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40 km por dia a nado no maior rio do mundo: o “Homem Peixe” colombiano cruzou o rio Amazonas desde Cusco, no Peru, até Santarém, no Pará, e denuncia a cada braçada o plástico que polui as águas da Amazônia

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 11/07/2026 às 20:21 Atualizado em 11/07/2026 às 20:23
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40 km por dia no maior rio do mundo: o “Homem Peixe” colombiano atravessou Peru e Brasil a nado, dorme em comunidades ribeirinhas e chegou a Santarém para denunciar o plástico que mata o rio Amazonas
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Na expedição “Amazonas Pulmão”, Wilber Honório Muñoz atravessa o rio Amazonas dormindo em comunidades ribeirinhas, já passou por Manaus, Parintins, Juruti e Óbidos e segue do Pará rumo a Belém contra a poluição por plástico

Imagine acordar todo dia sabendo que precisa cruzar 40 quilômetros de água a nado, com a correnteza do maior rio do planeta empurrando contra você. É essa a rotina de um homem que virou símbolo ambiental na Amazônia. O ativista colombiano Wilber Honório Muñoz, conhecido como “Homem Peixe”, cruza o rio Amazonas a nado para conscientizar a população sobre a poluição causada pelo descarte de plásticos nos rios, segundo o g1, em reportagem de 7 de julho de 2026 da editoria de Santarém e Região.

A marca da travessia impressiona por si só. Muñoz nada em média 40 quilômetros por dia, com paradas noturnas em comunidades ribeirinhas para descansar, registra o g1. Não é prova esportiva, é protesto em forma de braçada.

Quem é o “Homem Peixe” e o que ele faz no rio Amazonas

O apelido combina com a missão, e a origem da travessia mostra o tamanho dela. A expedição, batizada de “Amazonas Pulmão”, começou na nascente do rio Amazonas, em Cusco, no Peru, e o ativista entrou no Brasil pela região de Tabatinga, no Amazonas, detalha o g1.

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O “Homem Peixe” nadando o rio Amazonas rumo a Manaus. Foto: Reprodução/YouTube AFP.

De lá para cá, o roteiro é uma aula de geografia amazônica. Depois de entrar pelo Brasil, o colombiano já passou por Manaus, Parintins, Juruti e Óbidos, tendo como destino final a cidade de Belém, segundo o g1. Em leitura desta redação, devidamente sinalizada: cada uma dessas cidades é uma parada num rio que muita gente atravessa de barco levando dias. Ele faz isso a nado, no músculo, transformando cada quilômetro numa mensagem.

A causa por trás das braçadas: o plástico que sufoca os rios

O que move o “Homem Peixe” não é recorde, é denúncia. O objetivo da expedição “Amazonas Pulmão” é conscientizar a população sobre a poluição causada pelo descarte de plásticos nos rios, reforça o g1.

Em observação desta redação, devidamente sinalizada: a escolha do método é o recado. Muñoz poderia denunciar a poluição de um palanque, mas escolheu colocar o próprio corpo dentro da água que quer proteger. Quem nada 40 quilômetros por dia sente na pele, literalmente, o que boia num rio poluído. É um protesto que não dá para ignorar, porque acontece dentro do problema, não do lado de fora dele.

E o problema que ele aponta é concreto, ainda em leitura sinalizada desta redação a partir da causa descrita pelo g1. O descarte de plástico nos rios da Amazônia vira garrafa, sacola e embalagem que descem a correnteza, se acumulam nas margens e chegam ao mar. No caminho, esse lixo é engolido por peixes e aves, entope igarapés e contamina justamente a água que abastece as comunidades ribeirinhas onde o próprio nadador dorme cada noite. A poluição por plástico não é um detalhe estético do rio Amazonas, é uma ameaça à cadeia inteira que depende dele. Ao nadar em meio a esse cenário, o “Homem Peixe” transforma um dado ambiental abstrato numa imagem que qualquer um entende: um homem cruzando, braçada a braçada, a mesma água que estamos sujando.

A chegada a Santarém: escolta de nadadores e apoio de canoístas

A passagem pelo oeste do Pará teve recepção de herói, organizada pela própria comunidade. Na chegada a Santarém, prevista para a tarde de 8 de julho de 2026, nadadores da equipe “Banco do Cachorro” acompanharam o colombiano nos últimos três quilômetros de travessia até a orla, com desembarque previsto para a escadaria do museu, registra o g1.

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Vista aérea do ativista cruzando o rio a nado. Foto: Reprodução/YouTube AFP.

E a segurança da travessia final teve reforço local. A escolta na água contou com o apoio logístico do grupo de canoagem “Os Pancadas”, detalha o g1. Em leitura sinalizada desta redação: repare como a causa dele contagia. Chega numa cidade e, de repente, nadadores e canoístas locais entram na água para acompanhá-lo. O protesto solitário vira coletivo, e é assim que uma bandeira ambiental ganha corpo, uma cidade ribeirinha de cada vez.

Esse detalhe logístico diz muito sobre a expedição, ainda em observação sinalizada. Um nadador sozinho não atravessa o rio Amazonas sem estrutura: precisa de caiaque de apoio, de gente vigiando a correnteza e o tráfego de barcos, de comunidades dispostas a abrir a porta para o descanso da noite. A travessia do “Homem Peixe” só funciona porque, a cada trecho, ribeirinhos e grupos esportivos locais assumem parte do desafio como se fosse deles. A causa ambiental deixa de ser a bandeira de um colombiano e vira pauta da cidade que o recebe, e talvez seja esse o maior legado de cada parada: não o quilômetro nadado, mas a conversa sobre poluição que ele deixa para trás.

O que vem depois de Santarém: a rota continua rumo a Belém

A parada no Pará é descanso, não fim de linha. O ativista permaneceu em Santarém até domingo, 12 de julho de 2026, e na segunda-feira, 13 de julho, retomou o percurso fluvial em direção a Belém, a capital paraense, segundo o g1.

Por que essa história merece a atenção do leitor brasileiro, em leitura desta redação, devidamente sinalizada? Porque o rio Amazonas não é paisagem distante, é o coração hídrico do Brasil e a fonte de vida de milhões de ribeirinhos que Muñoz encontra a cada parada. O plástico que ele denuncia é o mesmo que aparece nas praias de água doce de Santarém, nos igarapés de Manaus e nas margens de qualquer cidade amazônica. Um colombiano atravessou três países a nado para lembrar disso, e o recado é para quem vive às margens desse rio tanto quanto para quem só o conhece pelo mapa.

Vale ainda uma nota sobre o tamanho físico do desafio, ainda em leitura sinalizada. O rio Amazonas é o maior do mundo em volume de água, com correntezas fortes, trechos larguíssimos onde não se enxerga a outra margem e fauna que inclui de tudo, de arraias a piranhas. Nadar 40 quilômetros por dia nesse ambiente, por meses, é uma proeza física que poucos atletas encarariam nem por esporte, quanto mais como rotina de protesto. É esse contraste, um feito extremo a serviço de uma causa simples, cuidar da água, que faz a expedição “Amazonas Pulmão” viralizar cidade após cidade. Conta pra gente nos comentários: você toparia nadar num rio pela causa em que acredita, e o que acha do protesto do “Homem Peixe” contra a poluição?

Assista: o “Homem Peixe” denuncia o plástico no rio Amazonas

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A expedição foi registrada pela imprensa internacional. Em maio de 2026, a agência AFP publicou “Homem peixe denuncia contaminação por plástico no rio Amazonas a cada braçada”, mostrando Wilber Muñoz na água durante a travessia, exatamente a expedição descrita pelo g1.

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Bruno Teles

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