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Abertura de empresas em Minas Gerais gera saldo positivo e fortalece o ambiente de negócios

Escrito por Sara Aquino
Publicado em 06/01/2026 às 08:52
Atualizado em 06/01/2026 às 08:53
A abertura de empresas em Minas Gerais avançou em 2025, gerando saldo positivo de empreendimentos e fortalecendo o ambiente de negócios.
Foto: IA
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A abertura de empresas em Minas Gerais avançou em 2025, gerando saldo positivo de empreendimentos e fortalecendo o ambiente de negócios.

abertura de empresas em Minas Gerais manteve ritmo acelerado entre janeiro e novembro de 2025 e garantiu ao Estado um saldo positivo de empreendimentos de 206.298 negócios.

O resultado, divulgado pelo Mapa de Empresas do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, mostra que Minas abriu mais empresas do que fechou, cresceu 21% em relação ao mesmo período de 2024 e consolidou um cenário mais favorável para novos investimentos.

O desempenho reflete avanços administrativos, maior agilidade na formalização e impacto direto no crescimento econômico estadual

Segundo os dados oficiais, o saldo positivo foi alcançado a partir da criação de 501.309 empresas no período, número 18,9% superior ao registrado no ano anterior.

Ao mesmo tempo, 295.011 negócios encerraram as atividades, o que também representa alta, de 17,5%.

Ainda assim, o volume maior de aberturas garantiu um resultado expressivo para o ambiente de negócios mineiro

Com esse desempenho, Minas Gerais encerrou novembro de 2025 com mais de 2,6 milhões de empreendimentos ativos.

Desse total, cerca de 2,5 milhões são empresas matrizes e pouco mais de 100 mil correspondem a filiais, reforçando o peso do Estado no cenário empresarial brasileiro. 

Ambiente de negócios mais ágil impulsiona formalização 

Para o economista e conselheiro de política econômica Stefan D’Amato, o saldo positivo observado na abertura de empresas em Minas Gerais é reflexo direto da melhoria no ambiente regulatório.

Segundo ele, a simplificação de processos administrativos e políticas voltadas à formalização contribuíram para ampliar o número de registros ao longo do ano. 

“O saldo positivo indica um ambiente mais ágil para a formalização de novos negócios, fruto de avanços na simplificação administrativa e de políticas voltadas à abertura de empresas”, afirma D’Amato

De acordo com o economista, os setores de comércio e serviços concentraram boa parte das novas empresas.

Isso ocorre porque essas atividades respondem mais rapidamente às condições imediatas da economia. 

Tempo de abertura cai e favorece novos empreendedores 

Outro dado relevante para o ambiente de negócios em Minas Gerais foi a redução do tempo médio necessário para abrir uma empresa.

Entre janeiro e novembro de 2024, o processo levava, em média, 28 horas.

No mesmo intervalo de 2025, esse prazo caiu para 21,4 horas. 

Essa diminuição representa um ganho significativo para empreendedores, especialmente pequenos negócios, que dependem de rapidez para iniciar operações, faturar e gerar renda.

Assim, a agilidade passou a ser um dos fatores centrais para sustentar o saldo positivo de empreendimentos no Estado. 

No recorte por atividade econômica, o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios liderou o ranking de negócios ativos, com 116.682 estabelecimentos.

Em seguida, aparecem os serviços de cabeleireiros, manicure e pedicure, que somaram 111.028 empresas em funcionamento. 

Desafios para expansão e sobrevivência no médio prazo 

Apesar dos números positivos, D’Amato faz um alerta.

Segundo ele, o avanço da abertura de empresas em Minas Gerais ocorre em um cenário de juros elevados e crescimento mais contido da demanda interna. 

“Parte expressiva das novas aberturas está concentrada em pequenos empreendimentos, muitos deles com margens reduzidas e baixa capacidade de investimento, o que ajuda a explicar também o aumento nos encerramentos de atividades no período”, pontua. 

O economista destaca que o desafio agora é transformar o dinamismo observado nos dados do Mapa de Empresas em um movimento mais sólido e duradouro.

Para isso, será necessário criar condições para que as empresas ganhem escala, aumentem a produtividade e gerem empregos de melhor qualidade. 

“Isso passa por políticas que articulem um ambiente regulatório eficiente com crédito, investimento, inovação e desenvolvimento regional, para que esse saldo positivo se traduza em crescimento econômico mais sustentável para Minas Gerais”, analisa. 

Minas é o segundo Estado com mais empresas abertas no país 

No ranking nacional, Minas Gerais ficou na segunda posição entre as unidades federativas que mais abriram empresas entre janeiro e novembro de 2025.

Assim, foram mais de 500 mil novos negócios, ficando atrás apenas de São Paulo, que registrou quase 1,4 milhão de aberturas. 

O desempenho mineiro foi impulsionado principalmente por Belo Horizonte, onde 92.227 empresas foram criadas.

Na sequência aparecem Uberlândia, com 29.089 novos negócios; Contagem, com 21.586; Juiz de Fora, com 15.737; e Betim, também com 15.737 empresas abertas. 

Então o resultado reforça o papel estratégico de Minas Gerais no crescimento econômico estadual e nacional, consolidando o Estado como um dos principais polos de empreendedorismo do Brasil.

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Sara Aquino

Farmacêutica e Redatora. Escrevo sobre Empregos, Geopolítica, Economia, Ciência, Tecnologia e Energia.

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