Tratado com Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein marca reposicionamento estratégico e pode acelerar a chegada de novos investimentos no Brasil.
O governo brasileiro oficializou nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, segundo a IstoÉ Dinheiro. O tratado representa não apenas ganhos comerciais imediatos, mas também uma oportunidade de atrair novos investimentos no Brasil e reposicionar o país nas cadeias globais de valor.
O pacto foi negociado desde 2017 e é considerado um dos mais relevantes para a política externa brasileira nos últimos anos.
De acordo com projeções oficiais, o acordo deverá gerar R$ 3,34 bilhões em exportações adicionais e R$ 660 milhões em novos investimentos no Brasil, além de ampliar o acesso a tecnologias e bens de alto valor agregado.
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Um ciclo vicioso que pode afetar, tanto a produção, quanto a demanda. Este é o cenário que está sendo construído pela política monetária empreendida pelo Banco Central (BC), que se obriga a manter um aperto monetário (vide Selic hoje no patamar de 14,25% ao ano), para conter uma inflação resiliente (projetada em 5,33% para 2026 pelo boletim Focus), como reflexo do desajuste fiscal (despesas superam receitas) patrocinado pelo governo federal, ‘de olho’ no pleito de outubro próximo.
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O impacto direto do acordo na economia brasileira
As estimativas do governo indicam que, até 2044, o acordo terá impacto de R$ 2,69 bilhões no PIB nacional.
A curto prazo, o Brasil deve sentir reflexos positivos na balança comercial, com ganhos líquidos em exportações e estímulo à competitividade em diversos setores.
Além do aumento nas exportações, está previsto um crescimento de R$ 2,57 bilhões nas importações, principalmente de bens de alto padrão tecnológico, como equipamentos médicos, fármacos e insumos industriais.
Isso pode reduzir custos internos e ampliar o acesso da população a produtos de qualidade superior, gerando efeitos indiretos sobre consumo e salários reais.
Prioridades estratégicas do Brasil no Mercosul
Durante a cerimônia, o Itamaraty destacou que o acordo Mercosul–EFTA reforça o papel do Brasil como líder regional em integração econômica. Entre as prioridades anunciadas estão:
Apoiar a adesão plena da Bolívia ao Mercosul, fortalecendo a integração sul-americana.
Valorizar a dimensão social do bloco, com o fortalecimento do Instituto de Políticas Públicas em Direitos Humanos (IPPDH) e do Instituto Social do Mercosul (ISM).
Lançar a Estratégia Mercosul de Combate ao Crime Organizado, ampliando a cooperação em segurança pública e justiça regional.
Por que o acordo com o EFTA é estratégico
Especialistas ouvidos pela IstoÉ Dinheiro afirmam que o pacto com o EFTA funciona como complemento ao acordo Mercosul–União Europeia, ainda travado por divergências ambientais e políticas.
Diferentemente do bloco europeu, os países do EFTA possuem altíssima renda per capita e forte demanda por produtos agrícolas, energéticos e industriais de qualidade, nos quais o Brasil é competitivo.
Isso significa que o tratado não apenas garante novos investimentos no Brasil, mas também abre espaço para que empresas brasileiras ampliem exportações de carne, grãos, café, biocombustíveis e bens industriais em mercados exigentes, forçando a modernização de cadeias produtivas locais.
Desafios para transformar projeções em ganhos reais
Apesar do otimismo, analistas alertam que a abertura de mercado vem acompanhada de desafios complexos.
Os países do EFTA possuem padrões sanitários, ambientais e tecnológicos rigorosos, o que exigirá das empresas brasileiras investimentos em inovação, rastreabilidade e sustentabilidade.
Além disso, a concorrência internacional é forte. Para que o Brasil converta as projeções em ganhos reais, será necessário um esforço coordenado entre governo e setor privado.
Sem modernização, parte dos benefícios do acordo pode ser perdida para competidores globais já adaptados a esses requisitos.
O acordo Mercosul–EFTA representa um passo histórico na política comercial brasileira, com potencial para ampliar exportações e atrair novos investimentos no Brasil.
Mas o verdadeiro impacto dependerá da capacidade do país em aproveitar a abertura de mercados de alto padrão, adaptando-se a exigências internacionais e modernizando sua produção.
E você, acredita que o Brasil conseguirá transformar esse tratado em ganhos concretos para a economia e para a população?
Deixe sua opinião nos comentários queremos ouvir quem vive o impacto desse tipo de mudança na prática.

Antônio
Sim acredito