção sinalizam que pretendem aprofundar a integração em temas de defesa e segurança, aproximando ainda mais as estruturas militares dos dois países e abrindo espaço para um calendário mais frequente de treinamentos e operações combinadas.

Como Washington enxerga as ameaças no hemisfério

Na cerimônia de assinatura, Marco Rubio destacou que, na visão americana, o problema mais grave de segurança no hemisfério está ligado a organizações terroristas transnacionais com forte base financeira e econômica, e não apenas ideológica.

Segundo ele, muitas dessas organizações operam cruzando fronteiras, movimentando recursos e explorando brechas legais e institucionais em diferentes países da região.

“Precisamos de parceiros sólidos na região que entendam que essa é a maior ameaça em nosso hemisfério”, afirmou Rubio, defendendo que essa cooperação pode ser feita de maneira que respeite a soberania dos países parceiros.

Ao enquadrar o pacto dessa forma, Washington apresenta o acordo não apenas como reforço da presença militar, mas como ferramenta de combate a redes ilícitas que atuam na América do Sul.

Aproximação política, geopolítica sul-americana e influência de Trump

O acordo militar entre EUA e Paraguai não surge isolado. Ele é parte de uma sequência de movimentos que aproximaram os dois governos desde o retorno de Donald Trump ao poder em janeiro.

Em fevereiro, Rubio visitou o Paraguai, e em agosto os dois países assinaram um acordo específico sobre pedidos de asilo, ampliando a agenda conjunta em temas sensíveis de segurança e migração.

Esse conjunto de iniciativas reacende a disputa geopolítica na região sul-americana, ao reforçar o alinhamento entre Assunção e Washington em temas militares e de segurança.

Ao mesmo tempo, fortalece a influência de Trump sobre o atual governo paraguaio, projetando a presença dos Estados Unidos no tabuleiro regional por meio de cooperação formalizada, tropas em treinamento e operações coordenadas de segurança.

Na sua opinião, o acordo militar entre EUA e Paraguai fortalece principalmente a segurança regional ou amplia demais a influência estratégica dos Estados Unidos sobre o Paraguai?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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