A Ponte Joinville, obra de 980 metros e investimento de R$ 329 milhões da prefeitura, começou a receber concreto nas fundações nesta semana. Segundo informações do NSC, a concretagem foi iniciada no apoio do lado do bairro Boa Vista, com blocos de 3,5 metros de profundidade que consomem 454 metros cúbicos de concreto cada, o equivalente à carga de 57 caminhões betoneira, e a obra deve ser concluída até outubro de 2027.
Quem executa a concretagem é a construtora contratada pela prefeitura de Joinville, que iniciou os trabalhos pelo apoio central do lado do bairro Boa Vista. Quando os trabalhos começaram: nesta semana, conforme informado pela prefeitura nesta sexta-feira. Como a fundação está sendo construída: concreto é bombeado para dentro da escavação, formando uma base de 3,5 metros de profundidade com quatro blocos que sustentarão os apoios centrais da Ponte. Por que essa etapa é decisiva: os apoios centrais são a estrutura sobre a qual a ponte vai crescer horizontalmente pelo método de balanços sucessivos, formando um vão de 160 metros sobre o rio Cachoeira sem pilares no meio da água, e sem fundações sólidas essa engenharia seria impossível.
Na sequência, será a vez da estrutura do lado do Adhemar Garcia, onde as escavações já estão em andamento. A ponte é dupla, o que significa que cada apoio central conta com dois blocos, e cada bloco recebe 454 metros cúbicos de concreto bombeado diretamente para a escavação. A obra foi autorizada em maio de 2024 com previsão original de dois anos, mas o contrato foi prorrogado até outubro de 2027 porque a escavação para os apoios centrais precisou ser mais profunda do que o previsto inicialmente.
454 metros cúbicos por bloco: a escala da concretagem

A quantidade de concreto necessária para cada bloco das fundações da Ponte Joinville ajuda a dimensionar a escala da obra. Cada bloco recebe 454 metros cúbicos de concreto, volume que equivaleria à carga de 57 caminhões betoneira se o material fosse transportado da forma convencional. Na prática, o concreto chega ao local por bombeamento, um processo contínuo que permite preencher a escavação sem interrupções e garante a homogeneidade estrutural da fundação.
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Como a ponte é dupla, cada apoio central possui dois blocos, o que totaliza 908 metros cúbicos de concreto por apoio. Considerando os dois apoios centrais, um no lado do Boa Vista e outro no lado do Adhemar Garcia, o volume total de concreto apenas nas fundações centrais ultrapassa 1.800 metros cúbicos. Esse número não inclui as fundações dos apoios nas margens, que também consomem volumes significativos. A escala da concretagem reflete a dimensão de uma ponte de 980 metros que precisa sustentar tráfego pesado sobre um rio de grande porte.
3,5 metros de profundidade: por que a escavação precisou ir mais fundo
A profundidade de 3,5 metros para as fundações não é arbitrária. O solo onde a Ponte Joinville está sendo construída exigiu escavação mais profunda do que o projeto original previa, e essa necessidade foi um dos fatores que levaram à prorrogação do contrato de dois anos para outubro de 2027. As condições geológicas do terreno nas margens do rio Cachoeira impuseram adaptações que consumiram tempo e recursos adicionais.
Fundações mais profundas significam maior estabilidade para a estrutura completa, especialmente considerando o método construtivo que será utilizado. Os apoios centrais da Ponte precisam suportar não apenas o peso da estrutura finalizada, mas também as cargas assimétricas que surgem durante a construção por balanços sucessivos, quando peças de concreto avançam horizontalmente a partir dos pilares em direções opostas. Se a fundação não for suficientemente profunda e sólida, o desequilíbrio durante a construção poderia comprometer toda a estrutura.
Balanços sucessivos: como a Ponte vai crescer sobre o rio
Quando os apoios centrais estiverem prontos, a Ponte Joinville começará a ganhar sua forma definitiva por meio do método de balanços sucessivos. A partir dos pilares verticais de cada apoio, peças de concreto serão construídas na horizontal nos dois sentidos, formando gradualmente um formato em “T”. Cada peça avança alguns metros a partir do pilar, é solidificada e serve de base para a peça seguinte, num processo que repete até que as extremidades dos dois lados se encontrem no meio do vão.
