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A beleza oculta da “maravilha geológica” de 2,5 bilhões de anos do Zimbábue aparece do espaço e revela gigante de 550 km recheado de ouro, platina e outros metais

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 22/02/2026 às 12:14 Atualizado em 22/02/2026 às 12:24
Um astronauta não identificado a bordo da Estação Espacial Internacional tirou esta foto impressionante da seção mais ao sul do Grande Dique do Zimbábue. Partes da estrutura foram deslocadas umas das outras por movimentos tectônicos desde sua formação, há 2,5 bilhões de anos. (Crédito da imagem: Programa NASA/ISS)
Um astronauta não identificado a bordo da Estação Espacial Internacional tirou esta foto impressionante da seção mais ao sul do Grande Dique do Zimbábue. Partes da estrutura foram deslocadas umas das outras por movimentos tectônicos desde sua formação, há 2,5 bilhões de anos. (Crédito da imagem: Programa NASA/ISS)
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Imagem capturada do espaço destaca a beleza oculta da “maravilha geológica” de 2,5 bilhões de anos do Zimbábue, formação com cerca de 550 quilômetros de extensão, até 13 quilômetros de largura e colinas que alcançam 450 metros acima dos planaltos.

Um astronauta registrou do espaço a extremidade sul do Grande Dique do Zimbábue, uma estrutura magmática com cerca de 550 quilômetros de extensão e até 13 quilômetros de largura, formada há aproximadamente 2,5 bilhões de anos e rica em minerais valiosos.

A imagem revela a beleza oculta da “maravilha geológica” de 2,5 bilhões de anos do Zimbábue, mostrando a parte mais ao sul da formação, situada a cerca de 125 km de Bulawayo. A fotografia destaca a dimensão e a configuração da extensa camada rochosa.

O Grande Dique atravessa a região central do país, desde áreas próximas à capital Harare, no nordeste, até as proximidades de Bulawayo, no sudoeste. Sua largura varia entre 3 e 13 quilômetros, com colinas que alcançam até 450 metros acima dos planaltos ao redor.

Segundo o Observatório da Terra da NASA, apesar do nome, a estrutura não é um dique. Trata-se de um lopolito, formação que se desenvolve paralelamente às camadas rochosas existentes, com formato mais plano e lenticular, semelhante a um pires.

A beleza oculta da “maravilha geológica” de 2,5 bilhões de anos do Zimbábue vista do espaço

A foto do astronauta evidencia a extremidade meridional da estrutura. O registro amplia a compreensão visual do Grande Dique do Zimbábue, reforçando sua dimensão geográfica e geológica dentro do território nacional.

Em 1983, astronautas a bordo do ônibus espacial Challenger também capturaram uma imagem da metade sul da formação. Posteriormente, em 2003, o satélite Terra da NASA fotografou toda a extensão do lopolito, abrangendo aproximadamente 550 quilômetros.

O registro de 2003 apresentou a estrutura completa vista do espaço, permitindo observar sua continuidade ao longo do território central do Zimbábue. A imagem evidenciou o alinhamento da formação em relação às áreas urbanas e planaltos circundantes.

O satélite Terra da NASA fotografou toda a extensão do Grande Dique do Zimbábue (centro à direita) em 2003. A estrutura tem aproximadamente 550 quilômetros (342 milhas) de comprimento.(Crédito da imagem: NASA/Terra)

Formação geológica com 2,5 bilhões de anos

Geólogos estimam que o lopolito tenha se formado há cerca de 2,5 bilhões de anos. O processo ocorreu quando magma proveniente do manto terrestre subiu gradualmente por falhas nas placas tectônicas.

Esse dado indica que o Grande Dique existe há mais da metade da história estimada da Terra, calculada em aproximadamente 4,5 bilhões de anos. A antiguidade da estrutura reforça sua relevância dentro do registro geológico do planeta.

O magma que deu origem ao lopolito era rico em minerais que normalmente permanecem nas profundezas da crosta terrestre. A ascensão desse material resultou na concentração de diversos recursos minerais ao longo da formação.

De acordo com o Serviço Geológico do Zimbábue, acredita-se que o Grande Dique seja a intrusão ígnea contínua mais longa em qualquer lugar da Terra. Essa classificação se refere a estruturas elevadas formadas por rocha magmática.

Minerais valiosos e atividade de mineração

A presença de minerais valiosos transformou a área em ponto de intensa atividade de mineração. Atualmente, existem pelo menos meia dúzia de grandes minas distribuídas ao longo da extensão do lopolito.

Segundo a revista Mining Zimbabwe, essas operações exploram diferentes recursos presentes na formação. O Observatório da Terra informa que o Grande Dique concentra metais como ouro, níquel, cobre, titânio, ferro, vanádio e estanho.

Entre os recursos, destacam-se vastos depósitos de platina. Em conjunto, esses depósitos são considerados os terceiros maiores do seu gênero na Terra, conforme a Mining Zimbabwe.

A formação também é conhecida por sua cromita invulgarmente pura, com elevados níveis de crómio. O elemento é componente fundamental na produção de aço inoxidável, reforçando a importância econômica da estrutura para o Zimbábue.

Perto de Harare, o projeto Darwendale é um dos exemplos de empreendimento localizado ao longo do Grande Dique. A concentração de minas evidencia a relevância da formação para o setor mineral do país.

Impacto econômico e relevância cultural

Além dos metais, o Grande Dique é rico em rochas utilizadas para escultura. O artista local Michael Nyakusvora descreveu a região como um paraíso para artistas, comparando-a às pedreiras de mármore gregas.

A diversidade mineral e a disponibilidade de materiais para escultura contribuem para diferentes atividades econômicas associadas à formação. A estrutura reúne exploração industrial e produção artística no mesmo território.

Segundo a Mining Zimbabwe, o Grande Dique do Zimbábue é mais do que uma linha no mapa. A publicação o descreve como uma tábua de salvação para oportunidades econômicas e uma maravilha geológica.

A combinação de antiguidade estimada em 2,5 bilhões de anos, extensão de cerca de 550 quilômetros e concentração de minerais estratégicos consolidou o Grande Dique como elemento central na paisagem e na economia do país.

A foto de astronauta, somada aos registros do Challenger em 1983 e do satélite Terra em 2003, amplia a visibilidade internacional da estrutura. A imagem espacial reforça a dimensão física e histórica da formação no território do Zimbábue.

Este artigo foi elaborado com base em informações do Observatório da Terra da NASA, do Serviço Geológico do Zimbábue, da revista Mining Zimbabwe e em registros fotográficos do ônibus espacial Challenger e do satélite Terra da NASA.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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