Executivos da Volkswagen indicam que veículos elétricos devem chegar importados da China, enquanto a produção regional na América Latina deverá focar modelos híbridos
A Volkswagen avalia importar carros elétricos da China para o Brasil e outros países da América Latina, enquanto prepara uma estratégia gradual de eletrificação para a região.
A informação foi divulgada pelo site Motor1 Brasil em 2026, após entrevistas com executivos durante o Volkswagen Road Show realizado no Peru.
Segundo Alexander Seitz, chairman da Volkswagen para a América Latina, a fabricação local de veículos totalmente elétricos a bateria ainda não possui escala industrial suficiente na região.
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Assim, de acordo com o executivo, os carros elétricos deverão chegar importados de mercados onde já existe produção em grande volume, principalmente da China.

Desafios industriais dificultam produção local de carros elétricos
A discussão sobre produção regional de veículos elétricos ganhou destaque durante o evento da Volkswagen realizado no Peru.
Durante a conversa com jornalistas, Alexander Seitz explicou que a América Latina ainda não reúne condições industriais para produzir carros elétricos em grande escala.
Segundo o executivo, os veículos totalmente elétricos dependem fortemente de baterias, o que exige uma cadeia industrial complexa e volumosa.
Por isso, conforme Seitz afirmou no evento, a região ainda não possui escala produtiva para localizar a fabricação desses veículos.
Durante a declaração aos jornalistas, o executivo foi enfático ao comentar o tema.
“Quando falamos de um veículo elétrico a bateria que depende 100% da bateria, ninguém tem escala na região para localizar.”
Além disso, o chairman da Volkswagen acrescentou:
“Quem fala que tem, mente, está fazendo oba-oba.”
Dessa forma, a montadora entende que a eletrificação da América Latina deve avançar de forma gradual, respeitando as limitações atuais da indústria regional.
China assume papel estratégico na eletrificação da Volkswagen
Enquanto isso, a China aparece como um dos pilares da estratégia tecnológica da Volkswagen para a América Latina.
Isso ocorre porque o país concentra algumas das operações mais avançadas do grupo no desenvolvimento de veículos eletrificados e novas tecnologias de propulsão.
De acordo com Alexander Seitz, a cooperação com parceiros chineses já faz parte do planejamento estratégico da empresa.
Essa colaboração envolve principalmente o desenvolvimento de tecnologias híbridas e híbridas plug-in.
Além disso, parte desse trabalho conjunto inclui componentes técnicos importantes, como:
• sistemas eletrônicos
• módulos de bateria
• sistemas de gerenciamento de energia
Segundo o executivo, essas parcerias devem ajudar a ampliar escala e reduzir custos, principalmente em mercados onde a eletrificação ainda enfrenta obstáculos.
Durante o encontro com jornalistas, Seitz explicou que o objetivo é alcançar economias de escala com tecnologias híbridas.
“Vamos trabalhar juntos na tecnologia do híbrido e do plug-in hybrid para atingir economias de escala.”
Produção regional deve focar modelos híbridos
Dentro dessa estratégia, os veículos híbridos e híbridos plug-in devem ter parte da produção localizada na América Latina.
Assim, alguns componentes tecnológicos poderão ser produzidos ou fornecidos pela China.
Entre eles estão principalmente:
• módulos eletrônicos
• sistemas de gerenciamento de bateria
Enquanto isso, a montagem final dos veículos poderá ocorrer em fábricas instaladas na própria região.
Essa lógica busca adaptar a produção às condições industriais da América Latina, enquanto tecnologias mais complexas continuam sendo desenvolvidas em polos com maior escala.
Carros elétricos devem chegar importados da China
Por outro lado, quando o assunto envolve veículos totalmente elétricos, a estratégia será diferente.
Segundo Alexander Seitz, a tendência é que esses modelos cheguem prontos à América Latina, vindos de mercados com produção em larga escala.
Nesse contexto, a China aparece como a principal origem desses veículos.
Durante o evento da Volkswagen no Peru, o executivo resumiu a estratégia de forma direta.
“Esse é o tipo de carro que vamos importar.”
Assim, a eletrificação da Volkswagen na região deverá ocorrer em etapas.
Primeiro, com híbridos e híbridos plug-in produzidos ou adaptados localmente.
Depois, com a chegada gradual de veículos totalmente elétricos importados, principalmente da China.
Diante desse cenário, a estratégia da Volkswagen indica que a transição para veículos elétricos na América Latina será progressiva e alinhada às condições industriais regionais.
Mas, diante dessa estratégia global de eletrificação, a América Latina conseguirá acelerar a adoção de carros elétricos nos próximos anos ou continuará dependente de veículos híbridos por mais tempo?
