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Acordo fechado: torre eólica recorde no Brasil, com 166 m de altura, 257 m até a ponta da pá, solução em concreto auto-içável e aporte de R$ 94,9 milhões será construída no Brasil

Publicado em 20/12/2025 às 19:21
Casa dos Ventos, Torre eólica, energia
Imagem: Ilustração artística
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Projeto Everest: torre eólica de 166 metros, altura total de 257 metros até a ponta da pá e investimento de R$ 94,9 milhões marca nova fase da Casa dos Ventos no Brasil

A Casa dos Ventos iniciou o Projeto Everest para desenvolver uma torre eólica de 166 metros, com investimento de R$ 94,9 milhões, parceria internacional e apoio público, buscando ampliar eficiência, alcançar ventos mais fortes e fortalecer a competitividade da geração eólica nacional.

Parcerias industriais e escopo do projeto

O Projeto Everest envolve parceria com a Goldwind, fornecedora das turbinas, e com a Cortez Engenharia, responsável pela execução da obra, conforme informações divulgadas com exclusividade pela Forbes Brasil.

O investimento total previsto é de R$ 94,9 milhões, contando com apoio da Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, direcionado à inovação tecnológica no setor energético.

Dimensões inéditas e alcance estrutural

A torre projetada terá 166 metros de altura, tornando-se a mais alta já concebida no país, segundo a Casa dos Ventos, ampliando o acesso a ventos mais fortes e constantes.

Quando considerada a medição do solo até a ponta da pá, o protótipo alcançará 257 metros de altura total, patamar inédito no mercado brasileiro de energia eólica.

Tecnologia de concreto e auto-içamento

O projeto aposta em solução de concreto pré-moldado auto içável, permitindo atingir camadas superiores da atmosfera e ampliando o fator de capacidade dos parques eólicos em diferentes regiões.

Na prática, a tecnologia reduz custos de instalação, operação e manutenção, inclusive em áreas com menor potencial, ao mesmo tempo em que expande a viabilidade técnica dos empreendimentos.

Sistema que dispensa grandes guindastes

Um diferencial central é o sistema de auto-içamento, que elimina a necessidade de guindastes acima de 135 metros, equipamentos atualmente indisponíveis no Brasil para esse porte estrutural.

O projeto incorpora ainda uma solução inédita para a união de duas semi-torres pré-montadas em escala inédita, reforçando a complexidade técnica da iniciativa.

Validação em escala real e estratégia tecnológica do projeto

Segundo a Casa dos Ventos, a validação em escala real é essencial para comprovar o desempenho estrutural e viabilizar a adoção da tecnologia em projetos comerciais futuros.

“Inovação é um eixo central da estratégia da Casa dos Ventos, e o Projeto Everest reflete isso”, afirma João Caldas, diretor de Inovação da companhia.

Contexto estratégico e investimentos recentes

Do ponto de vista estratégico, a iniciativa reforça a aposta da empresa em inovação para ampliar a competitividade da geração eólica, diante de maior pressão por eficiência e redução de custos.

O anúncio ocorre após parceria com a Vestas para o complexo eólico Dom Inocêncio, no Piauí, com capacidade de 828 MW e investimento estimado em R$ 5 bilhões, fortalecendo a presença no Nordeste e a estratégia de longo prazo.

Com informações de Forbes.

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Romário Pereira de Carvalho

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