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Vaca Muerta impulsiona produção de petróleo e torna-se peça das estratégias lideradas por Javier Milei

Escrito por Rannyson Moura
Publicado em 24/12/2025 às 14:38
A formação de Vaca Muerta impulsiona a produção de petróleo na Argentina, bate recordes históricos e passa a ser peça-chave da estratégia econômica do governo Javier Milei.
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A formação de Vaca Muerta impulsiona a produção de petróleo na Argentina, bate recordes históricos e passa a ser peça-chave da estratégia econômica do governo Javier Milei.

A Argentina vive um novo momento no setor de petróleo, impulsionado pelo avanço acelerado da formação geológica de Vaca Muerta, localizada na região da Patagônia. Em outubro, o país atingiu um marco histórico ao produzir 859.500 barris de petróleo bruto por dia, superando o recorde anterior de 847.000 barris, registrado em 1998.

Esse salto ocorre em meio a uma transformação estrutural do setor energético argentino. Enquanto a produção convencional nas demais bacias do país apresenta queda anual de 7%, Vaca Muerta sustenta um crescimento médio de 30% ao ano na produção não convencional, revertendo uma tendência de estagnação que marcou décadas anteriores.

Vaca Muerta concentra reservas estratégicas de petróleo e gás

Considerada uma das maiores reservas não convencionais do planeta, Vaca Muerta abriga a segunda maior reserva mundial de gás de xisto e a quarta maior de petróleo não convencional. A importância da área vai além do potencial geológico. Atualmente, a região responde por cerca de 60% de todo o petróleo produzido na Argentina.

Dados oficiais indicam que a produção diária na área supera 515.000 barris. Há apenas quatro anos, esse volume era de aproximadamente 280.000 barris por dia. O avanço expressivo reflete investimentos contínuos, ganhos de produtividade e melhorias tecnológicas na extração de petróleo e gás.

Exportações de energia voltam a superar importações

O crescimento de Vaca Muerta já começa a impactar diretamente a balança comercial argentina. No ano passado, o país exportou mais energia do que importou pela primeira vez em 14 anos. O resultado representa uma mudança relevante para uma economia historicamente pressionada por déficits externos e escassez de dólares.

Esse desempenho no setor de petróleo e gás se tornou uma das apostas centrais do governo de Javier Milei para reverter o prolongado declínio econômico. A geração de divisas por meio da exportação de energia é vista como estratégica para estabilizar as contas públicas e fortalecer a moeda local.

Argentina pode assumir novo papel regional no petróleo

Segundo análise da revista The Economist, a Argentina deve ultrapassar ainda neste ano a Colômbia como o terceiro maior produtor de petróleo bruto da América do Sul. A Colômbia produziu quase 800 mil barris por dia, enquanto a produção argentina segue em trajetória de alta.

No ranking regional, a Argentina ficaria atrás apenas da Venezuela, que produz cerca de 1 milhão de barris por dia apesar das restrições impostas ao seu setor de petróleo, e do Brasil, cuja produção supera os 3 milhões de barris diários. Esse reposicionamento reforça o peso geopolítico do país no mercado energético sul-americano.

Empregos e estímulos econômicos no horizonte

Além do impacto direto na produção de petróleo, Vaca Muerta também apresenta forte potencial de geração de empregos. Estimativas apontam que o desenvolvimento do xisto pode criar entre 250 mil e 500 mil postos de trabalho até o início da década de 2030, abrangendo desde atividades diretas até cadeias de fornecedores e serviços.

Sob a administração de Javier Milei, a região ganhou novo impulso com a flexibilização dos controles cambiais, a remoção de barreiras regulatórias e a concessão de isenções fiscais de longo prazo. Essas medidas buscam atrair investimentos estrangeiros e acelerar projetos ligados ao petróleo e ao gás.

Integração energética com o Brasil avança

Em novembro, em um movimento considerado raro de convergência política, os governos da Argentina e do Brasil firmaram um acordo para a importação de gás natural proveniente de Vaca Muerta. O entendimento envolveu diretamente as gestões de Javier Milei e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa é que o Brasil passe a importar até 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia da Argentina até 2030. A informação foi confirmada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçando a integração energética regional e ampliando o papel estratégico de Vaca Muerta no contexto do petróleo e do gás sul-americano.

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Arnaldo de Castro Paes
Arnaldo de Castro Paes
26/12/2025 07:53

Milei acabou com o populismo e o falso progressismo na Argentina. Os resultados já estão aparecendo.

Rannyson Moura

Graduado em Publicidade e Propaganda pela UERN; mestre em Comunicação Social pela UFMG e doutorando em Estudos de Linguagens pelo CEFET-MG. Atua como redator freelancer desde 2019, com textos publicados em sites como Baixaki, MinhaSérie e Letras.mus.br. Academicamente, tem trabalhos publicados em livros e apresentados em eventos da área. Entre os temas de pesquisa, destaca-se o interesse pelo mercado editorial a partir de um olhar que considera diferentes marcadores sociais.

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