Em Brasil, 205.587 venezuelanos passaram a receber Bolsa Família em setembro de 2025 para enfrentar vulnerabilidade do país vizinho, provocando pressão no orçamento do Governo e no bolso dos brasileiros.
A crise migratória ligada à Venezuela, presente desde 2014, mudou rapidamente o perfil de estrangeiros atendidos pelo Bolsa Família no Brasil.
Dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) mostram uma escalada expressiva ao longo dos últimos anos, com forte concentração na região Norte do país.
O detalhe que mais chama atenção é a velocidade do avanço: de pouco mais de 1 mil beneficiários no fim de 2017 para mais de 205 mil em 2025, mesmo com uma queda recente no período entre 2024 e 2025.
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Salto de 2017 a 2025 levou o total de venezuelanos no Bolsa Família para mais de 205 mil
Segundo o MDS, o número de venezuelanos atendidos pelo Bolsa Família passou de 1.076 no final de 2017 para 205.587 em setembro de 2025, um volume mais de 190 vezes maior.
Outro levantamento descreve o mesmo movimento em oito anos, citando a passagem de 1.062 no final de 2017 para 205 mil em setembro de 2025.
Ainda de acordo com o MDS, em 2021 o total chegou a 54.477 e mais do que dobrou até 2023, quando alcançou 185.633 pessoas.
Na plataforma do MDS consultada para os dados, não estavam disponíveis os números de 2022.
Queda entre 2024 e 2025 apareceu nos dados e mudou o ritmo do avanço
Apesar do crescimento acumulado, houve diminuição entre 2024 e 2025, de 218.777 mil para 205.587 mil, conforme os números apresentados no levantamento.
O movimento ocorre junto de uma redução do ritmo de entrada de novos migrantes, e técnicos apontam tendência de estabilização do total de beneficiários, com foco em qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho para diminuir a dependência do programa.
Norte lidera a concentração em 2025, e Roraima aparece na frente com 56.669 pessoas
O levantamento indica que, em 2025, a maior parte dos imigrantes venezuelanos beneficiários vivia na região Norte, com 46% do total.
Em seguida aparece a região Sul, com 32%.
Entre os estados com maior número de venezuelanos no programa estão Roraima (56.669), Paraná (30.889) e Amazonas (30.231).
Outro dado citado é que São Paulo aparece como um dos principais polos, com cerca de 26 mil venezuelanos cadastrados em programas sociais federais.
Operação Acolhida, CPF e Cadastro Único abriram caminho para o acesso ao benefício
O crescimento acompanhou o aumento do fluxo migratório, especialmente a partir de 2018, quando estados do Norte como Roraima e Amazonas passaram a registrar pressão constante sobre serviços públicos e estruturas de acolhimento.
Com a implementação da Operação Acolhida, houve avanço em regularização migratória, emissão de CPF e inscrição no Cadastro Único, requisitos necessários para acesso ao programa social.
Regras são iguais às dos brasileiros, renda de até R$ 218 por pessoa e benefício médio de R$ 780
Segundo o MDS, a participação de pessoas nascidas fora do Brasil no Bolsa Família é possível desde a criação do programa, em 2003.
A pasta afirma que não há impedimento legal para que estrangeiros residentes no país componham famílias beneficiárias, conforme previsto na Constituição Federal de 1988.
Em nota, o ministério declarou que todas as famílias inscritas no Cadastro Único, independentemente da nacionalidade e da situação jurídica (imigrante ou refugiado), passam por análise mensal de elegibilidade para ingresso no programa.
Os critérios de acesso seguem os mesmos aplicados aos brasileiros, com renda familiar per capita de até R$ 218 mensais.
O valor médio do benefício recebido por essas famílias é de aproximadamente R$ 780 por mês, e a maioria vive em vulnerabilidade social, com presença de crianças, adolescentes ou idosos.
O programa exige condicionalidades, como frequência escolar mínima de 60% e calendário de vacinação atualizado.
Venezuelanos já são a maioria entre estrangeiros no Bolsa Família, e o custo estimado chega a R$ 1,5 bilhão por ano
Dados do MDS indicam que os venezuelanos correspondem a 61% dos 331 mil estrangeiros de 211 nacionalidades atualmente incluídos no Bolsa Família.
O impacto fiscal do atendimento a estrangeiros no programa é estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão por ano, tema que entra em discussões sobre orçamento público e políticas migratórias.
Enquanto isso, o Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2025, apontou que a Venezuela se tornou a principal origem de estrangeiros no Brasil, superando Portugal.
Ao todo, 271.514 venezuelanos viviam no país em 2022, número quase 94 vezes maior do que o registrado 12 anos antes.
A venezuelana Rockmillis Basante, fundadora da Irmandade Sem Fronteiras, afirma que o Bolsa Família é fundamental para imigrantes que chegam em extrema vulnerabilidade, sem falar o idioma, sem conhecer ninguém e sem casa.
Segundo ela, o benefício é oferecido aos imigrantes da mesma forma que aos brasileiros, com o mesmo processo e o mesmo tempo de espera.
Ao mesmo tempo, Basante avalia que o Bolsa Família deveria ser uma ajuda emergencial e não contínua, com uma avaliação mais profunda sobre o tempo necessário, além de ferramentas para que os imigrantes possam crescer e contribuir com o país.
Ela relata que recebeu o benefício quando chegou ao Brasil em 2018, após sair da Venezuela por questões políticas, e hoje diz que não precisa mais do Bolsa Família para viver.
E você, o que pensa sobre esse cenário: o Bolsa Família deve atender imigrantes nas mesmas regras dos brasileiros quando há vulnerabilidade comprovada, ou deveria ter um prazo limitado e uma avaliação mais rígida? Com números que já passam de 205 mil venezuelanos em 2025, a discussão envolve solidariedade, orçamento público e integração no mercado de trabalho. Comente sua opinião.

Só faltava essa.
Tanto o povo brasileiro quanto o povo Venezuelano, querem trabalho e dignidade não uma miséria dada pelo governo, porque não criam o bolsa trabalhador, te garanto que iriam ser preenchidas as vagas de trabalhos abertas no Brasil, o Lula fala que o salario é baixo pago pelas empresas, oque falar do valor pago do bolsa família, que na verdade é pago por quem trabalha. O governo quer um povo **** e ignorante para manipular. Com certeza uma pelarte realmente precise do bolsa família, mas tem tanta gente que pode trabalhar, não assina carteira e não vai se aposentar, isso que o nosso governo quer. Caiam na realidade a chance de mudança é neste ano!
O Bolsa família nada mais é do que uma compra de voto desse governo **** e ****, isso é uma maneira desses participantes não quererem melhorar de vida, não pactuo com essa forma de ajuda, pois trabalho existe de um dia pra outro, basta querer.