Essa técnica permite que a Ponte forme um vão de 160 metros sobre o rio Cachoeira sem necessidade de pilares no meio da água. A ausência de pilares no leito do rio é vantajosa por diversos motivos: não interfere no fluxo hídrico, não exige fundações subaquáticas complexas e não cria obstáculos para embarcações que eventualmente naveguem pelo Cachoeira. Para a engenharia, o vão livre de 160 metros é uma demonstração de capacidade técnica que poucos projetos de infraestrutura em cidades de porte médio no Brasil alcançam.
Uma ponte dupla de 980 metros
A Ponte Joinville não é uma estrutura simples de mão única. São 980 metros de extensão em configuração dupla, o que significa pistas separadas para cada sentido de tráfego, com capacidade para absorver o volume de veículos que cruzam o rio Cachoeira entre os bairros Boa Vista e Adhemar Garcia. A configuração dupla também permite que uma das pistas seja interditada para manutenção sem interromper completamente o fluxo de tráfego.
O investimento de R$ 329 milhões, bancado integralmente pela prefeitura de Joinville, reflete tanto a extensão da ponte quanto a complexidade do projeto. Quase um quilômetro de estrutura sobre um rio, com vão livre de 160 metros, fundações de 3,5 metros de profundidade e construção por balanços sucessivos representa um desafio de engenharia que justifica o valor e o prazo estendido. Para a cidade, que é a maior de Santa Catarina em população, a ponte promete resolver um gargalo de mobilidade que afeta milhares de motoristas diariamente.
De maio de 2024 a outubro de 2027: o cronograma ajustado
Os trabalhos da Ponte Joinville foram autorizados em maio de 2024, com previsão original de conclusão em dois anos. A prorrogação do contrato até outubro de 2027 se deve à necessidade de escavações mais profundas para os apoios centrais, uma condição que o projeto original não previu com a precisão necessária. A geologia do terreno impôs adaptações que consumiram meses adicionais e que, por consequência, atrasaram todas as etapas subsequentes.
Com a concretagem das fundações iniciada nesta semana, a obra entra em uma fase que oferece resultados visíveis para a população. As escavações, que aconteceram nos meses anteriores, geraram pouco impacto visual para quem passava pelo local. A partir de agora, os blocos de concreto, os pilares verticais e, em breve, as peças horizontais dos balanços sucessivos darão à Ponte Joinville uma forma reconhecível que permitirá aos moradores acompanhar o avanço real da construção.
Concreto na fundação, forma no horizonte
A Ponte Joinville de 980 metros começou a receber concreto nas fundações nesta semana, com blocos de 3,5 metros de profundidade que consomem o equivalente à carga de 57 caminhões betoneira cada. Quando os apoios centrais estiverem prontos, a estrutura crescerá horizontalmente pelo método de balanços sucessivos até formar um vão de 160 metros sobre o rio Cachoeira sem pilares na água. O investimento de R$ 329 milhões da prefeitura tem conclusão prevista para outubro de 2027.
Você acompanha as obras da Ponte Joinville? Conte nos comentários se cruza o rio Cachoeira diariamente, o que acha do prazo estendido até 2027, como avalia o investimento de R$ 329 milhões e se acredita que a ponte vai resolver o problema de trânsito entre o Boa Vista e o Adhemar Garcia. Queremos ouvir a sua opinião.

Bom dia.
Quando se relata que o projeto original foi inconsiste em relação a fundação, qual foi o motivo, falha no estudo do solo? falha no projeto geotécnico, ou faltou avaliação de um geólogo?
Tenho curiosidade em saber também como será feito esse balanço excessivo para vencer o vão de 160 metros, sem pilares de sustentação nesse intervalo, visto que não só a carga verticais prevista é muito grande, como também requer muitas movimentações tanto lateral quanto horizontal, analisando pela extensão da ponte.
Muito bomm
Bom demais essa ponte