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Validade do novo RG mudou: Governo confirma prazos da carteira de identidade agora por idade

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 15/05/2026 às 17:39
Atualizado em 15/05/2026 às 17:41
Novo RG terá validade diferente por idade e poderá ser usado até 2032. Veja regras, emissão gratuita e como funciona a CIN.
Novo RG terá validade diferente por idade e poderá ser usado até 2032. Veja regras, emissão gratuita e como funciona a CIN.
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Mudança na validade da nova Carteira de Identidade Nacional altera regras para crianças, adultos e idosos, amplia integração de dados públicos e estabelece prazo nacional para substituição do antigo RG até 2032, enquanto milhões de brasileiros já utilizam o documento unificado com CPF como identificação oficial.

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) passou a ter prazo de validade definido conforme a idade do cidadão no momento da emissão, substituindo a lógica do antigo RG estadual por um modelo nacional ligado ao CPF.

Pelas regras atuais, o documento vale por 5 anos para crianças, 10 anos para pessoas de 12 a 60 anos incompletos e tem validade indeterminada para quem tem mais de 60 anos.

O antigo RG não perdeu a validade de imediato.

De acordo com o governo federal, os documentos emitidos no modelo anterior podem ser usados até 28 de fevereiro de 2032, prazo previsto para que a população faça a troca gradualmente, sem necessidade de corrida aos postos de atendimento.

A primeira via da CIN em papel é gratuita em todo o país, assim como as renovações dentro dos prazos previstos.

Já a segunda via pode ter cobrança estadual, e a versão em cartão de policarbonato, quando oferecida, também pode ser paga conforme a regra de cada unidade da federação.

Validade da nova identidade muda conforme a idade

A validade da nova carteira de identidade segue três faixas etárias.

Para crianças de 0 a 12 anos incompletos, o documento deve ser renovado a cada 5 anos, porque a aparência e os dados de identificação podem mudar com maior rapidez nessa fase.

Para cidadãos de 12 a 60 anos incompletos, o prazo de validade é de 10 anos.

Acima dos 60 anos, a CIN tem validade indeterminada, o que reduz a necessidade de novas emissões para idosos, salvo em casos de perda, dano, alteração de dados ou necessidade de atualização.

A mudança busca manter as informações civis mais confiáveis e atualizadas, especialmente em documentos usados para acesso a serviços públicos, benefícios sociais, viagens em países com acordo e identificação perante órgãos oficiais.

CPF passa a ser o número único da identificação nacional

A principal diferença da CIN em relação ao RG antigo é o uso do CPF como número único de identificação nacional.

Antes, uma mesma pessoa podia ter números diferentes de RG emitidos por estados distintos, o que aumentava riscos de duplicidade e dificultava a integração de cadastros.

Com o novo padrão, a identificação passa a ser unificada em todo o território nacional.

O objetivo é reduzir fraudes, melhorar a conferência de dados e facilitar o acesso do cidadão a serviços públicos digitais, programas sociais e atendimentos em diferentes áreas do governo.

A CIN também tem QR Code para verificação de autenticidade e versão digital disponível no aplicativo Gov.br após a emissão do documento físico.

O modelo inclui ainda código MRZ, padrão internacional utilizado em passaportes, o que permite uso em viagens a países com os quais o Brasil mantém acordo, como os do Mercosul.

Como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional

Para solicitar a CIN, o cidadão deve acessar o serviço de agendamento indicado pelo governo federal ou procurar o órgão responsável pela identificação civil em seu estado.

Em geral, o atendimento ocorre nos institutos de identificação, unidades estaduais de cidadania, Poupatempo, Detran ou estruturas equivalentes.

No dia marcado, é necessário apresentar certidão de nascimento ou certidão de casamento, conforme o caso.

Como a CIN é vinculada ao CPF, os dados cadastrais precisam estar corretos e compatíveis com os registros da Receita Federal, para evitar divergências durante a emissão.

Depois da retirada da carteira física, a versão digital pode ser acessada pelo aplicativo Gov.br.

Em alguns estados, o documento digital também pode reunir outros números, como PIS/Pasep, NIS, título de eleitor, CNH, carteira profissional e certificado militar, desde que os comprovantes sejam apresentados no atendimento.

Emissão da CIN avança em todos os estados

A emissão da CIN já ocorre em todos os estados e no Distrito Federal, mas a oferta de vagas, os canais de agendamento e os prazos de entrega variam conforme a estrutura local.

Por isso, a orientação é verificar o procedimento diretamente no serviço oficial da unidade federativa onde o documento será solicitado.

Segundo dados divulgados pelo governo federal em 2026, mais de 49 milhões de brasileiros já tinham recebido a nova carteira de identidade.

O número atualiza levantamentos anteriores, que ainda mencionavam patamares bem menores de emissão no início da implantação do documento.

Apesar da expansão, a troca não precisa ser imediata para quem possui RG antigo em bom estado e dentro do prazo de aceitação.

A substituição deve ocorrer até 2032, ou antes disso caso o cidadão precise atualizar dados, emitir segunda via ou prefira migrar para o novo padrão nacional.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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