Segundo especialistas, programa do governo fará com que empresas de relevância no setor vendam suas participações na distribuição
O Programa Novo Mercado de Gás, apresentado no final de junho, pelo governo, deve fazer com que as empresas de maior destaque do setor causem uma onda de privatizações e com isso atraiam grandes empresas internacionais e locais para avaliar os ativos.
O sentimento é de especialistas do setor, muito embora a maioria ache que a velocidade com que isso vá acontecer talvez não seja a pretendida pelo governo.
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Grandes empresas devem demonstrar interesse, tais como grupos que já atuam no setor, como a brasileira Cosan, as espanholas Naturgy e Repsol, como a portuguesa Galp, a francesa Engie, além de empresas de combustíveis e GLP e agentes financeiros, como fundos de pensão e de investimento.
Com o programa do governo, a Petrobras deve buscar compradores para parcelas que detém em 19 distribuidoras de gás das 27 companhias que atuam no setor no Brasil, tendo inclusive assinado compromisso com o CADE de se desfazer de todos os seus ativos de transporte e distribuição de gás até 2021.
Segundo o sócio-diretor da consultoria Gas Energy, Rivaldo Moreira Neto: “Não tenha dúvida… de fato, vamos assistir esse processo de privatizações, um processo de venda bastante forte das distribuidoras de gás para mãos privadas”.
O consultor completou ainda que o Ministério de Minas e Energia e o da Economia devem incentivar os estados e a privatizar suas estatais de distribuição de gás.
Em relação as empresas estaduais de gás, a Petrobras possui parcelas minoritárias de gás através da Gaspetro, cuja empresa a Misui do Japão tem 49% das ações, mas por outro lado controla sozinha a GasBrasiliano, em São Paulo, por exemplo.
Contra á vontade
Os estados, entretanto devem, se opor a tais medidas do governo, muitos deles não vão querer perder o controle de suas empresas de gás.
Esse é o principal motivo dos especialistas acharem que a as privatizações vão acontecer, mas não na velocidade que se pensa, a favor do governo pode se ter uma troca com incentivos, como por exemplo, renegociações de dividas dos estados.
Um dos estados que já se mostraram favoráveis as privatizações é o Rio Grande do Sul, mas ainda é pouco e segundo os especialistas esta onda pode ser a de uma pedrinha num lago, mas ocorrerão.
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