Mudança na validade da nova Carteira de Identidade Nacional altera regras para crianças, adultos e idosos, amplia integração de dados públicos e estabelece prazo nacional para substituição do antigo RG até 2032, enquanto milhões de brasileiros já utilizam o documento unificado com CPF como identificação oficial.
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) passou a ter prazo de validade definido conforme a idade do cidadão no momento da emissão, substituindo a lógica do antigo RG estadual por um modelo nacional ligado ao CPF.
Pelas regras atuais, o documento vale por 5 anos para crianças, 10 anos para pessoas de 12 a 60 anos incompletos e tem validade indeterminada para quem tem mais de 60 anos.
O antigo RG não perdeu a validade de imediato.
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De acordo com o governo federal, os documentos emitidos no modelo anterior podem ser usados até 28 de fevereiro de 2032, prazo previsto para que a população faça a troca gradualmente, sem necessidade de corrida aos postos de atendimento.
A primeira via da CIN em papel é gratuita em todo o país, assim como as renovações dentro dos prazos previstos.
Já a segunda via pode ter cobrança estadual, e a versão em cartão de policarbonato, quando oferecida, também pode ser paga conforme a regra de cada unidade da federação.
Validade da nova identidade muda conforme a idade
A validade da nova carteira de identidade segue três faixas etárias.
Para crianças de 0 a 12 anos incompletos, o documento deve ser renovado a cada 5 anos, porque a aparência e os dados de identificação podem mudar com maior rapidez nessa fase.
Para cidadãos de 12 a 60 anos incompletos, o prazo de validade é de 10 anos.
Acima dos 60 anos, a CIN tem validade indeterminada, o que reduz a necessidade de novas emissões para idosos, salvo em casos de perda, dano, alteração de dados ou necessidade de atualização.
A mudança busca manter as informações civis mais confiáveis e atualizadas, especialmente em documentos usados para acesso a serviços públicos, benefícios sociais, viagens em países com acordo e identificação perante órgãos oficiais.
CPF passa a ser o número único da identificação nacional
A principal diferença da CIN em relação ao RG antigo é o uso do CPF como número único de identificação nacional.
Antes, uma mesma pessoa podia ter números diferentes de RG emitidos por estados distintos, o que aumentava riscos de duplicidade e dificultava a integração de cadastros.
Com o novo padrão, a identificação passa a ser unificada em todo o território nacional.
O objetivo é reduzir fraudes, melhorar a conferência de dados e facilitar o acesso do cidadão a serviços públicos digitais, programas sociais e atendimentos em diferentes áreas do governo.
A CIN também tem QR Code para verificação de autenticidade e versão digital disponível no aplicativo Gov.br após a emissão do documento físico.
O modelo inclui ainda código MRZ, padrão internacional utilizado em passaportes, o que permite uso em viagens a países com os quais o Brasil mantém acordo, como os do Mercosul.
Como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional
Para solicitar a CIN, o cidadão deve acessar o serviço de agendamento indicado pelo governo federal ou procurar o órgão responsável pela identificação civil em seu estado.
Em geral, o atendimento ocorre nos institutos de identificação, unidades estaduais de cidadania, Poupatempo, Detran ou estruturas equivalentes.
No dia marcado, é necessário apresentar certidão de nascimento ou certidão de casamento, conforme o caso.
Como a CIN é vinculada ao CPF, os dados cadastrais precisam estar corretos e compatíveis com os registros da Receita Federal, para evitar divergências durante a emissão.
Depois da retirada da carteira física, a versão digital pode ser acessada pelo aplicativo Gov.br.
Em alguns estados, o documento digital também pode reunir outros números, como PIS/Pasep, NIS, título de eleitor, CNH, carteira profissional e certificado militar, desde que os comprovantes sejam apresentados no atendimento.
Emissão da CIN avança em todos os estados
A emissão da CIN já ocorre em todos os estados e no Distrito Federal, mas a oferta de vagas, os canais de agendamento e os prazos de entrega variam conforme a estrutura local.
Por isso, a orientação é verificar o procedimento diretamente no serviço oficial da unidade federativa onde o documento será solicitado.
Segundo dados divulgados pelo governo federal em 2026, mais de 49 milhões de brasileiros já tinham recebido a nova carteira de identidade.
O número atualiza levantamentos anteriores, que ainda mencionavam patamares bem menores de emissão no início da implantação do documento.
Apesar da expansão, a troca não precisa ser imediata para quem possui RG antigo em bom estado e dentro do prazo de aceitação.
A substituição deve ocorrer até 2032, ou antes disso caso o cidadão precise atualizar dados, emitir segunda via ou prefira migrar para o novo padrão nacional.

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