A cidade circular de Brøndby Haveby, perto de Copenhague, combina jardins circulares, 284 lotes e casas de campo usadas por parte do ano. Criada em 1964, a comunidade dinamarquesa usa desenho geométrico para aproximar vizinhos, preservar quintais e manter rotina verde sem moradia permanente o ano inteiro.
A cidade circular de Brøndby Haveby, perto de Copenhague, na Dinamarca, chama atenção por uma paisagem de jardins circulares que parece saída de ficção científica, mas funciona como comunidade real de casas de campo. Criada em 1964, ela reúne 24 círculos, 284 lotes e uso controlado por parte do ano.
Segundo reportagem publicada pelo BrightVibes, o projeto é atribuído ao arquiteto paisagista Erik Mygind e ganhou fama mundial por imagens aéreas que mostram círculos quase perfeitos vistos do alto. O modelo foi pensado para unir privacidade, convivência entre vizinhos e contato com hortas, quintais e espaços ao ar livre.
Vista do alto parece cenário impossível

De cima, Brøndby Haveby impressiona porque foge do padrão comum de ruas retas, quadras fechadas e bairros compactos. Os lotes formam círculos organizados, com casas distribuídas ao redor de áreas verdes e caminhos internos.
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A primeira reação costuma ser de estranhamento. A cidade circular parece um desenho futurista, mas nasceu de uma lógica simples: aproximar pessoas, jardins e convivência em uma estrutura visualmente marcante.
Brøndby Haveby fica perto de Copenhague
A comunidade está localizada nos arredores de Copenhague, em uma região que permite aos moradores urbanos escapar da rotina da capital dinamarquesa. O espaço funciona como refúgio de fim de semana, temporada e contato com a natureza.
Essa proximidade ajuda a explicar o interesse pelo lugar. Brøndby Haveby não é uma vila isolada no campo, mas um conjunto planejado perto de uma grande cidade, criado para oferecer respiro verde sem romper totalmente com a vida urbana.
Cidade circular nasceu em 1964

O conjunto foi criado em 1964, período em que ideias de planejamento urbano, vida comunitária e jardins de uso sazonal ganharam força em várias partes da Europa. A proposta não era construir um bairro residencial comum.
A intenção era criar uma comunidade de jardins, com casas pequenas, áreas cultiváveis e espaços de convivência. A cidade circular nasceu como alternativa ao ritmo urbano, não como substituta integral da moradia permanente.
Erik Mygind buscou inspiração em vilas antigas
O desenho de Brøndby Haveby é associado ao arquiteto paisagista Erik Mygind. A ideia circular dialoga com antigas vilas dinamarquesas, onde um espaço central funcionava como ponto de encontro e convivência.
Essa referência ajuda a entender o formato. O círculo não foi usado apenas para criar uma imagem bonita vista do céu, mas para estimular encontros, circulação e sensação de comunidade entre vizinhos.
São 24 círculos de jardins

Atualmente, Brøndby Haveby é descrita como formada por 24 círculos de jardins. Cada círculo reúne lotes e casas em uma organização que cria identidade visual própria dentro do conjunto maior.
Esse número reforça a escala da proposta. Não se trata de um único experimento isolado, mas de uma cidade circular composta por várias pequenas comunidades organizadas em torno de jardins.
Comunidade reúne 284 lotes
O conjunto possui 284 lotes, segundo a fonte. Cada lote combina área construída, espaço de jardim e possibilidade de cultivo, mantendo a lógica de refúgio verde para quem vive em ambiente urbano.
A estrutura valoriza a relação entre casa e quintal. Em vez de priorizar apenas moradia interna, Brøndby Haveby coloca o jardim no centro da experiência cotidiana de quem usa o espaço.
Casas são usadas por parte do ano
Uma das regras mais importantes é que ninguém pode viver ali o ano inteiro. As normas locais impedem a ocupação permanente por mais de seis meses ao ano, preservando o caráter sazonal da comunidade.
Esse detalhe muda completamente a leitura do lugar. A cidade circular não é um bairro comum, mas uma área de uso controlado, pensada para descanso, cultivo e convivência em períodos específicos.
Jardins são parte da identidade local

