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‘A cobertura de gelo está chegando a 95%’ – entidade alerta sobre uma região altamente impactada pela onda de frio ártico nos EUA

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 14/02/2026 às 06:51
Atualizado em 14/02/2026 às 13:19
NOAA alerta que Lago Erie atingiu 95% de cobertura de gelo após salto rápido durante onda de frio ártico em 2026 nos EUA.
NOAA alerta que Lago Erie atingiu 95% de cobertura de gelo após salto rápido durante onda de frio ártico em 2026 nos EUA.
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NOAA informa que Lago Erie atingiu 95% de cobertura de gelo após avanço acelerado de 5% para 51% em poucos dias, durante sucessivas ondas de frio ártico em 2026, com impactos previstos para transporte marítimo, tempestades categoria 3 no Nordeste e monitoramento contínuo nos Grandes Lagos

Entre 17 de janeiro e 11 de fevereiro de 2026, uma onda de frio ártico levou o Lago Erie a 95% de cobertura de gelo, elevou os Grandes Lagos de 5% para 51% em dias e levou a NOAA a alertar sobre impactos econômicos e sociais.

O que aconteceu entre janeiro e fevereiro de 2026

A onda de frio atingiu os Estados Unidos entre 17 de janeiro e 11 de fevereiro de 2026. O evento foi associado ao deslocamento de ar extremamente frio do Ártico para latitudes médias, após perturbações no vórtice polar.

Pela primeira vez em sete anos, temperaturas caíram para níveis abaixo de zero em alguns estados. Algumas regiões enfrentaram o inverno mais rigoroso em mais de uma década, segundo o relato apresentado.

O fenômeno não ocorreu apenas uma vez em 2026. O país já havia experimentado esse tipo de evento mais de uma vez no mesmo ano, ampliando preocupações sobre novos episódios e seus efeitos acumulados.

Janeiro é historicamente o mês mais frio do inverno nos EUA. Ainda assim, muitos moradores não estavam preparados para a intensidade e a duração do frio registrado durante essas semanas.

A cobertura de gelo nos Grandes Lagos e o alerta da NOAA

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica confirmou que uma região foi significativamente impactada. Nos Grandes Lagos, os níveis combinados de cobertura de gelo saltaram de 5% para 51% em questão de dias.

O Lago Erie atingiu 95% de cobertura de gelo, número considerado expressivo para o período. A rápida expansão da cobertura de gelo alterou o cenário regional e reacendeu discussões sobre impactos no transporte e na economia.

Segundo a NOAA, fevereiro é o mês das tempestades de neve no Nordeste dos EUA, com a maioria atingindo categoria 3 ou superior.

O resfriamento acelerado do Oceano Atlântico aumentou a probabilidade de condições de neve mais significativas.

O cientista físico James Kessler, do Laboratório de Pesquisa Ambiental dos Grandes Lagos da NOAA, afirmou que a quantidade de gelo em um dia específico não é a métrica principal para avaliação sazonal.

Ele destacou que as métricas mais importantes são a média sazonal, a duração da temporada e o máximo anual, normalmente observado entre meados e o final de fevereiro.

Causas atmosféricas e relação com o vórtice polar

O evento foi associado a um colapso estratosférico repentino. Esse tipo de perturbação pode enfraquecer o vórtice polar e permitir que o ar gelado do Ártico se desloque para latitudes mais baixas.

Especialistas apontaram que mudanças climáticas desempenham papel nesses colapsos estratosféricos repentinos, que alteram o comportamento atmosférico e favorecem episódios de frio intenso em regiões densamente povoadas.

Apesar de debates sobre possíveis intervenções atmosféricas, o material indica que nada impediria o avanço do ar gélido neste episódio. O resultado foi a formação de paisagens descritas como pitorescas, porém perigosas.

A combinação entre ar extremamente frio e águas resfriadas favoreceu a rápida expansão da cobertura de gelo. O aumento expressivo em poucos dias ilustra a sensibilidade dos Grandes Lagos a mudanças abruptas de temperatura.

Impactos econômicos e sociais nas comunidades vizinhas

Caso ondas de frio ártico continuem, comunidades vizinhas aos Grandes Lagos tendem a ser afetadas. O transporte marítimo comercial, fundamental para a economia regional, pode sofrer interrupções e atrasos.

A cobertura de gelo elevada dificulta a navegação e pode exigir operações especiais. Isso afeta cadeias logísticas que dependem das rotas lacustres para movimentação de cargas durante o inverno.

Alguns setores podem observar aumento de turismo ligado a atividades recreativas de inverno. Ainda assim, temperaturas prolongadamente congelantes não são favoráveis à saúde pública nem à rotina urbana.

O frio extremo amplia riscos à saúde, especialmente para populações vulneráveis. Sistemas de energia e aquecimento de emergência tornam-se essenciais em períodos de queda acentuada de temperatura.

A demanda por energia tende a crescer durante episódios prolongados de frio. A pressão sobre infraestrutura pode se intensificar caso ocorram novas tempestades de neve associadas à cobertura de gelo ampliada.

Perspectivas para fevereiro e o restante da temporada

Dados indicam que fevereiro concentra grande parte das tempestades de neve no Nordeste dos EUA. Com o Oceano Atlântico resfriado mais rapidamente que o normal, a tendência é de manutenção de condições favoráveis à neve.

O pico anual de cobertura de gelo costuma ocorrer entre meados e o final de fevereiro. Assim, os 95% observados no Lago Erie ainda podem evoluir dentro da dinâmica sazonal esperada.

Embora o número de um único dia não determine a tendência climática de longo prazo, o salto de 5% para 51% nos Grandes Lagos em dias demonstra a rapidez das transformações.

A repetição do fenômeno em 2026 reforça a necessidade de monitoramento contínuo. Especialistas avaliam médias sazonais, duração da temporada e máximos anuais para compreender o alcance real do evento.

A cobertura de gelo permanece como indicador central do impacto da onda de frio. Sua evolução nas próximas semanas será determinante para medir efeitos sobre economia, saúde e infraestrutura regional.

O episódio entre 17 de janeiro e 11 de fevereiro de 2026 evidencia como perturbações atmosféricas podem transformar rapidamente o cenário climático. A cobertura de gelo tornou-se símbolo visível de um evento que afetou comunidades, transporte e planejamento energético.

Mesmo com paisagens consideradas bonitas por alguns moradores, o risco associado à expnasão do gelo e às temperaturas extremas mantém autoridades em alerta. A cobertura de gelo segue no centro das atenções enquanto o inverno avança nos Estados Unidos.

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Eliomar
Eliomar
16/02/2026 14:09

Não sou cientista. Mas o aquecimento global, é gelado?

João
João
Em resposta a  Eliomar
19/02/2026 01:41

já deixou a porta da geladeira e o congelador aberta? o que aconteceu? virou um bloco de gelo, é isso que está acontecendo, só que pior, o vórtice diminui a velocidade e o frio vai descer e piorar a cada ano, caso lembrem disso no próximo.

Leonardo
Leonardo
15/02/2026 15:02

Parece que Trump está certo. O efeito estufa não existe.

João
João
Em resposta a  Leonardo
19/02/2026 01:29

mas é muita ignorância, sem o efeito estufa não existiria vida humana na Terra.

batatats2020@gmail.com
batatats2020@gmail.com
15/02/2026 10:17

Se fica desse jeito com “AQUECIMENTO GLOBAL”, imagina sem… Os “eco terroristas” sumiram….
O Professor e Verdadeiro CLIMATOLOGISTA Ricardo Felício SEMPRE TEVE RAZÃO.

Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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