Com um novo tipo de submarino perigoso, a China agora tem a capacidade de lançar mísseis de cruzeiro verticalmente a partir do mar, se juntando a um clube exclusivo que só incluía EUA e Rússia. Veja o impacto dessa nova arma!
Nos últimos meses, a China revelou dois novos tipos de submarinos, e o mais recente parece ser o mais avançado e perigoso. Com isso, o país se aproxima das capacidades militares submarinas dos Estados Unidos e da Rússia, destacando-se no cenário global.
O submarino Tipo 093B, que teve suas primeiras fotos divulgadas online no início de outubro, promete um grande avanço na tecnologia militar chinesa, especialmente no lançamento de mísseis de cruzeiro.
A evolução dos submarinos chineses
Durante o verão, o especialista naval Thomas Shugart foi o primeiro a observar um novo subtipo de submarino chinês em imagens de satélite, registradas no píer de Wuhan.
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Esse modelo, um Tipo 039 equipado com uma pequena usina nuclear auxiliar, foi visto como uma inovação que poderia estender a resistência subaquática da embarcação, aumentando sua autonomia sem a necessidade de emergir com tanta frequência.
Entretanto, as notícias subsequentes não foram tão promissoras para a marinha chinesa. O submarino híbrido Tipo 039 aparentemente afundou em seu píer em julho, indicando problemas que podem atrasar sua entrada em serviço por anos.
Diante desse revés, o novo Tipo 093B assume maior protagonismo, podendo entrar em operação antes do submarino híbrido.
O poderoso tipo 093B: Uma ameaça em potencial

As imagens mais recentes desse novo modelo foram capturadas em Bohai, mostrando uma nova versão do submarino Tipo 093. O submarino, que já é uma peça central na marinha chinesa com seis unidades em serviço, ganhou melhorias significativas.
A versão 093B é maior que seu antecessor, com 350 pés de comprimento e capacidade de deslocamento de cerca de 6.700 toneladas de água.
O novo Tipo 093B se assemelha ao submarino norte-americano Virginia Block V, que conta com 460 pés de comprimento e desloca 10.200 toneladas. Esse aumento no tamanho se deve à adição de um módulo chamado “Virginia Payload Module”, o qual inclui lançadores verticais para 28 mísseis de cruzeiro Tomahawk, tornando o submarino um verdadeiro arsenal submerso.
O desafio para os Estados Unidos
Os Tomahawks têm um alcance de até mil milhas e são armas altamente eficazes para ataques em terra. A capacidade dos submarinos de lançar mísseis de cruzeiro, de maneira furtiva e rápida, representa uma vantagem estratégica considerável. A China, por sua vez, desenvolveu o míssil CJ-10, semelhante ao Tomahawk em alcance e carga, embora haja incertezas quanto à sua precisão.
Para contrabalancear essa evolução, a Marinha dos EUA está construindo submarinos Block V Virginia, uma medida para mitigar a perda de capacidade que será causada pela aposentadoria iminente de quatro submarinos de mísseis de cruzeiro da classe Ohio.
Esses submarinos veteranos carregam nada menos que 154 Tomahawks cada, e sua desativação deixaria uma lacuna significativa na defesa naval americana. Assim, os Block V Virginias, com sua nova capacidade de mísseis, representam a resposta americana para manter a superioridade.
O desafio chinês
A marinha chinesa, apesar dos avanços, ainda enfrenta desafios para atingir a paridade com a força submarina dos Estados Unidos. Atualmente, a marinha americana conta com cerca de quatro dúzias de submarinos de ataque, equipados com mais de 600 células de mísseis verticais, enquanto a China possui uma frota menor. Mesmo com a construção de novos submarinos Tipo 093B, a capacidade de mísseis chinesa não será equiparável tão cedo.
Entretanto, subestimar a capacidade industrial da China é um erro comum. O país possui uma forte indústria naval e já demonstrou ser capaz de produzir armamentos de maneira rápida e eficiente. A previsão é de que a marinha chinesa consiga colocar em serviço uma dúzia de Tipo 093Bs em menos de uma década, com cada submarino capaz de carregar até 18 mísseis de cruzeiro. Isso colocaria a China em um clube exclusivo, composto por Estados Unidos, Rússia e agora a China, todos com a capacidade de lançar mísseis de cruzeiro verticalmente.
A competição naval continua
Embora a China ainda não esteja pronta para rivalizar de maneira igualitária com a frota submarina dos Estados Unidos, o desenvolvimento do Tipo 093B sinaliza um claro esforço para alcançar esse objetivo. A busca por uma capacidade de ataque furtivo e de longo alcance é evidente, e a marinha chinesa está caminhando para equipar sua frota com submarinos que possam desafiar a supremacia americana nos mares.
Resta saber como a competição naval entre essas potências se desenrolará nos próximos anos. A paridade pode demorar, mas a determinação chinesa em reduzir a diferença é inegável. E, no cenário geopolítico atual, qualquer avanço tecnológico pode ter consequências significativas para o equilíbrio de poder global.