Os jardins têm papel central na paisagem de Brøndby Haveby. Eles não são apenas decoração, mas parte da lógica social, visual e ambiental do projeto, com quintais amplos e áreas voltadas ao cultivo.
A fonte relata que os jardins são alugados, enquanto as casas pertencem aos donos. Essa combinação cria um modelo particular: propriedade privada da construção, mas uso regulado do espaço verde.
Regras impedem transformação em bairro comum
A limitação de moradia anual ajuda a evitar que o conjunto vire uma expansão residencial convencional. Ao impedir ocupação permanente, a regra preserva a função de casa de campo, horta e refúgio sazonal.
Isso também mantém a dinâmica do lugar. Brøndby Haveby continua ligada à cultura dos jardins de lazer, em vez de virar apenas mais um bairro suburbano perto de Copenhague.
Formato circular aproxima vizinhos
O desenho em círculos cria caminhos e pontos de encontro mais visíveis. As casas ficam voltadas para uma composição que incentiva a percepção de vizinhança e reduz a sensação de isolamento total.
Ao mesmo tempo, cada lote mantém seu próprio jardim. A cidade circular equilibra convivência e privacidade, permitindo que moradores tenham espaço individual sem perder a referência comunitária.
O centro funciona como ponto simbólico

A inspiração em aldeias tradicionais aparece na ideia de um centro comum. Nas vilas antigas, o ponto central podia reunir notícias, encontros e interação cotidiana entre moradores.
Em Brøndby Haveby, essa memória se traduz na forma urbana. Mesmo sem reproduzir exatamente uma aldeia histórica, o projeto usa o círculo para recuperar a ideia de proximidade social.
Casas pequenas reforçam uso de temporada
As construções são descritas como pequenas casas de campo, com cerca de 50 m² em parte das referências sobre o local. O tamanho reforça a função de permanência temporária, mais voltada ao descanso do que à vida residencial completa.
Essa escala combina com o conceito do conjunto. A casa serve como apoio para o jardim, para o fim de semana e para o verão, enquanto o espaço externo assume papel tão importante quanto o interior.
Brøndby Haveby viralizou pelas imagens aéreas
A fama internacional cresceu com fotografias aéreas que destacam os círculos verdes em meio à malha urbana. O contraste entre geometria, hortas e casas pequenas tornou o local altamente compartilhável nas redes.
Essa viralização mostra o poder visual da paisagem. Quando vista do chão, Brøndby Haveby é uma comunidade de jardins; quando vista do alto, parece uma peça de urbanismo quase cinematográfica.
Cidade circular mistura ordem e natureza
O mais curioso é o equilíbrio entre controle geométrico e vida orgânica. O traçado é preciso, mas os jardins mudam conforme cultivo, estação, uso dos moradores e cuidado individual de cada lote.
Essa combinação dá personalidade ao lugar. A cidade circular parece rígida no mapa, mas ganha variação na prática, porque cada jardim revela escolhas, plantas e rotinas diferentes.
Modelo conversa com a cultura dinamarquesa de cabanas
A Dinamarca tem tradição de casas menores usadas como refúgio fora da moradia principal. Brøndby Haveby se encaixa nessa cultura, oferecendo um espaço de pausa para quem vive em áreas urbanas.
O resultado é uma forma de morar parcialmente no campo sem abandonar a cidade. A comunidade transforma o fim de semana, o verão e o cultivo doméstico em parte de um estilo de vida organizado por regras.
Não é condomínio de luxo tradicional
Apesar da aparência impressionante, Brøndby Haveby não deve ser confundida com condomínio fechado de luxo no sentido comum. O foco está menos em ostentação e mais em jardim, uso sazonal e convivência comunitária.
Esse detalhe é importante para não distorcer a pauta. A força da cidade circular está no desenho, no uso social do espaço e na relação com a natureza, não em mansões ou edifícios sofisticados.
O que o desenho revela sobre urbanismo
Brøndby Haveby mostra como a forma de um lugar pode influenciar comportamento. Ao organizar casas e jardins em círculos, o projeto cria outra percepção de vizinhança, distância e encontro.
Esse tipo de planejamento provoca debate. Será que bairros poderiam aproximar pessoas apenas mudando o desenho das ruas, dos lotes e dos espaços comuns? Brøndby Haveby sugere que sim.
Uma comunidade real com aparência de ficção
A cidade circular de Brøndby Haveby prova que uma paisagem pode parecer futurista sem deixar de ser simples. Perto de Copenhague, 24 círculos, 284 lotes, casas de campo e regras de uso sazonal criaram uma comunidade que une horta, descanso e convivência.
Vista do alto, ela parece cenário de filme; vista de perto, revela uma resposta prática ao desejo de ar livre, vizinhança e pausa urbana. Você moraria alguns meses por ano em uma comunidade circular como essa ou acharia estranho viver em um lugar tão planejado? Comente sua opinião.

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