Reconhecidas em junho de 2026 como o trio de irmãos mais velho do mundo, Zulina, Zoraide e Levita vivem no Rio de Janeiro e passaram a integrar estudo da USP que busca genes protetores ligados à longevidade, sem ignorar rotina, alimentação e apoio familiar na vida das três irmãs brasileiras.
As irmãs brasileiras Zulina de Deus Nunes, de 103 anos, Zoraide de Deus Mota, de 104, e Levita de Deus Nunes, de 109, chamaram atenção internacional após serem reconhecidas em junho de 2026 pelo Guinness World Records como o trio de irmãos mais velho do mundo. Juntas, elas somam 316 anos de vida.
O caso, registrado no Rio de Janeiro, ganhou ainda mais relevância porque as três passaram a ser acompanhadas por pesquisadores interessados em entender por que algumas pessoas chegam a idades tão avançadas mantendo resistência física e cognitiva. A reportagem foi publicada pela Reuters e reproduzida pela NDTV em 25 de junho de 2026.
Trio reconhecido pelo Guinness virou caso raro de longevidade familiar
O reconhecimento das irmãs brasileiras foi feito dentro de uma categoria ligada a irmãos vivos com idade combinada excepcional. Segundo a reportagem, elas foram identificadas por meio da LongeviQuest, organização global que verifica recordes de longevidade e atua em parceria com o Guinness World Records.
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A fonte informa que o trio foi nomeado em junho de 2026, mas não detalha o dia exato da homologação. Ainda assim, o dado central é claro: três mulheres da mesma família, todas centenárias, vivem no Rio de Janeiro e formam um caso incomum até mesmo para pesquisadores acostumados a estudar envelhecimento extremo.
Projeto da USP investiga se o DNA pode explicar parte dessa resistência
O interesse científico em torno das irmãs brasileiras está ligado ao Projeto DNA Longevo, estudo liderado pela cientista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo. A proposta é investigar fatores biológicos que possam ajudar a explicar por que algumas pessoas passam dos 100 anos com mais preservação física e mental.
De acordo com a reportagem, os pesquisadores buscam genes protetores associados à longevidade. A ideia não é transformar o caso em uma fórmula simples para viver mais, mas comparar centenários e nonagenários com pessoas que apresentaram fragilidade, declínio cognitivo ou doenças crônicas, tentando identificar diferenças relevantes.
Cientistas olham para genética, mas não ignoram rotina e ambiente
O caso das irmãs brasileiras chama atenção porque envolve três pessoas da mesma família alcançando idades muito acima da média. Para pesquisadores citados na reportagem, isso sugere que fatores hereditários podem ter peso importante na preservação da saúde em idades avançadas.
Ao mesmo tempo, o texto não reduz a história apenas ao DNA. As três irmãs vivem próximas umas das outras e contam com uma rede familiar de apoio. Esse elemento comunitário também aparece como parte do contexto, já que cuidado, convivência e suporte cotidiano podem influenciar a qualidade de vida de pessoas muito idosas.
Quem são Zulina, Zoraide e Levita

Zulina de Deus Nunes tem 103 anos, Zoraide de Deus Mota tem 104 e Levita de Deus Nunes chegou aos 109 anos. A reportagem informa que todas vivem no Rio de Janeiro e tiveram trajetórias comuns, sem que suas vidas tenham sido marcadas por algum tratamento especial ou condição extraordinária registrada pela fonte.
Levita trabalhou como artesã e, posteriormente, em uma rede de televisão. Zoraide atuou como enfermeira e criou cinco filhos. Zulina, dona de casa, criou seis. Essa combinação de vida familiar, trabalho e rotina comum torna o caso ainda mais interessante para quem estuda envelhecimento saudável.
Alimentação, movimento e infância simples aparecem nas lembranças
As irmãs brasileiras atribuem parte da própria longevidade a uma alimentação saudável e a um estilo de vida ativo. Zulina relembrou a infância em contato com rios, pesca e alimentos frescos, em uma época em que a rotina era mais simples e menos dependente de produtos industrializados.
Zoraide também destacou a importância da amamentação, segundo a reportagem. Ainda assim, é importante tratar essas lembranças como relatos pessoais, não como comprovação científica isolada. O estudo da USP busca justamente separar o que pode ser influência genética, o que pode ser rotina de vida e o que pode ser resultado da soma entre vários fatores.
Meta do estudo é ampliar a comparação com centenas de centenários
O Projeto DNA Longevo não pretende tirar conclusões apenas a partir das três irmãs. Segundo João Paulo Guilherme, pesquisador que trabalha com Mayana Zatz, a meta é alcançar 500 centenários para permitir análises mais consistentes sobre longevidade.
Essa ampliação é essencial porque casos familiares raros ajudam a levantar hipóteses, mas não bastam para provar uma regra geral. Quanto maior o número de participantes avaliados, maior a chance de identificar padrões genéticos realmente ligados à proteção do coração, dos músculos e da função cognitiva.
O que esse caso pode ensinar sobre envelhecer melhor

A história das irmãs brasileiras desperta curiosidade porque toca em uma pergunta universal: por que algumas pessoas envelhecem com mais resistência do que outras? A ciência ainda não tem uma resposta única, e a própria reportagem deixa claro que os pesquisadores estão investigando fatores combinados.
O caso também mostra que longevidade não deve ser tratada como promessa simples. DNA, alimentação, atividade física, apoio familiar, acesso a cuidados e trajetória de vida podem atuar juntos. Por isso, a importância das irmãs está menos em oferecer uma receita pronta e mais em abrir uma janela rara para a pesquisa.
Um recorde brasileiro que virou pista científica
Ao entrarem no Guinness, Zulina, Zoraide e Levita deixaram de ser apenas uma história familiar impressionante. As três passaram a representar um caso de interesse científico, capaz de ajudar pesquisadores a entender melhor como algumas pessoas atravessam mais de um século de vida com resiliência.
As irmãs brasileiras não carregam, sozinhas, a resposta definitiva para o segredo da longevidade. Mas seus 316 anos somados oferecem uma pista rara para a ciência investigar.
Você acredita que viver mais de 100 anos depende mais da genética, dos hábitos ou do apoio familiar? Deixe sua opinião nos comentários.
