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Você pode estar sendo espionado sem saber: ex-integrante da CIA revela como dispositivos comuns viraram ferramentas globais de vigilância

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 04/02/2026 às 11:44 Atualizado em 04/02/2026 às 11:45
Ex-agente da CIA afirma que telefones, smart TVs e carros podem ser usados para vigilância e controle remoto por agências de inteligência.
Ex-agente da CIA afirma que telefones, smart TVs e carros podem ser usados para vigilância e controle remoto por agências de inteligência.
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Declarações de John Kiriakou em podcast internacional reacendem debate sobre vigilância digital ao detalhar capacidades atribuídas a agências de inteligência para acessar remotamente telefones, smart TVs e sistemas veiculares, incluindo escuta ambiental e controle técnico, com base em experiências profissionais e documentos classificados divulgados ao público

A revelação de um ex-agente da CIA reacendeu o debate sobre vigilância digital ao afirmar que telefones, smart TVs e até carros podem ser usados como instrumentos de escuta e controle remoto por serviços de inteligência, segundo relatos feitos em entrevista recente a um podcast internacional.

Revelações de um ex-espião da CIA sobre vigilância em dispositivos pessoais

Durante participação no podcast The Diary of a CEO, o ex-agente da CIA John Kiriakou afirmou que os dispositivos tecnológicos atuais não são seguros e podem ser acessados por diversas agências de inteligência ao redor do mundo.

Segundo ele, telefones, televisores inteligentes e outros aparelhos conectados são alvos potenciais de vigilância constante.

Kiriakou declarou que não apenas agências dos Estados Unidos teriam essa capacidade. Ele citou explicitamente serviços de inteligência de países como Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Rússia, China, Israel e Irã, afirmando que todos dispõem de meios técnicos para invadir dispositivos eletrônicos.

Histórico profissional e condenação de John Kiriakou

O ex-espião da CIA atuou como analista de inteligência e oficial de operações no Centro de Contraterrorismo da agência.

Também exerceu a função de investigador sênior do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, segundo o próprio relato apresentado durante a entrevista.

Em 2012, aos 61 anos, Kiriakou tornou-se o único membro da CIA condenado por expor publicamente o programa de interrogatório aprimorado da agência.

A condenação ocorreu após o vazamento de documentos confidenciais a um jornalista, envolvendo práticas como o afogamento simulado.

Prisão e período de restrição de liberdade

Entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2015, Kiriakou cumpriu pena na Instituição Correcional Federal da Pensilvânia. Após esse período, permaneceu em prisão domiciliar por mais três meses, encerrando o cumprimento de sua sentença relacionada ao caso.

Durante a conversa no podcast, o apresentador Steven Bartlett questionou diretamente sobre a segurança digital dos dispositivos modernos. A pergunta abordou a percepção comum de que smartphones e outros aparelhos pessoais seriam protegidos contra invasões externas.

Capacidades técnicas reveladas e o caso Vault 7

Ao responder, o ex-espião da CIA mencionou as chamadas “Revelações do Vault 7”, ocorridas em 2017.

Segundo ele, um engenheiro de software da CIA descontente teria repassado dezenas de milhares de páginas de documentos ultrassecretos ao WikiLeaks, que publicou o material sob essa denominação.

Entre as capacidades descritas, Kiriakou afirmou que a CIA consegue transformar remotamente o alto-falante de uma smart TV em um microfone funcional, mesmo quando o aparelho está desligado.

De acordo com ele, o dispositivo continuaria captando áudio do ambiente e transmitindo as informações.

Controle remoto de veículos e riscos associados

Outro ponto destacado foi a possibilidade de assumir o controle dos sistemas computadorizados de veículos.

Segundo o ex-agente, essa tecnologia permitiria interferir diretamente na condução, provocando colisões ou acidentes fatais de forma remota, algo que ele classificou como tecnlogia já conhecida internamente.

Kiriakou afirmou que essas capacidades já existiam quando foi contratado pela CIA, ainda na década de 1980, reforçando que se tratam de recursos antigos e amplamente disseminados entre agências de inteligência globais.

Ao final, o ex-espião da CIA reiterou que os dispositivos tecnológicos usados cotidianamente podem estar ouvindo interações pessoais, reforçando a necessidade de cautela no uso dessas ferramentas no mundo moderno.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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