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A Copa do Mundo servirá de “laboratório” para o 5G em 2026, com 48 seleções, 104 partidas e redes móveis sendo testadas em estádios, aeroportos, fan zones, metrôs e hotéis nos EUA, Canadá e México

Publicado em 10/06/2026 às 18:30
Atualizado em 10/06/2026 às 18:32
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Imagem: Ilustração artística
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Copa do Mundo de 2026 vai exigir reforço de redes 5G em estádios, aeroportos, fan zones e centros urbanos, com Verizon, AT&T, Rogers e operadoras mexicanas preparando infraestrutura para picos de dados

O 5G na Copa do Mundo de 2026 será testada em escala inédita, com 48 seleções, 104 partidas e sedes nos EUA, Canadá e México. Operadoras como Verizon, AT&T e Rogers preparam redes para tráfego intenso em estádios, fan zones, aeroportos, metrôs, hotéis e áreas próximas aos jogos.

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5G na Copa do Mundo vai além dos estádios

A Copa do Mundo da FIFA de 2026 não será apenas um grande torneio esportivo. Para as empresas de telecomunicações, o evento também funcionará como um teste em tempo real da capacidade das redes móveis.

O desafio não está restrito aos torcedores dentro das arenas. A demanda também deve crescer em festivais de fãs, aeroportos, estações de metrô, hotéis, centros de treinamento, restaurantes, lojas oficiais e áreas urbanas próximas aos locais dos jogos.

Essa mudança altera o planejamento das operadoras. Em vez de reforçar apenas a cobertura dos estádios, as empresas precisam preparar uma rede mais ampla, capaz de suportar uso simultâneo em diferentes pontos das cidades-sede.

A exigência envolve cobertura, capacidade, desempenho de uplink, roaming, conectividade para segurança pública e confiabilidade em serviços ligados à transmissão dos jogos.

Verizon prevê mais de 50 TB por partida em um estádio

A Verizon é a patrocinadora oficial de serviços de telecomunicações da Copa do Mundo da FIFA 2026. Segundo a operadora, a FIFA utilizará suas soluções de 5G, acesso sem fio fixo e transmissão em estádios, locais de festivais para fãs e operações do torneio.

Um dos números mais fortes do planejamento é a previsão de consumo superior a 50 TB de dados dentro de um estádio por partida. Para atender a esse volume, a empresa afirma ter adicionado mais espectro 5G.

A Verizon também informou ter ampliado a capacidade em cerca de três a cinco vezes nos estádios que receberão jogos.

A estratégia inclui milhares de antenas instaladas sob os assentos e outros sistemas de cobertura 4G e 5G direcionados.

Esse reforço não serve apenas para download. Durante os jogos, torcedores devem enviar vídeos, usar redes sociais, fazer pagamentos, escanear ingressos, consultar estatísticas e acessar aplicativos ao mesmo tempo.

Na prática, o estádio passa a concentrar milhares de usos simultâneos, com grande pressão sobre a rede móvel. Por isso, o desempenho de envio de dados também entra como ponto essencial da operação.

5G privado e transmissão entram na operação do torneio

O plano da Verizon inclui o uso de redes 5G privadas para aplicações essenciais do torneio. Entre os exemplos citados estão as câmeras corporais Lenovo Referee View.

Isso mostra que o 5G na Copa do Mundo não atenderá apenas ao público nas arquibancadas. A infraestrutura também será usada em fluxos de trabalho operacionais e em atividades ligadas ao campo de jogo.

Outro ponto relevante está na transmissão. A Verizon afirma que seus serviços de fibra e ondas de alta capacidade darão suporte à Rede de Contribuição de Transmissão, conhecida como BCN.

Essa rede conecta os estádios ao Centro Internacional de Transmissão. Assim, a imagem vista pelos torcedores na TV e em plataformas digitais depende de uma infraestrutura de telecomunicações robusta nos bastidores.

O torneio também deve testar o fatiamento de rede 5G. A FIFA e a Verizon planejam usar essa tecnologia em aplicações que exigem desempenho prioritário.

A lógica é separar recursos de rede para usos diferentes. Um torcedor enviando vídeo, uma câmera do árbitro, uma equipe de segurança pública e uma operação de transmissão não têm a mesma prioridade.

Com o fatiamento, aplicações de missão crítica e comunicações de emergência podem ter tratamento específico, mesmo em momentos de pico no uso de dados pelo público.

AT&T reforça 11 estádios dos EUA e Rogers investe no Canadá

A AT&T não é patrocinadora oficial da FIFA, mas também se prepara para a alta demanda. A operadora afirma ter investido em conectividade nos 11 estádios dos EUA, além de aeroportos e centros de transporte.

A empresa listou mais de 2.000 atualizações e melhorias de rede, suporte para 146 locais, mais de 90 small cells aprimoradas e capacidade projetada para suportar de duas a três vezes o tráfego esperado.

A AT&T também oferece o Turbo Live para dados prioritários em 10 dos 11 locais. Além disso, disponibiliza planos eSIM para viajantes internacionais que visitarão EUA, México e Canadá durante o torneio.

No Canadá, a Rogers afirma ter concluído uma rede 5G+ de CAD 22 milhões em torno do BMO Field, em Toronto, e áreas adjacentes.

As melhorias incluem reforços na rede sem fio dentro do estádio, mais espectro 5G+ e infraestrutura adicional em torno de fan zones, hotéis, Aeroporto Internacional Pearson, Union Station e algumas estações de metrô da TTC.

A Rogers também informou investimento de CAD 5 milhões na cobertura em Vancouver, incluindo a área ao redor do BC Place.

México libera espectro temporário para reforçar conectividade

No México, a preparação envolve uma medida regulatória. Segundo relatos do país, a agência reguladora de telecomunicações permitiu acesso temporário ao espectro para Telcel, AT&T e Altan.

As faixas citadas incluem 600 MHz, 1,9 GHz, 2,5 GHz e de 3,3 GHz a 3,6 GHz. O objetivo é fortalecer a conectividade móvel perto de estádios, aeroportos e pontos de concentração de torcedores.

A medida contempla Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. O caso mostra como governos e operadoras podem atuar juntos quando um evento global cria demanda temporária, mas extrema, sobre as redes.

A Copa de 2026 também traz uma lição para outros mercados. Grandes eventos, como partidas da IPL, torneios de críquete, shows e períodos de grande movimento em aeroportos, podem gerar picos semelhantes.

Com maior adoção do 5G, os usuários esperam que a rede funcione mesmo quando dezenas de milhares de pessoas enviam vídeos ou fazem pagamentos no mesmo local.

Para operadoras indianas, o exemplo aponta para planejamento de capacidade por local, small cells, sistemas de antenas distribuídas, sites temporários, melhor uplink, serviços prioritários e monitoramento em tempo real.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do material-base fornecido, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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