Véio da Havan, Luciano Hang, percorreu Torres e Tramandaí no litoral do Rio Grande do Sul, avaliando terrenos para novas megalojas após faturamento recorde em 2025. A Havan fala em 15 a 25 aberturas em 2026, com Taquara na RS-115 e estreia prevista no primeiro semestre segundo relato publicado hoje.
O véio da Havan voltou a mirar o mapa do Rio Grande do Sul com uma agenda objetiva no litoral, identificar áreas com condições técnicas para receber novas megalojas. O deslocamento de Luciano Hang por Torres e Tramandaí foi descrito como parte de um plano de expansão que tenta aproveitar o embalo de um resultado histórico da Havan em 2025.
A movimentação ocorre enquanto a rede sinaliza que pode abrir de 15 a 25 unidades em 2026. Por trás do roteiro do véio da Havan, o que aparece é uma disputa por localização, acesso rodoviário e visibilidade comercial em cidades turísticas e corredores que funcionam como porta de entrada para fluxos sazonais de consumo.
O roteiro no litoral e a lógica do terreno
Em 23 de fevereiro de 2026, Luciano Hang chegou a Torres por volta das 9 horas, sobrevoou a cidade e visitou imóveis considerados com potencial para uma megaloja.
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Na sequência, seguiu para Tramandaí e repetiu o mesmo movimento, buscando áreas com condições técnicas de receber o investimento.
Nesse recorte, o véio da Havan não trata Torres e Tramandaí como apostas simbólicas, e sim como pontos de teste para megalojas em um litoral que já tem uma unidade em Capão da Canoa.
A leitura é de captação de demanda regional, com o turismo como acelerador e a malha viária como filtro decisivo de viabilidade.
O recorde de 2025 e o combustível financeiro da expansão
O impulso mais visível para esse giro do véio da Havan vem do balanço divulgado para 2025.
A Havan informou ter atingido o melhor resultado de sua história, com 184 lojas e faturamento de R$ 18,5 bilhões, crescimento de 16% em relação ao ano anterior.
O lucro líquido foi de R$ 3,5 bilhões, o tíquete médio aumentou 8% e um total de 190 milhões de clientes passou pelas lojas ao longo do ano.
Esses números mudam o tom da expansão, porque sugerem capacidade de investimento para acelerar megalojas sem depender apenas de expectativas, ancorando a estratégia em caixa e escala já consolidados.
Por que o Rio Grande do Sul virou alvo de megalojas
O Rio Grande do Sul aparece no roteiro do véio da Havan por uma combinação simples de geografia comercial e oportunidade.
Torres e Tramandaí concentram fluxo sazonal forte e, ao mesmo tempo, operam como cidades com influência sobre municípios vizinhos, o que amplia o raio de atração de uma megaloja.
Além disso, o Estado já tem histórico recente de expansão da rede, com megaloja em Capão da Canoa e previsão de inauguração em Taquara, às margens da RS-115, na subida para a Região das Hortênsias.
Para uma rede de megalojas, a escolha do endereço é metade do negócio, porque determina acesso, giro de estacionamento, tempo de deslocamento e capacidade de puxar consumo de quem passa.
O plano de 2026, de 15 a 25 aberturas, e o papel de Taquara
A projeção da Havan para 2026 aponta abertura entre 15 e 25 unidades. Esse intervalo é amplo, mas serve como sinal de intenção e de ritmo, sobretudo quando o véio da Havan aparece pessoalmente na etapa de prospecção e validação de terrenos.
Taquara, citada como uma das cidades que devem receber investimento, tem previsão de inauguração no primeiro semestre de 2026.
A localização às margens da RS-115, no caminho para a Região das Hortênsias, funciona como exemplo do padrão que a empresa costuma buscar em megalojas, rota de tráfego, visibilidade e capacidade de receber fluxo de consumidores além do público local.
Torres e Tramandaí, impactos prováveis e o que ainda falta esclarecer
Para cidades como Torres e Tramandaí, a chegada de uma megaloja costuma mexer com circulação e oferta de empregos, mas o ponto mais imediato é logístico. Onde a loja entra, como o entorno absorve veículos e como o acesso se integra à malha urbana passam a ser perguntas práticas para moradores, prefeitura e comércio local.
Há também o efeito de competição, uma megaloja tende a reorganizar a paisagem varejista ao atrair consumidores de bairros e municípios próximos. Isso pode beneficiar serviços do entorno e pressionar pequenos negócios, dependendo de como a economia local responde ao aumento de fluxo e à mudança de hábitos de compra.
No meio desse movimento, Luciano Hang publicou nas redes a frase “Me encantei com o carinho que recebi aqui” durante a passagem por Tramandaí. A mensagem reforça o componente político e simbólico do giro, mas não substitui o que realmente define o avanço do plano, terrenos aprovados, licenças, projeto executivo e cronograma.
O roteiro do véio da Havan por Torres e Tramandaí expõe um método de expansão que combina presença do dono, prospecção técnica e anúncio de escala para 2026, apoiado no recorde financeiro de 2025. Se as negociações de área avançarem, o Rio Grande do Sul pode ganhar novas megalojas em pontos onde turismo, rodovia e demanda regional se cruzam.
Na sua cidade, uma megaloja como a Havan tende a melhorar a oferta e o preço ou a piorar trânsito e sufocar o comércio local, e o que você considera decisivo para aceitar ou rejeitar esse tipo de expansão em Torres, Tramandaí ou no Rio Grande do Sul?

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