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A renda média de cada estado considerando todos os tipos de ocupação – São Paulo não lidera e as diferenças regionais são evidentes

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 03/12/2025 às 16:00
Renda média, renda, Estados
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Dados do IBGE mostram avanço no rendimento dos ocupados em 2024, porém revelam diferenças significativas entre regiões, raça, gênero e principais ocupações do país

A renda média dos trabalhadores subiu para R$ 3.208 em 2024. O valor era de R$ 3.094 em 2023. O levantamento é do IBGE. A comparação mostra um avanço relevante porque considera todos os tipos de ocupação.

O Distrito Federal apresentou o maior rendimento médio do país no período, chegando a R$ 5.037. São Paulo apareceu em seguida, com R$ 3.884. Esses valores reforçam a concentração de renda em centros mais desenvolvidos.

Maranhão e Ceará registraram os menores valores. No Maranhão, a média ficou em R$ 2.051. No Ceará, chegou a R$ 2.053. Os estados seguem abaixo do padrão nacional.

Diferenças regionais persistem em relação à renda média

As regiões Norte e Nordeste continuam atrás da média brasileira. No Norte, o rendimento foi de R$ 2.450. No Nordeste, ficou em R$ 2.229.

Esses números representam 76,4% e 69,5% da média nacional. A diferença permanece ampla, portanto indicando desigualdade regional histórica.

Alguns desses contrastes aparecem de forma recorrente em várias pesquisas. Ainda assim, o novo dado ajuda a visualizar o cenário atual.

Raça e gênero ainda influenciam a renda

A pesquisa também revelou distâncias significativas entre grupos raciais. A população branca ocupada recebeu cerca de 65,9% a mais do que pessoas pretas ou pardas. Essa diferença envolve todos os tipos de trabalho e permanece estável ao longo dos anos.

O rendimento por hora mostra a mesma tendência. Brancos recebiam R$ 24,60. Pretos e pardos, R$ 15. A distância é marcante.

Além disso, homens ganharam 27,2% mais do que mulheres em 2024. A diferença se repete em boa parte das ocupações e reforça um padrão desigual.

Rendimento do trabalho principal cresce

O rendimento médio do trabalho principal passou de R$ 3.002 em 2023 para R$ 3.108 em 2024. O crescimento foi de 3,5%. No acumulado do biênio 2023-2024, o avanço real chegou a 10,8%.

Esse movimento indica certa melhora no poder de compra, ainda que de forma gradual.

Ocupações com maior remuneração

Diretores e gerentes tiveram o maior rendimento médio em 2024. A média foi de R$ 8.721. Na sequência vieram militares, policiais e bombeiros, com R$ 6.749. Depois aparecem os profissionais das ciências e intelectuais, com R$ 6.558.

Esses grupos costumam registrar os maiores valores da pesquisa.

Extrema pobreza mostra recuo

A população em extrema pobreza caiu de 4,4% em 2023 para 3,5% em 2024. Isso representa 1,9 milhão de pessoas a menos nessa condição.

A queda também ocorreu na pobreza geral, que passou de 27,3% para 23,1%. São 8,6 milhões de pessoas a menos.

Ainda existe desigualdade racial importante. Entre pessoas pretas, 25,8% estavam em situação de pobreza. Entre pardos, o índice foi de 29,8%. Na população branca, o percentual foi de 15,1%.

O levantamento reforça que desigualdades permanecem apesar dos avanços no rendimento médio.

Rendimento médio de todos os trabalhos das pessoas ocupadas por Unidades da Federação – 2024

Distrito Federal – R$ 5.037
São Paulo – R$ 3.884
Rio de Janeiro – R$ 3.739
Paraná – R$ 3.701
Santa Catarina – R$ 3.580
Rio Grande do Sul – R$ 3.564
Mato Grosso – R$ 3.308
Mato Grosso do Sul – R$ 3.303
Brasil – R$ 3.208
Espírito Santo – R$ 3.178
Goiás – R$ 3.111
Rondônia – R$ 3.093
Minas Gerais – R$ 3.037
Amapá – R$ 2.870
Roraima – R$ 2.822
Tocantins – R$ 2.783
Rio Grande do Norte – R$ 2.783
Acre – R$ 2.758
Pernambuco – R$ 2.587
Alagoas – R$ 2.482
Sergipe – R$ 2.478
Paraíba – R$ 2.457
Amazonas – R$ 2.425
Pará – R$ 2.418
Piauí – R$ 2.402
Bahia – R$ 2.340
Ceará – R$ 2.053
Maranhão – R$ 2.051

Com informações de CNN.

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Romário Pereira de Carvalho

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