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A descoberta que está tirando o sono dos cientistas da NASA: ‘fungos alienígenas’ que comem radiação letal foram encontrados prosperando no inferno radioativo de Chernobyl e agora podem revolucionar para sempre a história das viagens espaciais e a colonização de Marte

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 19/03/2026 às 22:43
Fungos alienígenas descobertos em Chernobyl usam melanina para absorver radiação e podem proteger astronautas em Marte, segundo testes da NASA.
‘Fungos alienígenas’ descobertos em Chernobyl usam melanina para absorver radiação e podem proteger astronautas em Marte, segundo testes da NASA.
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Chamados de ‘fungos alienígenas’ pela comunidade científica, microrganismos encontrados no reator nuclear mais perigoso do mundo absorvem radiação gama letal por meio de melanina e já foram testados na Estação Espacial Internacional como possível escudo biológico para astronautas em missões a Marte.

No coração do reator 4 de Chernobyl, onde os níveis de radiação são suficientes para matar um ser humano em minutos, ‘fungos alienígenas‘ estão não apenas sobrevivendo, mas prosperando. Esses microrganismos, formalmente chamados de fungos radiotróficos, foram identificados por pesquisadores décadas após o pior acidente nuclear da história e desde então vêm desafiando tudo o que a biologia convencional ensinava sobre os limites da vida. Eles absorvem radiação gama letal da mesma forma que uma planta absorve a luz do sol, usando um pigmento presente em sua estrutura celular, a melanina, para converter energia ionizante em combustível metabólico.

A descoberta não ficou restrita aos laboratórios de universidades. A NASA identificou no comportamento desses organismos uma oportunidade concreta para resolver um dos maiores obstáculos da exploração espacial profunda: a exposição prolongada dos astronautas à radiação cósmica fora da proteção do campo magnético terrestre. Experimentos já foram conduzidos na Estação Espacial Internacional, e os resultados colocaram os ‘fungos alienígenas‘ no centro de uma discussão que pode redefinir o futuro das viagens tripuladas a Marte.

O que são exatamente os fungos radiotróficos e por que a ciência os chama de ‘alienígenas’

Fungos alienígenas descobertos em Chernobyl usam melanina para absorver radiação e podem proteger astronautas em Marte, segundo testes da NASA.

O termo ‘fungos alienígenas‘ ganhou força entre divulgadores científicos e até dentro da própria comunidade acadêmica por uma razão simples: esses organismos fazem algo que nenhum outro ser vivo conhecido no planeta consegue fazer com a mesma eficiência.

Espécies como o Cladosporium sphaerospermum e o Cryptococcus neoformans foram encontradas crescendo nas paredes internas do sarcófago de concreto que envolve o reator destruído de Chernobyl, um ambiente onde a radiação ionizante supera em centenas de vezes os limites considerados seguros para qualquer forma de vida multicelular.

Pesquisas conduzidas por equipes ligadas à Universidade de Stanford demonstraram que esses fungos utilizam a melanina, o mesmo pigmento responsável pela coloração da pele humana, como uma espécie de antena biológica.

Quando expostos a raios gama, a estrutura molecular da melanina sofre alterações químicas que aumentam a taxa metabólica do organismo, permitindo que ele cresça e se reproduza mais rapidamente do que em condições normais. O fenômeno recebeu o nome de radiossíntese, em analogia direta com a fotossíntese das plantas, e é considerado um dos mecanismos adaptativos mais extraordinários já documentados pela biologia moderna.

Como esses fungos se comportam dentro de ambientes com radiação extrema

Fungos alienígenas descobertos em Chernobyl usam melanina para absorver radiação e podem proteger astronautas em Marte, segundo testes da NASA.

Os experimentos realizados dentro e ao redor da zona de exclusão de Chernobyl revelaram comportamentos que surpreenderam até os pesquisadores mais céticos. Os ‘fungos alienígenas‘ não apenas toleram a radiação.

