A virada científica ganhou força após a China alcançar US$ 1,03 trilhão em pesquisa e desenvolvimento em 2024, ultrapassando os US$ 1,01 trilhão dos Estados Unidos e reforçando uma disputa que envolve tecnologia, universidades, laboratórios, produção científica e competitividade econômica.
China agora investe mais que os EUA em pesquisa científica e tecnológica, em uma virada científica que marca a primeira ultrapassagem chinesa sobre os Estados Unidos no volume total destinado a pesquisa e desenvolvimento. Em 2024, os investimentos chineses chegaram a US$ 1,03 trilhão, acima dos US$ 1,01 trilhão registrados pelos norte-americanos.
O avanço encerra um ciclo de especulação dentro da comunidade de política científica e coloca os dois países acima da marca de US$ 1 trilhão em gastos com pesquisa. O salto chinês ocorreu no ano mais recente com dados disponíveis e reforça o peso da ciência na disputa por liderança tecnológica global.
A virada científica também aparece associada ao risco de perdas econômicas para os Estados Unidos. A mudança no ritmo de investimento pode custar à América US$ 1 trilhão na próxima década, em um cenário no qual a capacidade de inovar passa a ter impacto direto sobre competitividade, indústria e influência tecnológica.
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Crescimento chinês passou de 14% ao ano desde 2004
O avanço não surgiu de forma isolada. Desde 2004, os gastos chineses com pesquisa e desenvolvimento cresceram mais de 14% ao ano, ritmo superior ao dobro do registrado pelos Estados Unidos no mesmo período.
Esse crescimento reflete a ênfase chinesa em ciência e inovação dentro de seus planos de longo prazo. A China agora investe mais que os EUA em pesquisa científica e tecnológica porque transformou o financiamento à inovação em parte recorrente de sua estratégia nacional.
A intensidade de pesquisa e desenvolvimento da China também subiu. O país chegou a 2,7% do Produto Interno Bruto destinado à área, percentual que aproximou a economia chinesa de outras economias avançadas da OCDE nesse indicador.
Publicações, IA e fusão reforçam a virada científica
A virada científica aparece em diferentes frentes de produção e infraestrutura. Instituições chinesas passaram a dominar rankings do Nature Index, que acompanha publicações em periódicos científicos de destaque, enquanto pesquisadores chineses ampliaram influência no cenário global.
A China também se consolidou como desafiante em informação quântica, com uma rede experimental de comunicações quânticas ligando Pequim, Xangai e outras cidades. A conexão também inclui comunicação por satélite com a África do Sul.
Na inteligência artificial, a China avançou em número de pesquisadores e produção. O país também aparece associado ao EAST, tokamak supercondutor avançado localizado em Hefei, citado entre as principais instalações de fusão do mundo por seus recordes de sustentação de plasma de longa duração.
Outro ponto relevante está na infraestrutura científica. A China construiu alguns dos ímãs mais potentes e um dos maiores síncrotrons do mundo, equipamentos importantes para descobertas em química, ciência dos materiais e biologia.
EUA ainda mantêm vantagens, mas perdem liderança no gasto bruto
A ultrapassagem nos gastos totais não elimina diferenças entre os sistemas de pesquisa dos dois países. Volume financeiro, número de publicações e força de trabalho científica funcionam como entradas do processo, enquanto resultados dependem da capacidade de transformar pesquisa em descobertas, tecnologias e benefícios sociais.
Os Estados Unidos ainda são citados como referência em ambientes abertos, universidades de ponta, financiamento por mérito e atração de talentos. A China, por sua vez, opera com modelo mais coordenado, direcionado e disciplinado, com forte capacidade de escalar tecnologias e fechar lacunas.
Mesmo assim, a China agora investe mais que os EUA em pesquisa científica e tecnológica, e esse dado se tornou um indicador direto da ascensão chinesa. A diferença entre US$ 1,03 trilhão e US$ 1,01 trilhão é pequena em valores absolutos, mas simbólica para a disputa por liderança científica.
Orçamento americano entra no centro da disputa
A divulgação da ultrapassagem chinesa ocorre em meio à expectativa sobre o pedido orçamentário do ano fiscal de 2027 da Casa Branca. O pedido anterior, para 2026, buscava cortes acentuados em ciência, mas o Congresso rejeitou a maior parte dessas propostas.
A continuidade dos investimentos passou a ocupar posição central no debate sobre competitividade. A virada científica chinesa pressiona os Estados Unidos em um momento em que pesquisa, tecnologia e inovação aparecem cada vez mais ligadas a produtividade, segurança econômica e influência internacional.
No fim, a China agora investe mais que os EUA em pesquisa científica e tecnológica e transformou a marca de US$ 1,03 trilhão em um sinal de mudança na corrida global por inovação. A virada científica não se resume ao gasto bruto, mas o novo patamar coloca a disputa entre os dois países em outro nível.
China passa os EUA nos gastos com pesquisa e acende um alerta bilionário: a virada tecnológica que pode tirar da América até US$ 1 trilhão na próxima década se Washington continuar perdendo terreno na corrida global
Com informações Zme Science

E só mais uma das dezenas de coisas que a China passou os EUA