Fazenda Só-Nata, em Araxá, produz 250 queijos por dia, conquistou ouro na França e virou uma das referências do Queijo Minas Artesanal.
A Fazenda Só-Nata, em Araxá, transformou uma tradição familiar do campo em uma das trajetórias mais fortes do Queijo Minas Artesanal. O que começou com o trabalho passado entre gerações acabou levando a propriedade ao reconhecimento nacional e internacional, com produção diária de cerca de 250 queijos e destaque em concursos de alto prestígio no Brasil e no exterior, segundo reportagem da Agencia Sebrae no dia 28/05/2026.
A história ganhou ainda mais força porque não nasceu de uma expansão industrial desconectada das origens. Pelo contrário. O crescimento da fazenda foi construído sobre a base da tradição familiar, do manejo leiteiro e do aperfeiçoamento contínuo da produção. Em vez de abandonar a identidade regional, a propriedade usou justamente essa herança para elevar o padrão do produto e transformar Araxá em vitrine do queijo artesanal mineiro.
Fazenda Só-Nata nasceu da tradição familiar e levou a herança de Araxá para o centro do queijo artesanal
Segundo a Agência Sebrae de Notícias de Minas Gerais, a ligação da família de Alexandre Honorato com o queijo começou muito antes da fase de premiações. O avô já atuava na cadeia do produto, e o pai também permaneceu ligado à produção e à comercialização. Esse conhecimento foi sendo transmitido dentro da família até ganhar formato mais profissional na geração atual.
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Essa continuidade é um dos pontos mais importantes da trajetória da propriedade. O crescimento da Fazenda Só-Nata não rompeu com o passado, mas aproveitou a experiência acumulada por décadas para construir um produto cada vez mais refinado, sem perder o vínculo com a tradição do Queijo Minas Artesanal da região de Araxá.
Quando Alexandre assumiu a produção, a meta já não era apenas manter a atividade viva. O objetivo passou a ser produzir um queijo capaz de competir com os melhores do país, sem abrir mão da identidade rural e do saber tradicional construído pela família.
Produção de 250 queijos por dia transformou a propriedade em referência do Queijo Minas Artesanal
A consolidação da Fazenda Só-Nata também aparece na escala alcançada. Segundo a Agência Sebrae de Notícias de Minas Gerais, a propriedade produz atualmente cerca de 250 queijos por dia, um volume expressivo para um negócio familiar que continua vinculado ao universo dos produtos artesanais.
Esse número mostra que o crescimento da fazenda não aconteceu às custas da descaracterização do produto. A operação avançou em produção, organização e reconhecimento, mas manteve o foco na qualidade, no controle da maturação e nas características que distinguem o queijo da microrregião de Araxá.
Na prática, a fazenda conseguiu combinar volume relevante com identidade regional, algo que poucos produtores conseguem sustentar por muito tempo em mercados cada vez mais competitivos. É justamente essa combinação que explica por que a marca passou a ser vista como referência dentro do universo do queijo artesanal mineiro.
Medalha de ouro na França colocou o queijo de Araxá entre os nomes mais respeitados do setor
O momento que projetou a Fazenda Só-Nata para além das fronteiras brasileiras foi a conquista internacional. Segundo a Agência Sebrae de Notícias de Minas Gerais, Alexandre Honorato conquistou medalha de ouro no Mundial do Queijo de Tours, na França, em 2019.
A premiação também foi registrada pela Emater-MG, que destacou o produtor de Araxá entre os vencedores mineiros do concurso na França. O reconhecimento teve grande repercussão porque colocou um queijo do interior de Minas Gerais em disputa direta com produtores de países que carregam tradição mundial no setor de queijos artesanais.

O prêmio não representou apenas uma medalha isolada. Ele funcionou como chancela internacional de um trabalho que já vinha sendo aperfeiçoado há anos dentro da propriedade. Em outras palavras, a conquista na França mostrou que a tradição familiar de Araxá tinha alcançado um padrão competitivo em uma das vitrines mais respeitadas do segmento.
Premiações no Brasil reforçaram o nome da Fazenda Só-Nata no mercado de queijo artesanal
O reconhecimento da fazenda não ficou restrito ao exterior. Segundo a Agência Sebrae de Notícias de Minas Gerais, a propriedade acumulou também títulos importantes em concursos regionais, estaduais e nacionais, fortalecendo sua reputação no universo do Queijo Minas Artesanal.
Entre os destaques citados estão conquistas no Concurso Regional do Queijo de Araxá, no Concurso Estadual do Queijo Minas Artesanal, além de medalhas em competições mais recentes como o Mundial do Queijo do Brasil e a ExpoQueijo Brasil. Esse conjunto de resultados ajudou a consolidar a marca como uma das mais respeitadas do setor.
Essas premiações tiveram um efeito que vai além da fazenda. Elas ajudaram a ampliar a visibilidade de Araxá como território produtor e reforçaram o valor cultural e econômico do queijo artesanal mineiro em um mercado cada vez mais atento à origem e à identidade dos alimentos.
Aperfeiçoamento técnico e genética do rebanho ajudaram a elevar o padrão do queijo
A evolução da Fazenda Só-Nata não se apoiou apenas em tradição. Segundo a Agência Sebrae de Notícias de Minas Gerais, Alexandre Honorato também investiu em aperfeiçoamento técnico, ajustes de processo e melhoramento genético do rebanho para elevar a qualidade do leite usado na produção.
Entre as medidas adotadas estão o uso do Sebraetec FIV, voltado ao melhoramento genético, além da genotipagem para seleção de animais com leite A2A2. Esse trabalho foi pensado para melhorar características do leite e, por consequência, influenciar atributos sensoriais do queijo, como cremosidade, suavidade e textura.
A fazenda também passou a controlar melhor a maturação dos queijos ao longo do ano, usando aquecimento e refrigeração do ambiente conforme a estação. Isso ajudou a dar mais estabilidade ao produto e a reduzir oscilações de qualidade provocadas pelas mudanças de clima, um desafio clássico para produtores artesanais.
Fazenda Só-Nata virou símbolo da valorização do queijo artesanal mineiro
A trajetória da Fazenda Só-Nata ajuda a explicar uma transformação maior que vem ocorrendo em Minas Gerais. O queijo artesanal, que durante muito tempo circulou de forma mais restrita e local, passou a ganhar espaço em mercados especializados, competições de alto nível e debates sobre origem, território e valor agregado.
No caso de Araxá, essa valorização aparece de forma muito clara. A história da família Honorato mostra como um produto ligado à rotina rural pode atravessar o oceano, conquistar reconhecimento internacional e ainda assim continuar fortemente conectado às suas origens.
No fim, o que a Fazenda Só-Nata representa vai além de medalhas e volumes de produção. Ela mostra que tradição, técnica, continuidade familiar e melhoria constante podem transformar um queijo do interior mineiro em referência nacional e internacional sem romper com aquilo que o tornou especial desde o começo.


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