Eles se movem ativamente em direção às fontes de emissão, como se buscassem alimento. Esse tropismo radiológico foi observado de forma consistente em amostras de Cladosporium sphaerospermum cultivadas em diferentes condições de exposição, confirmando que a radiação ionizante funciona como um estímulo de crescimento direto para esses organismos.

Outro dado relevante é que as colônias expostas a níveis elevados de radiação cresceram significativamente mais rápido do que as colônias de controle mantidas em ambientes sem radiação. A melanina acumulada nas paredes celulares atua como uma espécie de painel biológico, capturando fótons de alta energia e redirecionando essa energia para as vias metabólicas internas.

Em termos práticos, a radiação que destruiria qualquer tecido humano serve como combustível para o metabolismo desses fungos, o que torna seu potencial de aplicação tecnológica algo sem precedentes na biologia.

Os testes realizados na Estação Espacial Internacional e seus resultados

O interesse da NASA nos ‘fungos alienígenas‘ de Chernobyl não é teórico. A agência espacial americana conduziu um experimento formal a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) para avaliar se o Cladosporium sphaerospermum seria capaz de manter suas propriedades de absorção de radiação em condições de microgravidade.

Os resultados superaram as expectativas iniciais: o fungo cresceu normalmente no ambiente orbital, demonstrando que a ausência de gravidade não compromete o mecanismo de radiossíntese.

Mais relevante ainda foi a constatação de que mesmo uma camada extremamente fina do fungo já apresentou capacidade mensurável de absorção de radiação dentro da estação.

Esse dado é crucial porque indica que não seria necessário transportar grandes volumes de material biológico para obter proteção significativa. Uma película viva, autorreplicante e capaz de se regenerar poderia, em tese, oferecer uma barreira contínua contra a radiação cósmica durante viagens interplanetárias de meses ou até anos de duração.

O potencial concreto para missões tripuladas a Marte

O maior obstáculo técnico para uma missão tripulada a Marte não é a propulsão nem o abastecimento, e sim a radiação. Fora do campo magnético da Terra, os astronautas ficam expostos a partículas de alta energia que danificam o DNA celular, aumentam o risco de câncer e podem causar danos neurológicos irreversíveis.

As soluções tradicionais, como blindagens de chumbo ou polietileno, são pesadas demais para serem economicamente viáveis em larga escala. Os ‘fungos alienígenas’ oferecem uma alternativa radicalmente diferente: um escudo biológico vivo, leve, autossustentável e capaz de crescer no próprio destino da missão.

Pesquisadores já estudam a possibilidade de usar esses organismos como materiais de construção biológicos para as primeiras bases humanas em Marte. A ideia é cultivar camadas de fungos radiotróficos nas paredes e tetos dos habitats, criando uma barreira viva que absorve radiação continuamente e se regenera sem necessidade de manutenção mecânica.

Essa tecnologia eliminaria a necessidade de transportar toneladas de material de blindagem da Terra, reduzindo drasticamente o custo e a complexidade logística das missões de colonização.

De anomalia nuclear a possível pilar da colonização espacial

O que começou como uma anomalia biológica dentro de um reator destruído na Ucrânia se transformou em uma das linhas de pesquisa mais promissoras da exploração espacial contemporânea.

Os ‘fungos alienígenas‘ de Chernobyl representam algo raro na ciência: uma descoberta que conecta diretamente a capacidade de sobrevivência extrema de um organismo terrestre a uma necessidade prática e urgente da engenharia espacial. A ideia de usar vida como infraestrutura, organismos que crescem, se adaptam e protegem, muda completamente a lógica de como pensamos a construção de bases fora da Terra.

Se os estudos continuarem avançando nos próximos anos, esses microrganismos poderão se tornar uma das tecnologias biológicas mais importantes da história da humanidade.

A possibilidade de que um fungo nascido no desastre de Chernobyl venha a proteger os primeiros colonizadores de Marte é, por si só, uma das narrativas científicas mais extraordinárias do século XXI.

E você, acredita que fungos nascidos em um desastre nuclear podem realmente proteger astronautas em Marte?

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Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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