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El Niño pode virar aliado do campo e favorecer safras de milho e soja no Brasil e na Argentina, enquanto preços dos alimentos ganham chance de alívio

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Escrito por Viviane Alves Publicado em 29/06/2026 às 16:47 Atualizado em 29/06/2026 às 16:49
Lavoura de milho em área rural com estrada de terra ao lado, em cenário que representa o impacto do El Niño nas safras agrícolas do Brasil.
Plantação de milho em área rural brasileira ilustra o cenário analisado pela Oxford Economics, que aponta possíveis benefícios do El Niño para safras de grãos no Brasil e na Argentina.
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Relatório da Oxford Economics indica que os dois países estão entre os menos vulneráveis ao fenômeno e podem receber condições favoráveis para a produção de grãos

O El Niño pode trazer um alívio inesperado para o agronegócio do Brasil e da Argentina, principalmente nas regiões produtoras de milho e soja.

Um relatório da Oxford Economics, divulgado em 25 de junho de 2026, colocou os dois países entre os menos expostos à alta dos preços dos alimentos.

Chuvas mais intensas podem melhorar as condições de determinadas lavouras e, consequentemente, favorecer a produção de grãos.

Os efeitos, porém, não deverão ocorrer de maneira uniforme. Milho e soja podem ser beneficiados, enquanto alimentos frescos ainda podem enfrentar aumentos temporários.

Relatório analisa riscos em 20 mercados emergentes

A Oxford Economics avaliou os possíveis impactos do El Niño sobre a produção e os preços dos alimentos em 20 mercados emergentes.

O levantamento classificou a América do Sul como a região menos vulnerável aos riscos relacionados ao fenômeno climático.

Brasil e Argentina aparecem entre os países com menor exposição. Ambos também apresentam maior possibilidade de receber condições favoráveis para culturas agrícolas importantes.

Os principais produtos que podem ser favorecidos são:

  • Milho;
  • Soja.

Melhores resultados nessas lavouras podem ajudar a reduzir pressões mais amplas sobre os preços dos alimentos.

El Niño modifica chuvas e condições agrícolas

O El Niño é marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, fator capaz de alterar os padrões climáticos em diferentes partes do mundo.

Algumas regiões produtoras podem enfrentar períodos de seca. Outras áreas, por sua vez, podem registrar volumes maiores de chuva.

Regiões agrícolas do Brasil e da Argentina podem receber precipitações favoráveis ao desenvolvimento das safras.

O resultado dependerá, principalmente, da localização, da regularidade e da intensidade das chuvas.

Chuvas podem favorecer milho e soja

Chuvas mais intensas podem beneficiar áreas produtoras do Brasil e da Argentina, conforme a avaliação da Oxford Economics.

A umidade adicional pode oferecer melhores condições para o desenvolvimento das plantações de milho e soja.

Uma produção mais robusta também pode diminuir o risco de falta generalizada de grãos.

O principal problema previsto para a América Latina, portanto, não está relacionado a uma ampla escassez desses produtos.

As maiores ameaças deverão ficar concentradas em oscilações pontuais nos preços dos alimentos frescos.

Inundações podem afetar produtos frescos

O aumento das chuvas também pode provocar inundações em determinadas regiões.

Interrupções no transporte e no abastecimento podem afetar temporariamente diferentes produtos, como:

  • Hortaliças;
  • Tubérculos;
  • Frutas;
  • Peixes.

Consumidores podem enfrentar aumentos localizados nos preços desses alimentos durante os períodos de interrupção.

O relatório destaca, entretanto, que essas alterações não representam uma escassez generalizada na região.

Peru aparece entre os países mais expostos

O Peru está entre os países mais vulneráveis aos efeitos do El Niño, principalmente por causa dos riscos relacionados à atividade pesqueira.

Mudanças nas condições das águas do Pacífico podem reduzir a disponibilidade de peixes e prejudicar a produção do setor.

A queda na atividade pesqueira pode pressionar os preços e afetar o abastecimento no mercado peruano.

Os impactos do El Niño, dessa forma, deverão variar consideravelmente entre os países da América Latina.

Alta dos preços tende a ser temporária

As oscilações nos preços dos alimentos frescos podem ser intensas durante determinados períodos, segundo a Oxford Economics.

Esses aumentos, contudo, tendem a ser temporários, sobretudo quando resultam de interrupções localizadas no abastecimento.

Bancos centrais geralmente tratam essas variações como choques pontuais, e não como riscos permanentes para a inflação.

A duração dos impactos dependerá das condições climáticas registradas em cada região.

América do Sul pode enfrentar efeitos limitados

A América do Sul aparece em uma posição mais favorável do que outros mercados emergentes avaliados.

Brasil e Argentina podem transformar o aumento das chuvas em melhores condições para as safras de milho e soja.

Inundações ainda podem prejudicar alimentos frescos e provocar aumentos temporários nos preços.

O El Niño pode, assim, favorecer parte da produção agrícola, embora alguns setores permaneçam expostos a dificuldades pontuais.

Na sua opinião, o El Niño deve ajudar as safras brasileiras ou os riscos de inundações merecem maior preocupação? Deixe seu comentário!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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