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Marinha dos EUA comissiona em Groton o 26º submarino nuclear de ataque Virginia-class com 10.200 toneladas e 115 metros de aço

Escrito por Douglas Avila
Publicado em 14/05/2026 às 18:00
Atualizado em 14/05/2026 às 18:02
USS Idaho SSN-799 navega após cerimônia de comissionamento em Groton
USS Idaho SSN-799 navega após cerimônia de comissionamento em Groton (representação artística).
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A Marinha dos Estados Unidos comissionou em 25 de abril o submarino nuclear de ataque USS Idaho, 26º da classe Virginia, com 10.200 toneladas de deslocamento submerso, 115 metros de comprimento e capacidade para 12 mísseis Tomahawk em tubos verticais, em cerimônia na Base Naval de New London, em Groton, Connecticut.

O submarino nuclear USS Idaho SSN-799 é o oitavo da Virginia-class em configuração Block IV.

De acordo com a Naval News, a cerimônia ocorreu em 25 de abril de 2026.

Conforme o Departamento de Defesa, o USS Idaho tem como porto inicial New London, em Groton, Connecticut.

Em comparação com Virginia-class Block III, o Block IV traz redução de 16% nos custos de operação.

Por isso, a Marinha americana prevê os submarinos Block IV em serviço por 33 anos.

Posteriormente, a Marinha pretende substituir parte da frota por Block V e Block VI nos próximos cinco anos.

As dimensões do submarino nuclear USS Idaho SSN-799 cobrem 115 metros e 10.200 toneladas

De acordo com a General Dynamics Electric Boat, construtora do submarino, o comprimento total é de 377 pés.

Conforme dados oficiais, o diâmetro do casco mede 34 pés, equivalente a 10,4 metros.

Em comparação, o Boeing 747 tem 70 metros de comprimento — Idaho tem 1,6 vez o tamanho do avião.

Em primeiro lugar, o submarino desloca 7.800 toneladas na superfície e 10.200 toneladas submerso.

Em segundo lugar, o reator nuclear S9G fornece 40.000 cavalos de potência.

Por outro lado, a velocidade submersa supera 25 nós, ou 46 km/h, conforme dados desclassificados.

Marinha americana comissionou USS Idaho SSN-799 com 10.200 toneladas em 25 de abril de 2026
Cerimônia de comissionamento do USS Idaho em Groton, Connecticut (representação artística).

O submarino nuclear USS Idaho SSN-799 leva 12 mísseis Tomahawk em VPMs verticais

De acordo com dados oficiais, o USS Idaho tem dois Virginia Payload Modules (VPMs) com seis tubos cada.

Em outras palavras, são 12 mísseis Tomahawk de cruzeiro prontos para lançamento vertical.

Conforme a Raytheon, fabricante dos Tomahawk, cada míssil tem alcance de 1.600 quilômetros.

Em primeiro lugar, o submarino também leva 25 torpedos Mark 48 em quatro tubos.

Em segundo lugar, há mísseis antinavio Harpoon em sistema próprio.

Por isso, o USS Idaho é classificado como caçador-assassino (hunter-killer) com capacidade ofensiva ampla.

Enquanto o Brasil constrói submarino convencional Riachuelo, EUA comissiona 26º nuclear

O submarino brasileiro Riachuelo S-40 foi comissionado em 2022 com propulsão diesel-elétrica.

De acordo com a Marinha do Brasil, o programa PROSUB tem orçamento de R$ 7,7 bilhões.

Em comparação direta, o Block IV Virginia custa US$ 3,4 bilhões por unidade.

Em outras palavras, cada submarino americano custa três vezes o programa nacional brasileiro inteiro.

Por isso, a previsão para o primeiro nuclear brasileiro Álvaro Alberto é apenas em 2035.

Como reportou a Naval Comércio, o cronograma do Álvaro Alberto está três anos atrasado em 2026.

  • Classe: Virginia-class Block IV (oitavo da configuração)
  • Comprimento: 115 metros (377 pés)
  • Deslocamento: 10.200 toneladas submerso
  • Propulsão: Reator nuclear S9G (40.000 HP)
  • Velocidade: 25+ nós submersa (46+ km/h)
  • Armamento: 12 Tomahawk + 25 Mark 48 + Harpoon
  • Custo: US$ 3,4 bilhões por unidade
O submarino nuclear USS Idaho SSN-799 opera com tripulação de 135 marinheiros
Sala de controle típica de submarino Virginia-class (representação artística).

A Marinha americana produz 1,3 submarino Virginia por ano e quer chegar a 2,3

De acordo com o Congressional Research Service, a Marinha entregou 1,3 submarino Virginia por ano em 2024-2025.

Conforme a Casa Branca, o plano é dobrar essa taxa para 2,3 unidades por ano até 2028.

Em primeiro lugar, isso exige expansão dos estaleiros General Dynamics e Newport News Shipbuilding.

Em segundo lugar, o Congresso aprovou US$ 4 bilhões em subsídios para mão de obra qualificada.

Posteriormente, a meta é chegar a 66 submarinos Virginia operacionais até 2030.

Da mesma forma, a Marinha pretende manter 12 SSBNs Columbia-class em operação simultânea.

O acordo AUKUS leva tecnologia Virginia para a Austrália a partir de 2032

Em 2021, EUA, Reino Unido e Austrália fecharam o pacto AUKUS para cooperação nuclear submarina.

De acordo com o acordo, a Austrália vai receber pelo menos 3 submarinos Virginia entre 2032 e 2042.

Conforme estimativas, o custo total para Camberra deve ficar entre US$ 270 bilhões e US$ 368 bilhões.

Em outras palavras, o programa AUKUS é maior que qualquer compra militar australiana em 80 anos.

Por outro lado, China e Indonésia se opuseram publicamente ao pacto.

Como reportou a CNN, a entrega do primeiro Virginia à Austrália passa por aprovação anual do Congresso americano.

O submarino nuclear USS Idaho SSN-799 lança 12 mísseis Tomahawk de tubos verticais
Lançamento de míssil Tomahawk a partir de tubo vertical em submarino Virginia-class (representação artística).

O acervo do CPG cobre defesa naval e indústria submarina

O CPG publicou recentemente sobre o programa de submarino nuclear brasileiro Álvaro Alberto, no acervo do site.

Posteriormente, o site publicou também análise sobre os impactos do acordo AUKUS na geopolítica, com dados do CSIS.

Em outras palavras, o USS Idaho integra a corrida submarina entre EUA e China.

Por outro lado, há quem aponte que a China constrói submarinos Type 095 ao mesmo ritmo de duas unidades por ano.

Próximos passos: USS Massachusetts e USS Idaho juntos no Atlântico

Em primeiro lugar, o USS Idaho começa treinamento operacional no Atlântico em junho de 2026.

Em seguida, deve cumprir primeira missão de superfície estendida até dezembro.

Por fim, integra esquadrão com USS Massachusetts a partir de 2027.

Porém, há quem questione se o ritmo de construção da Marinha vai aguentar até 2030.

No entanto, executivos da Electric Boat defendem que o programa AUKUS vai forçar o aumento da produção. Ainda assim, o USS Idaho marca a 26ª entrega da classe que define a guerra submarina do século 21.

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Douglas Avila

Trabalho com tecnologia há 16 anos, hoje 100% focado em IA. Atuo como CAIO (Chief AI Officer) em São Paulo, com foco em receita. Formado em Sistemas para Internet pelo Senac. No Click Petróleo e Gás escrevo sobre tecnologia e inovação aplicadas aos setores estratégicos da economia brasileira: energia, indústria, transporte marítimo, automotivo, ciência e engenharia

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