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Vendedora ambulante ergue a própria casa de 15 m² no Quênia com painéis de raiz de cogumelo e gasta só US$ 208 nas paredes, contra US$ 1.000 do tijolo comum

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 29/06/2026 às 16:03 Atualizado em 29/06/2026 às 16:05
A vendedora ambulante Jedidah Murugi ergueu no Quênia a casa de cogumelo da MycoTile por US$ 208 nas paredes, contra US$ 1.000 do tijolo comum.
A vendedora ambulante Jedidah Murugi ergueu no Quênia a casa de cogumelo da MycoTile por US$ 208 nas paredes, contra US$ 1.000 do tijolo comum.
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No Quênia, a vendedora ambulante Jedidah Murugi ergueu a própria casa de cogumelo, de 15 m², usando painéis de raiz de cogumelo da empresa MycoTile, e gastou apenas US$ 208 nas paredes, contra cerca de US$ 1.000 que pagaria com tijolo comum.

Construir uma casa por menos de US$ 210 parece impossível, mas foi o que fez uma vendedora ambulante no Quênia. Jedidah Murugi ergueu a própria casa de 15 metros quadrados usando painéis feitos de raiz de cogumelo, e gastou apenas cerca de US$ 208 nas paredes. Com tijolo comum, as mesmas paredes custariam por volta de US$ 1.000, ou seja, ela construiu por menos de um quarto do preço.

O caso foi divulgado pela Associated Press, agência de notícias que visitou o projeto. Os painéis vieram da MycoTile, empresa queniana que transforma o micélio, a parte que parece raiz do cogumelo, em material de construção barato. Para Jedidah Murugi, o que importava não era a moda do material, e sim o preço que cabia no bolso.

US$ 208 nas paredes, contra US$ 1.000 do tijolo

A vendedora ambulante Jedidah Murugi ergueu no Quênia a casa de cogumelo da MycoTile por US$ 208 nas paredes, contra US$ 1.000 do tijolo comum.
O número é o coração da história.

Jedidah Murugi gastou cerca de 26.880 xelins quenianos, o equivalente a uns US$ 208, nos painéis que ergueram as paredes da sua casa de 15 metros quadrados.

Para erguer as mesmas paredes com tijolo comum, ela teria desembolsado perto de US$ 1.000, quase cinco vezes mais. A diferença de preço é o que torna a casa de cogumelo uma alternativa real para quem não tem muito dinheiro.

Não é luxo sustentável de revista, é economia de verdade na conta final. Para uma vendedora ambulante, esse corte de custo significa a diferença entre ter ou não ter casa própria.

Quem é Jedidah Murugi

Por trás do feito há uma mulher comum com uma decisão ousada. Jedidah Murugi é vendedora ambulante no Quênia, e em vez de esperar uma moradia cair do céu, decidiu construir a própria casa com um material que quase ninguém tinha testado.

Ela apostou nos painéis de cogumelo num momento em que o tijolo estava fora do seu orçamento, e deu certo. Não era engenheira nem tinha grande capital: tinha necessidade e coragem de experimentar.

A casa de 15 metros quadrados virou prova de que dá para resolver moradia com criatividade. Hoje Jedidah Murugi mora no que construiu, pagando uma fração do que pagaria no jeito tradicional.

Como funciona a casa de cogumelo

A vendedora ambulante Jedidah Murugi ergueu no Quênia a casa de cogumelo da MycoTile por US$ 208 nas paredes, contra US$ 1.000 do tijolo comum.
O segredo está num material que cresce, em vez de ser fabricado a quente.

A casa de cogumelo é feita com painéis de micélio, a estrutura parecida com raiz que o cogumelo forma, misturado a fibras naturais e moldado em placas pela MycoTile.

Esses painéis servem de parede e de isolamento, e custam uma fração do preço dos tijolos de barro. Não é cogumelo solto na parede: é um material rígido e leve, resultado do micélio que cresce e depois é seco.

Para o morador, o que se vê é uma placa de construção comum, só que barata e sustentável. É a casa de cogumelo funcionando como qualquer outra parede.

Quente de dia, fria de noite? Na verdade, o contrário

A grande dúvida de quem ouve falar de parede de cogumelo é o conforto. Jedidah Murugi garante que não há grande diferença de qualidade entre a casa de tijolo e a de painéis de cogumelo.

Segundo ela, a casa “não é fria à noite e nem quente durante o dia”, ou seja, o material isola bem a temperatura. Em vez de virar um forno no calor do Quênia ou gelar de madrugada, a casa mantém um clima agradável.

Esse isolamento é um dos trunfos do micélio, que segura melhor a temperatura do que muito material comum. No fim, a moradora trocou tijolo por cogumelo sem perder conforto.

A MycoTile e a produção em Nairóbi

A casa de Jedidah não é caso isolado, é parte de um negócio que cresce. A MycoTile produz hoje cerca de 3 mil metros quadrados de material por mês, no Quênia.

A empresa usa instalações do Instituto Queniano de Pesquisa e Desenvolvimento Industrial, em Nairóbi, onde tem acesso às máquinas para fabricar os painéis. Com esse apoio, a MycoTile consegue baratear a produção e atender mais gente.

Os painéis vão de isolamento de parede e telhado até decoração de interiores. É a prova de que a casa de cogumelo saiu do experimento e virou produto de verdade no mercado queniano.

Por que isso importa para a moradia

O caso de Jedidah toca num problema enorme: o preço de construir. Em muitos lugares, inclusive no Quênia, o custo do tijolo e do cimento deixa a casa própria fora do alcance de milhões de pessoas.

Um material que corta o gasto das paredes para um quinto pode abrir a porta da moradia para quem nunca teve essa chance. Para uma vendedora ambulante, pagar US$ 208 em vez de US$ 1.000 muda tudo.

Some-se a isso o lado sustentável, já que o cogumelo cresce de resíduo agrícola e não depende de forno de barro poluente. Barato e ecológico ao mesmo tempo é uma combinação rara na construção.

O que o caso de Jedidah Murugi mostra

A maior lição é sobre resolver problema grande com solução simples. Jedidah Murugi provou que uma vendedora ambulante pode erguer a própria casa de cogumelo gastando uma fração do preço do tijolo.

Vale, claro, manter o pé no chão. A casa de cogumelo ainda é novidade, depende de empresas como a MycoTile para produzir os painéis, e precisa ganhar escala e confiança para virar opção comum de moradia.

Ainda assim, ver alguém construir um lar de 15 metros quadrados por US$ 208 no Quênia é o tipo de notícia que mostra um caminho mais barato para morar. De vendedora ambulante a dona da própria casa, Jedidah escolheu inovar onde o bolso apertava, e provou que, às vezes, a chave da moradia pode estar num cogumelo.

E você, moraria numa casa feita de painéis de cogumelo se ela custasse um quinto do tijolo? Conta pra gente nos comentários o que acha desse tipo de material barato para construir.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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